Dia Mundial da População

Neste dia assinalado pelas Nações Unidas, aqui ficam alguns mapas e gráficos ilustrativos da situação atual em Portugal e no mundo

Dados de Portugal a partir da PORDATA

Situação por região e por sexo

Como se pode ver no quadro seguinte, existe uma transferência de população das grandes cidades de Lisboa e Porto, para os concelhos das respetivas periferias, como Sintra, Cascais e Vila Nova de Gaia.

Por outro lado a desertificação do interior está a intensificar-se como nos concelhos Alvito, Barrancos, Lajes e Corvo

Fontes/Entidades: INE, PORDATA
Última actualização: 2021-12-16

Dados mundiais das Nações Unidas:

É em África que se verificam as maiores taxas de crescimento da população e ao mesmo tempo as maiores taxas de pobreza, o que contribui para migrações massivas de populações para continentes mais ricos como a Europa

Dados recolhidos e comentados da responsabilidade de Luís Vidigal

ALERTA VERMELHO – Portugal está em risco máximo de incêndios!

Acompanhem aqui as últimas notícias no site da Proteção Civil
Portugal está a viver uma situação inédita de condições meteorológicas iguais ou piores daquelas que se verificaram nos incêndios de 2017
Acompanhar também aqui outras notícias meteorológicas.

Notícias Periódicas da ISOC

Conter os cookies – uma notícia da Mozilla informa que o Firefox anunciou o lançamento mundial do Total Cookie Protection, uma proteção de privacidade padrão que limita os cookies ao site onde foram criados, impedindo que empresas de rastreio usem esses cookies para rastrear a navegação de um site para outro.

Deepfakes – segundo relatado numa notícia publicada na CNN, as empresas tecnológicas terão de tomar medidas para combater deepfakes e contas falsas nas suas plataformas ou arriscam a serem multadas, sob os termos atualizados do código de prática sobre desinformação da Comissão Europeia que irá ser publicado em breve.

Conteúdos e transporte: quem paga o quê? – Um estudo da associação European Telecommunications Network Operators’ Association (ETNO) mostra que as empresas Alphabet/Google, Facebook, Netflix, Apple, Amazon, e Microsoft são responsáveis por 56% de todo o tráfego nas redes dos operadores europeus e por isso estes devem contribuir para os custos da rede. Aparentemente este estudo recebeu as simpatias da Comissão Europeia que acha que os donos dos conteúdos devem contribuir mais para os custos das redes, o que inevitavelmente porá fim à neutralidade da rede e terá um efeito ainda mais devastador na concorrência. Num blog post de Geoff Huston esta questão é analisada a fundo e mostra-se, através dos exemplos na Nova Zelândia e da Austrália que, provavelmente, o problema de fundo está no modelo económico de viabilização das redes de acesso. Com efeito, estas redes são de capital intensivo e de baixas margens. Por essas razões, requerem uma visão que não é compatível com retornos rápidos dos investimentos.

A rede privada de fibra ótica da Google – Nesta publicação da Google, para além da óbvia publicidade à “capacidade” da empresa, é explicado como funciona a rede privada de cabos submarinos da Google que interliga os seus centros de dados e os mais de 4.000 pontos de presença que a companhia tem junto dos operadores de acesso, isto é os ISPs. O artigo mostra como funcionam os cabos de fibra óptica que sustentam o funcionamento da Internet. Mas também põe em evidência que hoje em dia o backbone da Internet está cada vez mais a ser substituído por redes privadas de interligação dos centros de dados e dos pontos de presença das grandes plataformas tecnológicas da Internet.

Dia Mundial dos Refugiados 2022

O Dia Mundial do Refugiado é um dia internacional designado pelas Nações Unidas para homenagear os refugiados em todo o mundo. Este dia cai todos os anos em 20 de junho e celebra a força e a coragem das pessoas que foram forçadas a fugir de seu país de origem para escapar de conflitos ou perseguições. O Dia Mundial do Refugiado é uma ocasião para construir empatia e compreensão por sua situação e reconhecer sua resiliência na reconstrução de suas vidas.

Dia Mundial do Refugiado 2022

Quem quer que sejam, as pessoas forçadas a fugir devem ser tratadas com dignidade. Qualquer um pode buscar proteção, independentemente de quem seja ou do que acredita. É inegociável: buscar segurança é um direito humano.
De onde quer que venham, as pessoas forçadas a fugir devem ser bem-vindas. Os refugiados vêm de todo o mundo. Para sair do caminho do perigo, eles podem pegar um avião, um barco ou viajar a pé. O que permanece universal é o direito de buscar segurança.
Sempre que as pessoas são forçadas a fugir, elas têm o direito de serem protegidas. Qualquer que seja a ameaça – guerra, violência, perseguição – todos merecem proteção. Todo mundo tem o direito de estar seguro.
fundo

A cada minuto 20 pessoas deixam tudo para trás para escapar da guerra, perseguição ou terror. Existem vários tipos de pessoas deslocadas à força:


Refugiados


Um refugiado é alguém que fugiu de sua casa e país devido a “um fundado temor de perseguição por causa de sua raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política”, de acordo com as Nações Unidas. Convenção de Refugiados de 1951. Muitos refugiados estão no exílio para escapar dos efeitos de desastres naturais ou causados pelo homem.
requerentes de asilo
Os requerentes de asilo dizem que são refugiados e fugiram de suas casas como os refugiados, mas sua reivindicação ao status de refugiado ainda não foi avaliada definitivamente no país para o qual eles fugiram.


Pessoas deslocadas internamente

Pessoas Deslocadas Internamente (IDPs) são pessoas que não cruzaram uma fronteira internacional, mas se mudaram para uma região diferente daquela que chamam de lar dentro de seu próprio país.

