Notícias Periódicas da ISOC

Conter os cookies – uma notícia da Mozilla informa que o Firefox anunciou o lançamento mundial do Total Cookie Protection, uma proteção de privacidade padrão que limita os cookies ao site onde foram criados, impedindo que empresas de rastreio usem esses cookies para rastrear a navegação de um site para outro.

Deepfakes – segundo relatado numa notícia publicada na CNN, as empresas tecnológicas terão de tomar medidas para combater deepfakes e contas falsas nas suas plataformas ou arriscam a serem multadas, sob os termos atualizados do código de prática sobre desinformação da Comissão Europeia que irá ser publicado em breve.

Conteúdos e transporte: quem paga o quê? – Um estudo da associação European Telecommunications Network Operators’ Association (ETNO) mostra que as empresas Alphabet/Google, Facebook, Netflix, Apple, Amazon, e Microsoft são responsáveis por 56% de todo o tráfego nas redes dos operadores europeus e por isso estes devem contribuir para os custos da rede. Aparentemente este estudo recebeu as simpatias da Comissão Europeia que acha que os donos dos conteúdos devem contribuir mais para os custos das redes, o que inevitavelmente porá fim à neutralidade da rede e terá um efeito ainda mais devastador na concorrência. Num blog post de Geoff Huston esta questão é analisada a fundo e mostra-se, através dos exemplos na Nova Zelândia e da Austrália que, provavelmente, o problema de fundo está no modelo económico de viabilização das redes de acesso. Com efeito, estas redes são de capital intensivo e de baixas margens. Por essas razões, requerem uma visão que não é compatível com retornos rápidos dos investimentos.

A rede privada de fibra ótica da GoogleNesta publicação da Google, para além da óbvia publicidade à “capacidade” da empresa, é explicado como funciona a rede privada de cabos submarinos da Google que interliga os seus centros de dados e os mais de 4.000 pontos de presença que a companhia tem junto dos operadores de acesso, isto é os ISPs. O artigo mostra como funcionam os cabos de fibra óptica que sustentam o funcionamento da Internet. Mas também põe em evidência que hoje em dia o backbone da Internet está cada vez mais a ser substituído por redes privadas de interligação dos centros de dados e dos pontos de presença das grandes plataformas tecnológicas da Internet.

Dia Mundial dos Refugiados 2022

O Dia Mundial do Refugiado é um dia internacional designado pelas Nações Unidas para homenagear os refugiados em todo o mundo. Este dia cai todos os anos em 20 de junho e celebra a força e a coragem das pessoas que foram forçadas a fugir de seu país de origem para escapar de conflitos ou perseguições. O Dia Mundial do Refugiado é uma ocasião para construir empatia e compreensão por sua situação e reconhecer sua resiliência na reconstrução de suas vidas.

Dia Mundial do Refugiado 2022

Quem quer que sejam, as pessoas forçadas a fugir devem ser tratadas com dignidade. Qualquer um pode buscar proteção, independentemente de quem seja ou do que acredita. É inegociável: buscar segurança é um direito humano.
De onde quer que venham, as pessoas forçadas a fugir devem ser bem-vindas. Os refugiados vêm de todo o mundo. Para sair do caminho do perigo, eles podem pegar um avião, um barco ou viajar a pé. O que permanece universal é o direito de buscar segurança.
Sempre que as pessoas são forçadas a fugir, elas têm o direito de serem protegidas. Qualquer que seja a ameaça – guerra, violência, perseguição – todos merecem proteção. Todo mundo tem o direito de estar seguro.
fundo

A cada minuto 20 pessoas deixam tudo para trás para escapar da guerra, perseguição ou terror. Existem vários tipos de pessoas deslocadas à força:


Refugiados


Um refugiado é alguém que fugiu de sua casa e país devido a “um fundado temor de perseguição por causa de sua raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política”, de acordo com as Nações Unidas. Convenção de Refugiados de 1951. Muitos refugiados estão no exílio para escapar dos efeitos de desastres naturais ou causados pelo homem.
requerentes de asilo
Os requerentes de asilo dizem que são refugiados e fugiram de suas casas como os refugiados, mas sua reivindicação ao status de refugiado ainda não foi avaliada definitivamente no país para o qual eles fugiram.


Pessoas deslocadas internamente

Pessoas Deslocadas Internamente (IDPs) são pessoas que não cruzaram uma fronteira internacional, mas se mudaram para uma região diferente daquela que chamam de lar dentro de seu próprio país.

