"NO TERRENO ABANDONADO PELA SOCIAL DEMOCRACIA, RESIDE O CAMPO DE BATALHA ENTRE FORÇAS DESIGUAIS […]": uma reflexão de Mendo Henriques.

por Mendo Henriques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).

 

Foto em http://www.publico.pt
Portugal, 13 março de 2013. No terreno abandonado pela social democracia, reside o campo de batalha entre forças desiguais: de um lado, grupos sociais e classes profissionais humilhadas e empobrecidas; do outro, uma oligarquia na qual participam os dirigentes dos partidos do arco da governação, de direita e de esquerda, os grandes gestores, os banqueiros e comunidade financeira, os dirigentes dos media.

Os opositores da oligarquia são de longe a maioria mas estão completamente divididos e dispersos. Existem candidaturas independentes às autárquicas: existem movimentos cívicos embrionários da sociedade civil; existem quadros descontentes nos partidos do arco do poder; o Bloco de Esquerda quer ser o socialismo revolucionário e mobiliza parte do protesto social mas ignora a reação patriótica e não se liberta do sectarismo. A Direita republicana não parece ter expressão eleitoral, escondendo-se atrás do CDS-PP. Os monárquicos representam uma atitude com grande expressão transversal na população mas não têm um programa político. Muitas personalidades manifestam-se em manifestos que duram o tempo das rosas. O sindicalismo de resistência (CGTP, UGT), ainda é credível para orientar o protesto social, mas tem um estilo de reivindicações irrealistas. Os diferentes grupos e personagens da oligarquia aproveitam bem a heterogeneidade destes seus adversários. Uma “aliança democrática da sociedade civil” será imperativa. Levá-la avante é oferecer uma perspetiva política. Apesar das dificuldades, não deve haver hesitações. Mas os prazos são incertos.

Um comentário sobre “"NO TERRENO ABANDONADO PELA SOCIAL DEMOCRACIA, RESIDE O CAMPO DE BATALHA ENTRE FORÇAS DESIGUAIS […]": uma reflexão de Mendo Henriques.

  1. As oportunidades perdidas
    O governo de Portugal está a passar por um aumento de contestação publica e politica digna de registo, pena que o seja de forma tão dispersa, talvez por isso o poder vai-se deteriorando mas aguentando, os partidos políticos percebem e sentem o desinteresse do povo causado pelo funcionalismo e o sistema que nos levaram a banca rota. Crescem como cogumelos os movimentos, manifestos, cartas abertas, opiniões de muitas figuras públicas e manifestações com grandes mobilização de massas, mas na verdade, tirando o primeiro impacto nos primeiros dias, os resultados não criam situações concretas e vão-se diluindo no tempo sem que tenham deixado algo que a história venha a recordar
    A justificação das posições ficarem pelo caminho, são várias mas fáceis de concluir.
    1ª A incapacidade dos cidadãos conseguirem passar a palavra de forma a se mobilizarem, e fazerem um projeto comum .
    2ª O protagonismo de figuras públicas que não abdicam de continuar na liderança dando de si apenas umas conferências, surgindo formas de trabalho por impulso e sem consistência.
    3º Cidadãos que querendo materializar o que as circunstâncias consideram favoráveis, falta-lhes a capacidade de descentralizar ações que se tornem oportunas e sejam capazes de mobilizar não só pelo trabalho que fazem e dão a fazer mas também pela transparência e responsabilidade que se vai criando. É uma atuação contaria a este mesmo ponto que viabiliza um movimento , mais ainda quando está aberto a integrar tudo e todos que o façam fortalecer e atingir objetivos determinados. Finalmente o caminho faz-se caminhando.

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