Apátridas

Os apátridas não têm nacionalidade reconhecida e não pertencem a nenhum país.
As situações de apatridia geralmente são causadas pela discriminação contra determinados grupos. A falta de identificação – um certificado de cidadania – pode excluí-los do acesso a serviços governamentais importantes, incluindo cuidados de saúde, educação ou emprego.


Retornados


Os retornados são ex-refugiados que retornam aos seus próprios países ou regiões de origem após um período de exílio. Os retornados precisam de apoio contínuo e assistência de reintegração para garantir que possam reconstruir suas vidas em casa.

Convenção de Refugiados de 1951 e seu Protocolo de 1967


Os refugiados estão entre as pessoas mais vulneráveis do mundo. A Convenção de Refugiados de 1951 e seu Protocolo de 1967 ajudam a protegê-los. São os únicos instrumentos jurídicos globais que cobrem explicitamente os aspectos mais importantes da vida de um refugiado. De acordo com suas disposições, os refugiados merecem, no mínimo, os mesmos padrões de tratamento usufruídos por outros estrangeiros em um determinado país e, em muitos casos, o mesmo tratamento que os nacionais.
A Convenção de 1951 contém uma série de direitos e também destaca as obrigações dos refugiados em relação ao país de acolhimento. A pedra angular da Convenção de 1951 é o princípio de não repulsão. De acordo com este princípio, um refugiado não deve ser devolvido a um país onde ele ou ela enfrenta sérias ameaças à sua vida ou liberdade. Esta proteção não pode ser reivindicada por refugiados que sejam razoavelmente considerados como um perigo para a segurança do país, ou que tenham sido condenados por um crime particularmente grave, sejam considerados um perigo para a comunidade.
Os direitos contidos na Convenção de 1951 incluem:

  • O direito de não ser expulso, exceto sob certas condições estritamente definidas;
  • O direito de não ser punido pela entrada ilegal no território de um Estado contratante;
  • O direito ao trabalho;
  • O direito à habitação;
  • O direito à educação;
  • O direito à assistência e socorro público;
  • O direito à liberdade de religião;
  • O direito de acesso aos tribunais;
  • O direito à livre circulação no território;
  • O direito à emissão de documentos de identidade e de viagem.


Alguns direitos básicos, incluindo o direito de ser protegido contra repulsão, aplicam-se a todos os refugiados. Um refugiado torna-se titular de outros direitos quanto mais tempo permanecer no país de acolhimento, o que se baseia no reconhecimento de que quanto mais tempo permanecer como refugiado, mais direitos necessita.

Tradução da página das Nações Unidas

A Missão Humanitária da PASC à Polónia de 5 a 11 de Junho de 2022

Depoimento de Rui Martins, coordenador da missão em representação da PASC

A 11 de Junho regressou a Portugal a primeira missão humanitária da Pasc.pt (Plataforma de Associações da Sociedade Civil). Do ponto de vista da organização e enquanto coordenador da mesma foi o maior desafio logístico que já enfrentei, num terreno quase totalmente desconhecido do ponto de vista geográfico (a Polónia) e enquanto coordenador de missão. Com efeito, embora já tenha sido voluntário da Ajuda Amiga na Guiné-Bissau, no centro de acolhimento a Sem Abrigo no Casal Vistoso e na Refood Areeiro nunca tinha realizado nada numa escala que – não sendo enorme – exigiu completar todas as fases de um processo complexo sem que nenhuma das rodas dentadas tivesse falhado na sua conexão com a seguinte e conseguindo – no fim – cumprir os dois objectivos da missão: entregar material médico a uma organização de enfermeiros que apoia as forças na linha de frente e servir como voluntário num dos dois centros de acolhimento de refugiados que funcionam em Varsóvia. A missão consistiu na materialização de um dever cívico: A Ucrânia é o único lugar onde se luta pela democracia e liberdade não somente pela própria Ucrânia mas em nome de toda a Europa e, indirectamente, pelo mundo livre e democrático.

No total foram entregues 24 caixas de material médico e de apoio a crianças e mulheres. A lista é demasiado variada para caber aqui na integralidade (e essa foi uma lição: menos variedade e maior homogeneidade) mas incluía artigos como gelo instantâneo, compressas, soro, máscaras cirúrgicas, iodopovidona, testes SARS CoV-2, seringas, luvas cirúrgicas, oxímetros, ligaduras, tensímetros, termómetros infravermelhos, bolsas quente frio, kits de primeiros socorros, adesivos de tela, termómetros digitais, paracetamol, ibuprofeno, pensos diários, fraldas para bebé, entre outros artigos menos numerosos. Embora a lógica tivesse sido a de adquirir apenas artigos de pequeno volume e peso mas de alto valor, como muitas pessoas preferem serem elas próprias a adquirirem artigos que vão doar em vez de contribuírem com donativos em dinheiro, outros artigos acabaram por serem incluídos nos volumes. Muitos doadores preferem sempre doar em espécie pelo que se qualquer operação destas as excluir perdem-se este tipo de doações razão pela qual foram incluídos na entrega.

Agradecemos à Dra. Manuela Esteves, Diretora do Centro Qualifica Doutora Manuela Esteves e à Técnica Superior Maria João Teresa psicóloga do Centro Qualifica da escola Luís da Freitas Branco, Paço de Arcos que ajudaram a recolher material médico, passaram informação para os alunos, pais. Agradecemos pela compreensão, colaboração, ajuda nesta causa nobre. Agradecemos igualmente a todos os que deram donativos na campanha de crowdfunding e aos trabalhadores das Páginas Amarelas que deram um importante contributo em materiais e em financiamento para esta campanha. Todos atenderam ao nosso pedido, compreendendo a grave situação no terreno. Agradecemos a todos os que nos ajudaram a realizar os objectivos desta missão da Pasc.pt.