Apátridas

Os apátridas não têm nacionalidade reconhecida e não pertencem a nenhum país.
As situações de apatridia geralmente são causadas pela discriminação contra determinados grupos. A falta de identificação – um certificado de cidadania – pode excluí-los do acesso a serviços governamentais importantes, incluindo cuidados de saúde, educação ou emprego.


Retornados


Os retornados são ex-refugiados que retornam aos seus próprios países ou regiões de origem após um período de exílio. Os retornados precisam de apoio contínuo e assistência de reintegração para garantir que possam reconstruir suas vidas em casa.

Convenção de Refugiados de 1951 e seu Protocolo de 1967


Os refugiados estão entre as pessoas mais vulneráveis do mundo. A Convenção de Refugiados de 1951 e seu Protocolo de 1967 ajudam a protegê-los. São os únicos instrumentos jurídicos globais que cobrem explicitamente os aspectos mais importantes da vida de um refugiado. De acordo com suas disposições, os refugiados merecem, no mínimo, os mesmos padrões de tratamento usufruídos por outros estrangeiros em um determinado país e, em muitos casos, o mesmo tratamento que os nacionais.
A Convenção de 1951 contém uma série de direitos e também destaca as obrigações dos refugiados em relação ao país de acolhimento. A pedra angular da Convenção de 1951 é o princípio de não repulsão. De acordo com este princípio, um refugiado não deve ser devolvido a um país onde ele ou ela enfrenta sérias ameaças à sua vida ou liberdade. Esta proteção não pode ser reivindicada por refugiados que sejam razoavelmente considerados como um perigo para a segurança do país, ou que tenham sido condenados por um crime particularmente grave, sejam considerados um perigo para a comunidade.
Os direitos contidos na Convenção de 1951 incluem:

  • O direito de não ser expulso, exceto sob certas condições estritamente definidas;
  • O direito de não ser punido pela entrada ilegal no território de um Estado contratante;
  • O direito ao trabalho;
  • O direito à habitação;
  • O direito à educação;
  • O direito à assistência e socorro público;
  • O direito à liberdade de religião;
  • O direito de acesso aos tribunais;
  • O direito à livre circulação no território;
  • O direito à emissão de documentos de identidade e de viagem.


Alguns direitos básicos, incluindo o direito de ser protegido contra repulsão, aplicam-se a todos os refugiados. Um refugiado torna-se titular de outros direitos quanto mais tempo permanecer no país de acolhimento, o que se baseia no reconhecimento de que quanto mais tempo permanecer como refugiado, mais direitos necessita.

Tradução da página das Nações Unidas

A Missão Humanitária da PASC à Polónia de 5 a 11 de Junho de 2022

Depoimento de Rui Martins, coordenador da missão em representação da PASC

A 11 de Junho regressou a Portugal a primeira missão humanitária da Pasc.pt (Plataforma de Associações da Sociedade Civil). Do ponto de vista da organização e enquanto coordenador da mesma foi o maior desafio logístico que já enfrentei, num terreno quase totalmente desconhecido do ponto de vista geográfico (a Polónia) e enquanto coordenador de missão. Com efeito, embora já tenha sido voluntário da Ajuda Amiga na Guiné-Bissau, no centro de acolhimento a Sem Abrigo no Casal Vistoso e na Refood Areeiro nunca tinha realizado nada numa escala que – não sendo enorme – exigiu completar todas as fases de um processo complexo sem que nenhuma das rodas dentadas tivesse falhado na sua conexão com a seguinte e conseguindo – no fim – cumprir os dois objectivos da missão: entregar material médico a uma organização de enfermeiros que apoia as forças na linha de frente e servir como voluntário num dos dois centros de acolhimento de refugiados que funcionam em Varsóvia. A missão consistiu na materialização de um dever cívico: A Ucrânia é o único lugar onde se luta pela democracia e liberdade não somente pela própria Ucrânia mas em nome de toda a Europa e, indirectamente, pelo mundo livre e democrático.

