PROPOSTA PARA UMA SEMANA DE TRABALHO DE 4 DIAS: um artigo de Rui Martins.

por Rui Martins (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).

Rui_MartinsNos EUA, começam a multiplicar-se os exemplos de empresas que estão a mudar a sua semana de trabalho para apenas quatro dias úteis. E não se tratam de semanas de quatro dias e quarenta horas de trabalho, mas de semanas de 32 horas, ou seja, optando de forma consciente e voluntária para menos (e não mais) horas de trabalho.

A maioria optou por deixar de trabalhar à sexta-feira, mas algumas deixam ao critério do trabalhador a escolha do dia de semana mais conveniente.

A vantagem mais notória que estes empresários experimentam com a adoção de semanas de quatro dias é a melhoria significativa da qualidade do trabalho produzido: com menos tempo para trabalhar, há uma inclinação natural para desperdiçar menos tempo e o foco naquilo que é mais importante torna-se decisivo. A constatação é de que menos tempo, produz mais qualidade.

Mais tempo livre implica melhor qualidade de vida, menos absentismo (com a possibilidade de usar um dia na semana para tratar de assuntos pessoais), mais atividade e negócio para as atividades comerciais da comunidade onde se inserem estas empresas, menos custos operacionais, mais satisfação pessoal, realização humana e familiar e, decorrentemente, mais produtividade, menos desperdício e mais lucros para as empresas que adotam as semanas de quatro dias.

Um comentário sobre “PROPOSTA PARA UMA SEMANA DE TRABALHO DE 4 DIAS: um artigo de Rui Martins.

  1. Mesmo que sejam 40 horas a produtividade pode aumentar, pois há menos paragens. Numa semana de 5 dias o trabalhador “inicia” o trabalho de manhã e depois de almoço, o que totaliza 10 inicios e 10 paragens por semana. Numa semana de 4 dias passa a 8 paragens e 8 inicios. Está provado que por cada paragem demora-se em média 15 minutos a recuperar o ritmo anterior à paragem, o que torna a semana de 4 dias mais eficiente.

    Por outro lado diminui a despesa da familia. É menos 2 deslocações casa/trabalho, e menos 1 almoço. Num ano de trabalho de 48 semanas faz menos 96 deslocações e menos 48 almoços. Se cada deslocação custar em média 2,50 Euros, corresponde a uma poupança de 240 Euros. Se cada almoço custar 7 Euros, são menos 336 Euros que gasta (embora possa o gastar a almoçar em casa). Em termos globais pode significar uma poupança de 500 Euros.

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