Uma vez na Polónia (a logística de procurar encaixar no curto espaço de tempo disponível uma entrada na Ucrânia acabou por se revelar demasiado desafiante) este lote foi reforçado com artigos adquiridos localmente sendo essa uma outra lição deste processo: reservar uma parte da verba para estas aquisições: sendo certo que isso não ajuda a economia em Portugal (país onde vivem os doadores), mas auxilia a do país que acolhe os refugiados e permite poupanças adicionais devidas às diferenças de custo de vida entre a Polónia e Portugal. No nosso caso houve uma razão adicional para adquirir os produtos em Portugal: foram usados cartões de desconto e tabelas de preços promocionais que – segundo a projeção realizada – compensam a diferença de custo de vida entre os dois países.

A missão foi organizada no contexto da pasc.pt, uma associação que agrega várias associações portuguesas da sociedade civil e que tem como missão “dar expressão a questões de interesse nacional fazendo apelo à mobilização dos portugueses para uma cidadania activa e responsável, individual e colectivamente” e que inclui associados efectivos como a APDSI, a ISOC.PT, o GEOTA, a AORN, o MIL, a SEDES, a APG, a AAACM, a APRE, a Abril, a ADIRAIA, a APAV, a ARPI, a Confraria Marítima – Liga Naval Portuguesa, a EMDIIP, a Ordem dos Cidadãos, a PAJE, a Vizinhos de Lisboa, a ACRÉSCIMO, a AECODE, a CIDSÉNIOR, a SHIP, a artEUSÉBIOheart, o Clube de Oficiais da Marinha Mercante, a AAAIO, a PROVISEU, a TAKE C’AIR CREW VOLUNTEERS, a Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrógão Grande e a CPADA. Apesar do enquadramento nesta associação e do apoio prestado pelo movimento “Somos Todos Ucrânia” e da ONG internacional “Together International” (sobretudo na ligação e apoio na presença no centro de refugiados), estas palavras são escritas a título estritamente pessoal e não vinculam nenhumas destas organizações.

O nome da missão (com logotipo oferecido por um artista gráfico) jogou com a expressão “Slava Ukraini” (em ucraniano: Слава Україні!; em português: “Glória à Ucrânia!”), que foi muito usada na Guerra de Independência da Ucrânia de 1917 a 1921 e que, a partir de 2018 se tornou na saudação oficial das Forças Armadas da Ucrânia e é, actualmente, num símbolo de resistência durante a Invasão russa. O termo “Slava” foi reunido a “Salva” numa operação que visava o duplo objetivo de prestar apoio em regime de voluntariado aos refugiados do centro de refugiados da Modlińska 6d Expo levando também roupa de verão, livros em inglês, fraldas e brinquedos (para além das 24 caixas) e entregar a uma associação de enfermeiros material médico que, nos dias seguintes, seguiu para a Ucrânia. Havia um plano mais difuso de entrar na Ucrânia e, mais especificamente em Lviv ou em Kyiv, mas não se criaram condições de segurança nem garantia de entrada e saída num prazo tão curto como aquele que tínhamos calendarizado.

O material enviado foi recolhido por duas vias: por doações em espécie entregues nas empresas (como as Páginas Amarelas e outras) onde foram recolhidos estes bens e por doações em dinheiro feitas através de uma campanha de crowdfunding e através de empresas nacionais. A verba assim reunida serviu para adquirir o material médico de venda livre que seria enviado para a Ucrânia. Outros materiais não-médicos foram entregues directamente no centro de refugiados. Foi procurado um apoio junto de um órgão de comunicação social para facilitar o acesso à Ucrânia para estabelecer contactos com ONGs locais mas este não teve efeitos. Vários apelos de doações enviados às grandes redes de distribuição nacionais não tiveram qualquer resposta (nem automática). Paralelamente o apoio pedido à TAP Air Portugal enquadrado no programa “EMBRACING UKRAINE” para transporte de voluntários e carga requerido sob o patrocínio da PASC.pt foi bem acolhido e revelou-se absolutamente essencial para o cumprimento dos dois objectivos principais da missão: Obrigado TAP!

As caixas usadas para o envio do material médico foram doadas por uma empresa e os artigos identificados após contactos com médicos que trabalharam no hospital pediátrico de Kyiv. Os artigos foram entregues numa associação de enfermeiros mas existem várias organizações alternativas que seriam activadas caso a entrega inicial não tivesse sido bem sucedida. Os contactos com as várias associações ucranianas em Portugal no sentido de identificar canais de distribuição e artigos a enviar não tiveram sucesso: das três contactadas nenhuma respondeu. Contactos estabelecidos com farmácias também não tiveram grande sucesso mas num caso foi possível clarificar o tipo de materiais que poderiam ser enviados no contexto da oferta de carga da TAP. Outras farmácias nem responderam a um pedido de cotações, outras só fizeram após insistência e fornecedores de materiais médicos nem se dignaram a enviar uma resposta automática. O contacto com a embaixada da Ucrânia foi frutuoso e respondido mas nunca houve qualquer resposta por parte da embaixada portuguesa na Ucrânia. A campanha de crowdfunding não teve sucesso no sentido em que não logrou aproximar-se, sequer, do objectivo, mas permitiu, juntamente com doações feitas por trabalhadores de empresas que apoiaram o projecto reunir perto de 800 euros que foram gastos em adquirir material médico. Contactos estabelecidos com várias Juntas de Freguesia de Lisboa no sentido de participarem na recolha de material também não tiveram qualquer eco. Os alojamentos foram tratados e financiados pelos próprios voluntários, tendo existido um auxílio parcial aos custos suportados pelos voluntários por parte da ONG Together International. Os custos de alimentação durante a semana de voluntariado no centro foram também essencialmente suportados pelos próprios voluntários.