No total foram entregues 24 caixas de material médico e de apoio a crianças e mulheres. A lista é demasiado variada para caber aqui na integralidade (e essa foi uma lição: menos variedade e maior homogeneidade) mas incluía artigos como gelo instantâneo, compressas, soro, máscaras cirúrgicas, iodopovidona, testes SARS CoV-2, seringas, luvas cirúrgicas, oxímetros, ligaduras, tensímetros, termómetros infravermelhos, bolsas quente frio, kits de primeiros socorros, adesivos de tela, termómetros digitais, paracetamol, ibuprofeno, pensos diários, fraldas para bebé, entre outros artigos menos numerosos. Embora a lógica tivesse sido a de adquirir apenas artigos de pequeno volume e peso mas de alto valor, como muitas pessoas preferem serem elas próprias a adquirirem artigos que vão doar em vez de contribuírem com donativos em dinheiro, outros artigos acabaram por serem incluídos nos volumes. Muitos doadores preferem sempre doar em espécie pelo que se qualquer operação destas as excluir perdem-se este tipo de doações razão pela qual foram incluídos na entrega.

Agradecemos à Dra. Manuela Esteves, Diretora do Centro Qualifica Doutora Manuela Esteves e à Técnica Superior Maria João Teresa psicóloga do Centro Qualifica da escola Luís da Freitas Branco, Paço de Arcos que ajudaram a recolher material médico, passaram informação para os alunos, pais. Agradecemos pela compreensão, colaboração, ajuda nesta causa nobre. Agradecemos igualmente a todos os que deram donativos na campanha de crowdfunding e aos trabalhadores das Páginas Amarelas que deram um importante contributo em materiais e em financiamento para esta campanha. Todos atenderam ao nosso pedido, compreendendo a grave situação no terreno. Agradecemos a todos os que nos ajudaram a realizar os objectivos desta missão da Pasc.pt.

Uma vez na Polónia (a logística de procurar encaixar no curto espaço de tempo disponível uma entrada na Ucrânia acabou por se revelar demasiado desafiante) este lote foi reforçado com artigos adquiridos localmente sendo essa uma outra lição deste processo: reservar uma parte da verba para estas aquisições: sendo certo que isso não ajuda a economia em Portugal (país onde vivem os doadores), mas auxilia a do país que acolhe os refugiados e permite poupanças adicionais devidas às diferenças de custo de vida entre a Polónia e Portugal. No nosso caso houve uma razão adicional para adquirir os produtos em Portugal: foram usados cartões de desconto e tabelas de preços promocionais que – segundo a projeção realizada – compensam a diferença de custo de vida entre os dois países.

A missão foi organizada no contexto da pasc.pt, uma associação que agrega várias associações portuguesas da sociedade civil e que tem como missão “dar expressão a questões de interesse nacional fazendo apelo à mobilização dos portugueses para uma cidadania activa e responsável, individual e colectivamente” e que inclui associados efectivos como a APDSI, a ISOC.PT, o GEOTA, a AORN, o MIL, a SEDES, a APG, a AAACM, a APRE, a Abril, a ADIRAIA, a APAV, a ARPI, a Confraria Marítima – Liga Naval Portuguesa, a EMDIIP, a Ordem dos Cidadãos, a PAJE, a Vizinhos de Lisboa, a ACRÉSCIMO, a AECODE, a CIDSÉNIOR, a SHIP, a artEUSÉBIOheart, o Clube de Oficiais da Marinha Mercante, a AAAIO, a PROVISEU, a TAKE C’AIR CREW VOLUNTEERS, a Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrógão Grande e a CPADA. Apesar do enquadramento nesta associação e do apoio prestado pelo movimento “Somos Todos Ucrânia” e da ONG internacional “Together International” (sobretudo na ligação e apoio na presença no centro de refugiados), estas palavras são escritas a título estritamente pessoal e não vinculam nenhumas destas organizações.

O nome da missão (com logotipo oferecido por um artista gráfico) jogou com a expressão “Slava Ukraini” (em ucraniano: Слава Україні!; em português: “Glória à Ucrânia!”), que foi muito usada na Guerra de Independência da Ucrânia de 1917 a 1921 e que, a partir de 2018 se tornou na saudação oficial das Forças Armadas da Ucrânia e é, actualmente, num símbolo de resistência durante a Invasão russa. O termo “Slava” foi reunido a “Salva” numa operação que visava o duplo objetivo de prestar apoio em regime de voluntariado aos refugiados do centro de refugiados da Modlińska 6d Expo levando também roupa de verão, livros em inglês, fraldas e brinquedos (para além das 24 caixas) e entregar a uma associação de enfermeiros material médico que, nos dias seguintes, seguiu para a Ucrânia. Havia um plano mais difuso de entrar na Ucrânia e, mais especificamente em Lviv ou em Kyiv, mas não se criaram condições de segurança nem garantia de entrada e saída num prazo tão curto como aquele que tínhamos calendarizado.