A experiência de permanência no próprio centro de refugiados em Varsóvia foi extraordinária no que respeita aos próprios refugiados, quase todos mulheres e crianças, alguns muito jovens e quase todos sem pais, esposos, maridos e tios, impedidos de saírem da Ucrânia pela guerra. A comunicação não foi fácil porque o uso do inglês entre os ucranianos é raro, e o conhecimento do português e do francês praticamente nulo. No centro encontram-se cerca de 3 mil refugiados: a maioria ucranianos mas também alguns egípcios e paquistaneses que se encontravam na Ucrânia quando começou a invasão russa. Os perto de cem voluntários são quase todos polacos existindo enquanto lá estivemos uma pequena equipa de norte-americanos e nos últimos meses já aqui estiveram voluntários espanhóis e sul-coreanos. Claramente o centro precisa de mais ajuda e de mais voluntariado e há muito que pode ser aqui feito por outros países da União Europeia para ajudarem a Polónia neste apoio humanitário.

As palavras de polaco (língua próxima do ucraniano e do mesmo ramo do grupo ocidental eslavo) eram as mais usadas no centro nomedamente palavras soltas de polaco e russo, assim como o essencial papel dos voluntários que dominavam o inglês e o russo assim como o uso das ferramentas de tradução da Google.

Ao longo dos dias (passados na área de distribuição de roupa, apoio à zona das crianças e na zona de apoio às refeições entre almoço e jantar) várias histórias comoventes foram ouvidas e aprendidas: desde a criança que nos mostrava os cadernos com desenhos de Anime e que usava o Google Translator para reclamar de um fumador junto aos jogadores de basquete, à família que ajudei a levar as malas e que estava a sair do centro e que só sabia dizer em inglês “un moment”, aos quatro americanos dos quais um tinha tido um avô que tinha vindo clandestino num barco para Nova Iorque e que tinha Almeida no nome,;ao rebuçado de uma marca “Bim Bom” ucraniana dado por uma refugiada em agradecimento ao nosso serviço e que ainda conservo; à constante referência à nossa nacionalidade e ao sentimento de que estávamos a servir como “embaixadores informais” de Portugal; ao pequeno bando de miúdos que pediam insistentemente “Malina” (uma marca de massas desidratadas muito populares na Ucrânia) e que trocavam de camisa e colocavam as máscaras (raríssimas na Polónia) para tornarem a pedir “Malina” ou doces e chocolates como se fossem miúdos diferentes; passando pelo ucraniano que falava um português quase perfeito e que há 14 anos tinha trabalhado em Portugal e que – esperava ser operado na Alemanha – deixara na Ucrânia a sua oficina por causa dos bombardeamentos no seu bairro. Aliás, o uso do português foi raríssimo sendo apenas excepcional como, por exemplo, naquela voluntária polaca que reconheceu a nossa língua porque tinha trabalhado a fazer voluntariado no Brasil e que confirmava que a sonoriedade da língua de Portugal era mais “agreste” e, nesse respeito, mais semelhante ao polaco; a mãe que sonhava em levar os filhos para o Reino Unido. Não me esqueço também da jovem voluntária polaca que se espanta com o conhecimento de que tínhamos da História da Polónia; nem do egípcio que lamentava o fim e o resultado da Primavera Árabe; nem tão pouco as crianças que pediam Sprite e Cola e os militares polacos que prepavam pão de leite enquanto não chegavam mais voluntários.

Esta primeira missão humanitária da PASC.pt pode ter sido pequena na quantidade de voluntários enviados e no auxílio material reunido mas foi grande enquanto intenção de fazer a diferença, de cumprir cidadania dentro e fora das nossas fronteiras e na esperança de que tenhamos feito – nem que apenas um pouco – a diferença no sofrimento destas pessoas que a loucura homicida da guerra levou a deixar as suas casas e a separar as suas famílias.

Rui Martins

Portugal está na posição 39, no ranking da Participação Cívica, de entre os 41 países avaliados pela OCDE

Principais Pontos

A confiança no governo é essencial para a coesão e bem-estar social. A alta participação eleitoral é uma medida da participação dos cidadãos no processo político. Nas últimas eleições para as quais existem dados disponíveis, a participação eleitoral em Portugal foi de 49% dos eleitores cadastrados. Esse número é um dos mais baixos entre os países da OCDE, cuja média é de 69%.

Um maior envolvimento público no processo decisório é também um fator significativo para obrigar o governo a prestar contas, e para sustentar a confiança nas instituições públicas. O processo formal de engajamento público no desenvolvimento das leis e de seus regulamentos permite medir o grau de envolvimento das pessoas nas decisões do governo sobre questões-chave que afetam suas vidas. Em Portugal, o nível de envolvimento público na elaboração da legislação é de 1,5 (em uma escala que vai de 0 a 4), inferior à média da OCDE, que é de 2,1.

Para obter mais informações sobre as estimativas e anos de referência, consulte a seção de Perguntas Frequentes e a Base de Dados do BLI.

Políticas Melhores para Vidas Melhores 

Postos do cidadão para serviços melhores

Portugal criou uma rede de “postos do cidadão” que oferece serviços públicos e privados. Eles variam de serviços tributários até serviços da previdência social pública, bem como agendamento de conexão e desconexão de eletricidade, assinaturas de água e gás ou TV a cabo. Em um espaço unificado, os cidadãos têm acesso a uma ampla variedade de serviços com horário de funcionamento estendido e podem economizar um tempo considerável.