O material enviado foi recolhido por duas vias: por doações em espécie entregues nas empresas (como as Páginas Amarelas e outras) onde foram recolhidos estes bens e por doações em dinheiro feitas através de uma campanha de crowdfunding e através de empresas nacionais. A verba assim reunida serviu para adquirir o material médico de venda livre que seria enviado para a Ucrânia. Outros materiais não-médicos foram entregues directamente no centro de refugiados. Foi procurado um apoio junto de um órgão de comunicação social para facilitar o acesso à Ucrânia para estabelecer contactos com ONGs locais mas este não teve efeitos. Vários apelos de doações enviados às grandes redes de distribuição nacionais não tiveram qualquer resposta (nem automática). Paralelamente o apoio pedido à TAP Air Portugal enquadrado no programa “EMBRACING UKRAINE” para transporte de voluntários e carga requerido sob o patrocínio da PASC.pt foi bem acolhido e revelou-se absolutamente essencial para o cumprimento dos dois objectivos principais da missão: Obrigado TAP!

As caixas usadas para o envio do material médico foram doadas por uma empresa e os artigos identificados após contactos com médicos que trabalharam no hospital pediátrico de Kyiv. Os artigos foram entregues numa associação de enfermeiros mas existem várias organizações alternativas que seriam activadas caso a entrega inicial não tivesse sido bem sucedida. Os contactos com as várias associações ucranianas em Portugal no sentido de identificar canais de distribuição e artigos a enviar não tiveram sucesso: das três contactadas nenhuma respondeu. Contactos estabelecidos com farmácias também não tiveram grande sucesso mas num caso foi possível clarificar o tipo de materiais que poderiam ser enviados no contexto da oferta de carga da TAP. Outras farmácias nem responderam a um pedido de cotações, outras só fizeram após insistência e fornecedores de materiais médicos nem se dignaram a enviar uma resposta automática. O contacto com a embaixada da Ucrânia foi frutuoso e respondido mas nunca houve qualquer resposta por parte da embaixada portuguesa na Ucrânia. A campanha de crowdfunding não teve sucesso no sentido em que não logrou aproximar-se, sequer, do objectivo, mas permitiu, juntamente com doações feitas por trabalhadores de empresas que apoiaram o projecto reunir perto de 800 euros que foram gastos em adquirir material médico. Contactos estabelecidos com várias Juntas de Freguesia de Lisboa no sentido de participarem na recolha de material também não tiveram qualquer eco. Os alojamentos foram tratados e financiados pelos próprios voluntários, tendo existido um auxílio parcial aos custos suportados pelos voluntários por parte da ONG Together International. Os custos de alimentação durante a semana de voluntariado no centro foram também essencialmente suportados pelos próprios voluntários.

A experiência de permanência no próprio centro de refugiados em Varsóvia foi extraordinária no que respeita aos próprios refugiados, quase todos mulheres e crianças, alguns muito jovens e quase todos sem pais, esposos, maridos e tios, impedidos de saírem da Ucrânia pela guerra. A comunicação não foi fácil porque o uso do inglês entre os ucranianos é raro, e o conhecimento do português e do francês praticamente nulo. No centro encontram-se cerca de 3 mil refugiados: a maioria ucranianos mas também alguns egípcios e paquistaneses que se encontravam na Ucrânia quando começou a invasão russa. Os perto de cem voluntários são quase todos polacos existindo enquanto lá estivemos uma pequena equipa de norte-americanos e nos últimos meses já aqui estiveram voluntários espanhóis e sul-coreanos. Claramente o centro precisa de mais ajuda e de mais voluntariado e há muito que pode ser aqui feito por outros países da União Europeia para ajudarem a Polónia neste apoio humanitário.

As palavras de polaco (língua próxima do ucraniano e do mesmo ramo do grupo ocidental eslavo) eram as mais usadas no centro nomedamente palavras soltas de polaco e russo, assim como o essencial papel dos voluntários que dominavam o inglês e o russo assim como o uso das ferramentas de tradução da Google.