Alguns postos do cidadão de segunda geração oferecem guichês organizados de acordo com os eventos comuns da vida, bem como o serviço “Perdi a minha carteira”, “tendo um filho” ou serviços relacionados a moradia, bem como guichês de múltiplos serviços.

Os postos do cidadão abrangem todo o país com postos na maioria das capitais, e eles melhoraram consideravelmente a eficiência e qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

O Mapa Cidadão é uma plataforma online, adaptada para celulares, que fornece informações sobre localização para todos os locais de serviços públicos. Os usuários podem utilizar o mapa para buscar e encontrar a localização mais próxima de um serviço público. As informações contidas no mapa também estão mantidas e disponibilizadas pelo portal de Dados Abertos Portugueses.   

Mais Recursos

Mais detalhes aqui

A “Plataforma de Direitos Humanos” Portugal está em formação

O que se pretende

Que a plataforma seja uma organização de base, que possa criar sinergias de trabalho e atuação entre várias organizações, potenciando o impacto real em direitos humanos, mas que não se substitua a nenhuma das organizações existentes neste espaço.

Organizações no Consórcio

Amnistia Internacional Portugal [entidade promotora]
ACTUAR – Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento
Akto – Direitos Humanos e Democracia
APF – Associação para o Planeamento da Familia
APMJ – Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
FENACERCI – Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social
ILGA Portugal- Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo
IGC – Ius Gentium Conimbrigae

A PASC será uma parceira ativa

Na sua vocação inclusiva, de defesa dos direitos humanos e de cidadania ativa, a PASC, Casa da Cidadania, será permanentemente uma parceira presente e ativa no âmbito desta plataforma específica

A ISOC.PT e a APAV apostam na Prevenção da Cibersegurança no C-DAYS 2022

Nos dias 7, 8 e 9 de junho realiza-se no Centro de Congressos do Estoril a conferência C-DAYS, promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança.

A 8ª edição da C-DAYS está a ser dedicada ao tema “Apostar na Prevenção”, sendo um ponto de encontro de profissionais da área da cibersegurança que proporciona o ambiente ideal para a partilha de conhecimento, visões e práticas de cibersegurança.

Os ciberataques têm vindo a crescer em número e sofisticação, atingindo todos os setores de atividade económica e a Administração Pública. A prevenção é a melhor forma de mitigar os riscos e impactos decorrentes de incidentes no ciberespaço.

Tal como aconteceu no ano passado com a APDSI, este ano mais duas das associações PASC foram convidadas para intervir: A ISOC.PT e a APAV.

A ISOC.PT apresentou, através de José Legatheaux Martins, o Observatório de Tecnologias da Internet Portuguesa, recentemente publicamente anunciado pelo Capítulo Português da Internet Society, .

A APAV esteve representada na conferência por João Lázaro (Presidente da direção), no painel “Ética e Direito: Últimas tendências na investigação e interrupção do cibercrime

Mais informações aqui congresso Ciber Segurança 2022 – C-Days 2022

Candidaturas abertas para o 4.º Prémio APAV de Jornalismo

A APAV lança a 4.ª edição do Prémio APAV para o Jornalismo, acreditando que a qualidade, a relevância e a importância do jornalismo feito em Portugal deve ser reconhecida.

O Prémio é atribuído anualmente à melhor peça jornalística – nas categorias Imprensa, Rádio, Televisão, Jornalismo Digital ou Ilustração/Cartoon – que, no ano anterior, tenha contribuído para o conhecimento dos temas ou problemas relacionados com o apoio às vítimas de crime em Portugal.

As peças jornalísticas a concurso devem ser submetidas através do formulário online, até 31 de julho de 2022.

O Prémio APAV para o Jornalismo tem um valor monetário de 1.500 euros.

Regulamento e formulário de candidatura:
apav.pt/premiojornalismo

Para mais informações:
comunicacao@apav.pt | 21 358 79 15

Estão disponíveis as conclusões e o vídeo do 2º Workshop Administração Aberta – 2022

4 Grupos de Trabalho / 128 participantes

  • Sala 1 – Cibersegurança e continuidade de serviços
    Dinamizador: Gonçalo Caseiro
  • Sala 2 – Partilha e reutilização de dados
    Dinamizador: João Curado
  • Sala 3 – Investimento (PRR), Transparência e poder do cidadão
    Dinamizador: João Paulo Batalha
  • Sala 4 – Inclusão e universalidade dos serviços públicos
    Dinamizador: Joana Costa

Vídeo da Sessão de Abertura e das Conclusões dos Grupos de Trabalho

Diagnósticos e propostas de Ação dos Grupos de Trabalho

Mais detalhes aqui

Partida da carga obtida com os donativos do projeto SALVA UKRAINI promovido pela PASC-CC

Segue hoje dia 5 de junho de 2022, para o Centro de Refugiados da Polónia, a equipa de 4 voluntários dirigida por Rui Martins, coordenador do projeto SALVA UKRAINI da PASC, de recolha de donativos para a compra de medicamentos e material médico de apoio às vítimas da Guerra na Ucrânia.

Amanhã dia 6 de junho a carga de medicamentos e material médico segue por via aérea para a Ucrânia

O transporte aéreo tem o apoio da TAP Air Portugal

Foram eleitos hoje os novos Órgãos Sociais da PASC 2022 – 2024

Foram eleitos a 4 de Junho de 2022, por unanimidade através de voto secreto eletrónico e presencial, os novos Órgãos Sociais da PASC – Casa da Cidadania para o triénio 2022 – 2024

Mesa da Assembleia Geral

Presidente

GEOTA – Marlene Marques

Vice-Presidente

PROVISEU – António Rainho

Vogal

AACDN – Carlos Seixas da Fonseca

Conselho Fiscal

Presidente

EMDIIP – Alina Tito de Carvalho

Vice-Presidente

APE – Jacinto Rego de Almeida

Vogal

ASR(URB) – Luis Coruche

Direção

Presidente

MIL – Renato Epifânio

Vice-Presidente

APDSI – Luís Vidigal

Vogal

AAAIO – Genoveva Pereira

Vogal

ACRÉSCIMO – Paulo Pimenta de Castro

Vogal

SEDES – Sarah Corsino

Eleição dos Corpos Sociais da PASC (2022-2024)

Convocatória

Nos termos dos Artigos 11º, 15º e 23º dos Estatutos da “PASC – Plataforma de Associações da Sociedade Civil – Casa da Cidadania”, publicados a 12 de abril de 2022, convoco a Assembleia Geral da PASC, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

  1. Informações;
  2. Aprovação da ata da reunião anterior;
  3. Eleição dos órgãos Sociais para o Triénio 2022-2024;
  4. Outros Assuntos

A Assembleia Geral terá lugar no dia 04 de junho de 2022, pelas 10 horas, na sede da Associação de Auditores dos Cursos de Defesa Nacional (AACDN), Campo de Santa Clara, 62 – 1100- 474 Lisboa (como chegar: https://www.aacdn.pt/contacto/) e por via digital através do seguinte link do zoom.

Caso não estejam presentes todos os associados à hora marcada, a Assembleia Geral realizar- se-á em segunda convocatória, com o número de Associados Fundadores e Efetivos presentes e terá início meia hora depois, no mesmo local.

Estará disponível a modalidade de voto eletrónico por via eletrónica, nos termos do nº 9º do Art.o 23º dos Estatutos, devendo cada associação, querendo, indicar o endereço de correio eletrónico do representante com poder de voto até ao dia 1 de junho de 2022, para que se possam criar os cadernos eleitorais e enviar a todos os eleitores as credenciais, os links e as instruções de votação até ao próximo dia 2 de Junho.

O voto eletrónico decorrerá em simultâneo com a votação presencial realizada durante a Assembleia Geral.

Nos termos do nº 7 Artº 23º dos novos Estatutos, serão dadas a conhecer a todos os associados e publicadas no site da PASC, no próximo dia 20 de maio, todas as listas candidatas às eleições.

Lisboa, 18 de abril de 2022.

Carlos Rio de Carvalho
Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Lista concorrente:

Lista A

ÓrgãoFunçãoAssociaçãoRepresentante
Assembleia GeralPresidenteGEOTAMarlene Marques
Vice-PresidentePROVISEUAntónio Rainho
VogalAACDNCarlos Seixas da Fonseca
Conselho FiscalPresidenteEMDIIPAlina Tito de Carvalho
Vice-PresidenteAPEJacinto Rego de Almeida 
VogalASR(URB)Luis Coruche
DireçãoPresidenteMILRenato Epifânio
Vice-PresidenteAPDSILuís Vidigal
VogalAAAIOGenoveva Pereira
VogalACRÉSCIMOPaulo Pimenta de Castro
VogalSEDESAntónio Teixeira Lopes

Manifesto de Candidatura

Candidatamo-nos à Presidência da Direcção da PASC: Plataforma de Associações da Sociedade Civil – Casa da Cidadania, em nome do MIL: Movimento Internacional Lusófono, porque consideramos que poderemos contribuir para consolidar e ampliar este projecto que temos acompanhado e apoiado desde a sua fundação.

Não nos candidatamos contra ninguém. Fazemos um balanço globalmente positivo de todos os mandatos até agora assumidos – desde o mandato de Maria Perpétua Rocha, a grande figura de referência da fundação da PASC, passando pelos mandatos de José Dias Coelho e Luís Vidigal (em nome da APDSI: Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação), até, mais recentemente, o de Américo Ferreira (em nome da APE: Associação dos Pupilos do Exército).

Tendo-se formalizado juridicamente em 2014, a PASC está ainda muito longe, como todos reconhecemos, de cumprir todo o seu potencial: ser a Plataforma de referência das Associações da Sociedade Civil em Portugal. Apesar de já agregar algumas Associações muito prestigiadas no nosso país, falta-nos agregar ainda muitas mais. Daí a grande prioridade deste mandato: fazer crescer a PASC.

Esse crescimento, no nosso mandato, não será feito apenas a nível interno – será igualmente feito a nível externo. Para Associados Observadores, iremos convidar uma série de Associações da nossa Diáspora, de todos os continentes, bem como outras Associações da Sociedade Civil de outros países e regiões do Espaço Lusófono. O que, em última instância, reforçará ainda mais a nossa relevância a nível interno, fazendo da PASC a grande Plataforma de referência das Associações da Sociedade Civil em Portugal, fazer da PASC a grande Casa da Cidadania entre nós.

Internamente, iremos, desde logo, promover um maior conhecimento mútuo das entidades que compõem esta plataforma – com o envio, semanal, de uma “newsletter” com as iniciativas mais relevantes de cada um delas. Mensalmente, haverá também um evento público sobre uma das nossas grandes causas: Assimetrias Sociais; Desenvolvimento Sustentável; Coesão e Ordenamento Territorial; Qualidade e Universalidade dos Serviços Públicos; Transparência e Integridade dos Poderes Públicos; Igualdade de oportunidades e não discriminação; Desenvolvimento da Cidadania Lusófona.