Ao longo dos dias (passados na área de distribuição de roupa, apoio à zona das crianças e na zona de apoio às refeições entre almoço e jantar) várias histórias comoventes foram ouvidas e aprendidas: desde a criança que nos mostrava os cadernos com desenhos de Anime e que usava o Google Translator para reclamar de um fumador junto aos jogadores de basquete, à família que ajudei a levar as malas e que estava a sair do centro e que só sabia dizer em inglês “un moment”, aos quatro americanos dos quais um tinha tido um avô que tinha vindo clandestino num barco para Nova Iorque e que tinha Almeida no nome,;ao rebuçado de uma marca “Bim Bom” ucraniana dado por uma refugiada em agradecimento ao nosso serviço e que ainda conservo; à constante referência à nossa nacionalidade e ao sentimento de que estávamos a servir como “embaixadores informais” de Portugal; ao pequeno bando de miúdos que pediam insistentemente “Malina” (uma marca de massas desidratadas muito populares na Ucrânia) e que trocavam de camisa e colocavam as máscaras (raríssimas na Polónia) para tornarem a pedir “Malina” ou doces e chocolates como se fossem miúdos diferentes; passando pelo ucraniano que falava um português quase perfeito e que há 14 anos tinha trabalhado em Portugal e que – esperava ser operado na Alemanha – deixara na Ucrânia a sua oficina por causa dos bombardeamentos no seu bairro. Aliás, o uso do português foi raríssimo sendo apenas excepcional como, por exemplo, naquela voluntária polaca que reconheceu a nossa língua porque tinha trabalhado a fazer voluntariado no Brasil e que confirmava que a sonoriedade da língua de Portugal era mais “agreste” e, nesse respeito, mais semelhante ao polaco; a mãe que sonhava em levar os filhos para o Reino Unido. Não me esqueço também da jovem voluntária polaca que se espanta com o conhecimento de que tínhamos da História da Polónia; nem do egípcio que lamentava o fim e o resultado da Primavera Árabe; nem tão pouco as crianças que pediam Sprite e Cola e os militares polacos que prepavam pão de leite enquanto não chegavam mais voluntários.

Esta primeira missão humanitária da PASC.pt pode ter sido pequena na quantidade de voluntários enviados e no auxílio material reunido mas foi grande enquanto intenção de fazer a diferença, de cumprir cidadania dentro e fora das nossas fronteiras e na esperança de que tenhamos feito – nem que apenas um pouco – a diferença no sofrimento destas pessoas que a loucura homicida da guerra levou a deixar as suas casas e a separar as suas famílias.

Rui Martins

Portugal está na posição 39, no ranking da Participação Cívica, de entre os 41 países avaliados pela OCDE

Principais Pontos

A confiança no governo é essencial para a coesão e bem-estar social. A alta participação eleitoral é uma medida da participação dos cidadãos no processo político. Nas últimas eleições para as quais existem dados disponíveis, a participação eleitoral em Portugal foi de 49% dos eleitores cadastrados. Esse número é um dos mais baixos entre os países da OCDE, cuja média é de 69%.

Um maior envolvimento público no processo decisório é também um fator significativo para obrigar o governo a prestar contas, e para sustentar a confiança nas instituições públicas. O processo formal de engajamento público no desenvolvimento das leis e de seus regulamentos permite medir o grau de envolvimento das pessoas nas decisões do governo sobre questões-chave que afetam suas vidas. Em Portugal, o nível de envolvimento público na elaboração da legislação é de 1,5 (em uma escala que vai de 0 a 4), inferior à média da OCDE, que é de 2,1.

Para obter mais informações sobre as estimativas e anos de referência, consulte a seção de Perguntas Frequentes e a Base de Dados do BLI.

Políticas Melhores para Vidas Melhores 

Postos do cidadão para serviços melhores

Portugal criou uma rede de “postos do cidadão” que oferece serviços públicos e privados. Eles variam de serviços tributários até serviços da previdência social pública, bem como agendamento de conexão e desconexão de eletricidade, assinaturas de água e gás ou TV a cabo. Em um espaço unificado, os cidadãos têm acesso a uma ampla variedade de serviços com horário de funcionamento estendido e podem economizar um tempo considerável.

Alguns postos do cidadão de segunda geração oferecem guichês organizados de acordo com os eventos comuns da vida, bem como o serviço “Perdi a minha carteira”, “tendo um filho” ou serviços relacionados a moradia, bem como guichês de múltiplos serviços.

Os postos do cidadão abrangem todo o país com postos na maioria das capitais, e eles melhoraram consideravelmente a eficiência e qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

O Mapa Cidadão é uma plataforma online, adaptada para celulares, que fornece informações sobre localização para todos os locais de serviços públicos. Os usuários podem utilizar o mapa para buscar e encontrar a localização mais próxima de um serviço público. As informações contidas no mapa também estão mantidas e disponibilizadas pelo portal de Dados Abertos Portugueses.   