Tudo isto passará, naturalmente, pela dinamização de grupos de trabalho temáticos e interassociativos. Ainda nessa dinâmica, continuaremos a promover a “Conferência Anual da PASC”, com a entrega dos “Prémios da Cidadania”. Isto para além de alguns projectos de referência que apoiaremos, como a “Rede Nacional de Administração Aberta (OGP Portugal)” e o “Projecto para uma nova Rede Social para a construção colectiva de Políticas Públicas”. Em suma: neste mandato, iremos consolidar e dinamizar esta Plataforma de Associações da Sociedade Civil, agregando mais entidades, a nível interno e externo, de modo a que PASC, em diálogo com todos os partidos e órgãos de soberania, seja reconhecida como a grande Casa da Cidadania entre nós. Para esta missão, contamos consigo, contamos com todos vós.

Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono

Open Gov Week – 2º Workshop sobre Administração Aberta

Convite à participação

Agradecemos a sua participação no “2º Workshop Administração Aberta: Um Desafio para o Estado e para a Sociedade”, no âmbito da Open Gov Week 2022, que ocorreu hoje, dia 18 de maio (quarta-feira).

Conforme mencionado no término da sessão, partilhamos os links dos grupos de trabalho para que possa continuar a submeter diagnósticos e propostas de ação e consultar os contributos de todos de uma forma colaborativa, sobre os temas debatidos nas 4 salas.

Estes formulários estarão disponíveis para resposta e consulta até ao dia 31 de maio.

Workshop em 4 salas ZOOM

Objetivos

  • Estimular o debate construtivo entre as instituições públicas e representantes da sociedade civil, juntando um grupo de especialistas e interessados no desenvolvimento de uma administração pública cada vez mais aberta, transparente, responsável, inclusiva e centrada no cidadão
  • Os temas das salas virtuais pretendem abrir o espectro para a execução e cumprimento do II Plano de Ação Nacional
  • Neste evento os verdadeiros protagonistas são todos os participantes

Inscreva-se aqui

Programa

10:20Recepção dos participantes
10:30AberturaFátima Madureira – Presidente da AMA – Agência para a Modernização Administrativa
Américo Ferreira – Presidente da PASC – Casa da Cidadania
Helena Monteiro – Presidente da APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação
10:45Apresentação da OGP e dos seus propósitos a nível internacionalAgência para a Modernização Administrativa
11:00Trabalho dos grupos
em 4 Salas ZOOM
Sala 1 – Cibersegurança e continuidade de serviços
Dinamização: Gonçalo Caseiro
Sala 2 – Partilha e reutilização de dados

Dinamização: João Curado
Sala 3 – Investimento (PRR),
Transparência e poder do cidadão
Dinamização: João Paulo Batalha
Sala 4 – Inclusão e universalidade dos serviços públicos

Dinamização: Joana Costa
12:00Apresentação das conclusões dos grupos Debate em PlenárioModerador: Luís Vidigal
12:30EncerramentoMário Campolargo – Secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa (a confirmar)

Entretanto poderá consultar aqui as sinopses e alguns sites de referência para preparar as suas intervenções no grupo que irá integrar:

Sala 1 – Cibersegurança e continuidade de serviços
Dinamizador: Gonçalo Caseiro

O mundo digital e o mundo físico são hoje duas metades incindíveis.  Ao longo dos últimos anos têm existido diversos ataques cibernéticos que provocam disrupções e causam um tremendo impacto nas sociedades. O impacto dos últimos ataques em Portugal ficou bem demonstrado no caso de um operador de telecomunicações, onde até a linha de emergência 112 ficou inoperável, num jornal que deixou de ter capacidade de divulgação online, e, mais recentemente, num hospital que teve de cancelar consultas e cirurgias.

  1. O que deve ser a preservação da “continuidade de serviço” na Administração Pública? Em que sectores e com que políticas?
  2. Como compatibilizar os custos inerentes a infraestruturas físicas, humanas, e informáticas alternativas com os custos inerentes a essa mitigação de risco?
  3. Como pode ser incentivada e promovida a gestão do risco de cibersegurança nos mais altos responsáveis pelas instituições públicas?
  4. A análise de impacto no negócio, que deveria permitir estabelecer prioridades de recuperação deve ser feita centralmente ou a nível de cada organismo?

Sala 2 – Partilha e reutilização de dados
Dinamizador: João Curado Silva

A administração pública dispõe, para o seu funcionamento a nível central, regional e local, do maior repositório de dados fiáveis do país, de que são curadores destacados o IRN, a AT, os municípios, entre outros. Este grupo irá centrar-se sobretudo na importância, na arquitetura, na interoperabilidade e no valor dos dados para a prestação de melhores e mais atempados serviços públicos de qualidade e para a dinamização da economia. Aqui ficam algumas questões para reflexão:

  1. Como deverão ser implementados processos de medição e avaliação de impacto da abertura de dados na sociedade?
  2. Que requisitos podem ser desenvolvidos, para que as entidades da AP, criem e mantenham um inventário de dados atualizado?
  3. Como a partir da abertura dos dados se poderão reduzir assimetrias entre organismos da AP (central, local e regional)?
  4. De que forma poderá existir a colaboração entre a AP, o Setor Privado, a Academia e a Investigação) no sentido de se tirar partido da partilha e da reutilização de dados?
  5. Como pode ser promovida a inovação na AP, nos serviços ao cidadão e às empresas, a partir do uso e reutilização de dados?
  6. Como obter mais e melhor valor dos dados, através das tecnologias emergentes?
  7. De que forma os dados podem ser usados para dar respostas mais atempadas e ajustadas em contextos de crise (e.g. pandemia e incêndios)?

Sala 3 – Investimento (PRR), Transparência e poder do cidadão
Dinamizador: João Paulo Batalha

O Plano de Recuperação e Resiliência, a fase final do ciclo de fundos europeus Portugal 2020
e o início da implementação do próximo ciclo, o Portugal 2030, correspondem a um dos
maiores ciclos de investimento público em Portugal. Neste grupo temático vamos discutir
com os participantes os mecanismos de transparência e o papel dos cidadãos na
implementação destes investimentos.