Mais Recursos

Mais detalhes aqui

A “Plataforma de Direitos Humanos” Portugal está em formação

O que se pretende

Que a plataforma seja uma organização de base, que possa criar sinergias de trabalho e atuação entre várias organizações, potenciando o impacto real em direitos humanos, mas que não se substitua a nenhuma das organizações existentes neste espaço.

Organizações no Consórcio

Amnistia Internacional Portugal [entidade promotora]
ACTUAR – Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento
Akto – Direitos Humanos e Democracia
APF – Associação para o Planeamento da Familia
APMJ – Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
FENACERCI – Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social
ILGA Portugal- Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo
IGC – Ius Gentium Conimbrigae

A PASC será uma parceira ativa

Na sua vocação inclusiva, de defesa dos direitos humanos e de cidadania ativa, a PASC, Casa da Cidadania, será permanentemente uma parceira presente e ativa no âmbito desta plataforma específica

A ISOC.PT e a APAV apostam na Prevenção da Cibersegurança no C-DAYS 2022

Nos dias 7, 8 e 9 de junho realiza-se no Centro de Congressos do Estoril a conferência C-DAYS, promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança.

A 8ª edição da C-DAYS está a ser dedicada ao tema “Apostar na Prevenção”, sendo um ponto de encontro de profissionais da área da cibersegurança que proporciona o ambiente ideal para a partilha de conhecimento, visões e práticas de cibersegurança.

Os ciberataques têm vindo a crescer em número e sofisticação, atingindo todos os setores de atividade económica e a Administração Pública. A prevenção é a melhor forma de mitigar os riscos e impactos decorrentes de incidentes no ciberespaço.

Tal como aconteceu no ano passado com a APDSI, este ano mais duas das associações PASC foram convidadas para intervir: A ISOC.PT e a APAV.

A ISOC.PT apresentou, através de José Legatheaux Martins, o Observatório de Tecnologias da Internet Portuguesa, recentemente publicamente anunciado pelo Capítulo Português da Internet Society, .

A APAV esteve representada na conferência por João Lázaro (Presidente da direção), no painel “Ética e Direito: Últimas tendências na investigação e interrupção do cibercrime

Mais informações aqui congresso Ciber Segurança 2022 – C-Days 2022

Candidaturas abertas para o 4.º Prémio APAV de Jornalismo

A APAV lança a 4.ª edição do Prémio APAV para o Jornalismo, acreditando que a qualidade, a relevância e a importância do jornalismo feito em Portugal deve ser reconhecida.

O Prémio é atribuído anualmente à melhor peça jornalística – nas categorias Imprensa, Rádio, Televisão, Jornalismo Digital ou Ilustração/Cartoon – que, no ano anterior, tenha contribuído para o conhecimento dos temas ou problemas relacionados com o apoio às vítimas de crime em Portugal.

As peças jornalísticas a concurso devem ser submetidas através do formulário online, até 31 de julho de 2022.

O Prémio APAV para o Jornalismo tem um valor monetário de 1.500 euros.

Regulamento e formulário de candidatura:
apav.pt/premiojornalismo

Para mais informações:
comunicacao@apav.pt | 21 358 79 15

Estão disponíveis as conclusões e o vídeo do 2º Workshop Administração Aberta – 2022

4 Grupos de Trabalho / 128 participantes

  • Sala 1 – Cibersegurança e continuidade de serviços
    Dinamizador: Gonçalo Caseiro
  • Sala 2 – Partilha e reutilização de dados
    Dinamizador: João Curado
  • Sala 3 – Investimento (PRR), Transparência e poder do cidadão
    Dinamizador: João Paulo Batalha
  • Sala 4 – Inclusão e universalidade dos serviços públicos
    Dinamizador: Joana Costa

Vídeo da Sessão de Abertura e das Conclusões dos Grupos de Trabalho

Diagnósticos e propostas de Ação dos Grupos de Trabalho

Mais detalhes aqui

Partida da carga obtida com os donativos do projeto SALVA UKRAINI promovido pela PASC-CC

Segue hoje dia 5 de junho de 2022, para o Centro de Refugiados da Polónia, a equipa de 4 voluntários dirigida por Rui Martins, coordenador do projeto SALVA UKRAINI da PASC, de recolha de donativos para a compra de medicamentos e material médico de apoio às vítimas da Guerra na Ucrânia.

Amanhã dia 6 de junho a carga de medicamentos e material médico segue por via aérea para a Ucrânia

O transporte aéreo tem o apoio da TAP Air Portugal