  • Que ferramentas existem para acompanhar a implementação dos investimentos?
  • Que mecanismos de participação pública e escrutínio permitirão aos portugueses ser parte ativa na decisão e aplicação destes fundos?
  • Que papel para o cidadão neste ciclo de investimentos?
  • Que políticas ou ferramentas de participação e escrutínio podem ser desenvolvidas para
    aumentar a confiança na gestão pública e na implementação dos programas de
    financiamento?
  • Como devemos medir o impacto dos programas de investimento público?

Sala 4 – Inclusão e universalidade dos serviços públicos
Dinamizadora: Joana Costa

Os serviços públicos e todos os organismos da Administração estão ao serviço do cidadão, de todos os cidadãos. Como pode ser garantida a inclusão e universalidade nos serviços públicos? Neste workshop pretende-se identificar eventuais entraves à universalidade dos serviços públicos e como os mesmos poderão ser ultrapassados.

  • O que é um serviço inclusivo/universal?
  • Será que os serviços da administração pública são inclusivos/universais? Porquê?
  • Existem serviços mais inclusivos que outros? Porquê?
  • Como poderão os serviços multicanal colmatar as dificuldades sentidas?
  • Como funcionarão idealmente os serviços da administração pública, no futuro, eliminando estas dificuldades?

Campanha de ajuda em materiais médicos para a Ucrânia

Somos um grupo de voluntários, membros de organizações que integram a PASC.pt que, perante a escala da tragédia que está a acontecer na Ucrânia, acreditaram que podiam fazer a diferença enviado material médico.

Estamos a recolher:

  • materiais de primeiros socorros
  • paracetamol
  • ibuprofeno
  • vitaminas
  • antissépticos
  • ligaduras
  • toalhetes estéreis
  • compressas
  • pensos
  • soro
  • agulhas
  • seringas
  • (e outros idênticos)

e contacte-nos para geral@pasc.pt

Plano Estratégico da PASC 2021 – 2025

Aprovado na Assembleia Geral de 8/05/2021

A finalidade deste documento é dar um enquadramento de médio e longo prazo à PASC – Plataforma das Associações da Sociedade Civil, sem descurar os alicerces da Casa de Cidadania, na procura da continuidade de decisões em anos anteriores.

O período que atravessamos também é deveras preocupante para o mundo associativo no seu global e tal como o esforço que irá ser empreendido no plano económico e social, devemos estar muito atentos ao tecido associativo e partilhar uma dinâmica de ressurgimento de inúmeras atividades.

A PASC deve assumir uma liderança de maior amplitude possível, de representatividade na sociedade civil, através do movimento associativo, com algumas excecionalidades enquadradas nas Leis do Estado e supletivamente nos Estatutos e Regulamentos da PASC.

Este plano, para os próximos quatro anos, não deve ser estanque, pelo contrário deve ser encarado, como uma visão orientadora e de compromisso partilhado, por todos integrantes no presente e no futuro no seio da PASC.

É necessário que a médio e longo prazo esta associação representativa possa constituir-se como denominador comum identificativo de inúmeras associações sedeadas em Portugal, tendo por base os valores da cidadania livre, voluntária, altruísta que constituem as colunas e sustentabilidade da maioria das associações espalhadas por Portugal.

A PASC não pode ser simplesmente mais uma associação, a PASC, como grande plataforma que pretende ser, tem que ser a Associação onde todo o movimento associativo se reveja como sua!

Ser o farol ou a pirâmide aglutinadora das associadas presentes e futuras, com uma atenção redobrada para com a grande maioria que não têm acesso fácil a centros de decisão.

Quem somos em 2021?

Representamos um universo reduzido do movimento associativo nacional (0.007%), apesar de termos no nosso seio individualidades fundadoras ou mesmo entidades coletivas que podem transmitir uma dimensão maior da PASC. A charneira desta associação, deve ser aglutinadora da sociedade civil através a operacionalidade no movimento associativo genericamente.

Temos que também ter em conta que os estatutos da PASC permitem possuir associações com estatuto de observadoras e há que manter o respeito por individualidades fundadoras desta instituição.

O que queremos ser até 2025?

Nos próximos quatro anos devemos envidar esforços e empenhamento agregador para termos no universo associativo na PASC, um valor próximo das duas centenas de associações, permitindo uma cobertura nacional do movimento associativo, partindo de uma base estratégica por regiões próximas das definidas pelo Estado no que concerne às áreas Metropolitanas e Urbanas.

Como podemos melhorar?

Reformular os normativos no seio da PASC, desde os estatutos, aos regulamentos a implementar, modernizar o funcionamento de integração através da representatividade regional e acima de tudo inverter a geometria de ação da PASC, relegar a atividade piramidal em que a PASC procura estar no topo e assumir uma prática de círculo aglutinador onde no centro está a PASC numa relação equilibrada para com as suas associadas.

A nossa missão deve ser:

Dar expressão a questões de interesse nacional promovendo o trabalho em rede através do movimento associativo e no respeito da cidadania ativa e participativa.

A orientação da PASC definida neste plano quadrienal deve assumir a tarefa aglutinadora do movimento associativo na centralidade no seio da PASC, com a missão infinita e intemporal. Este plano estratégico prioriza as grandes áreas de intervenção como faróis identificadoras para a integração das associações, os quais têm por base as seguintes grandes causas:

– Assimetrias Sociais

– Desenvolvimento Sustentável

– Coesão e Ordenamento Territorial

– Qualidade e Universalidade dos Serviços Públicos

– Transparência e Integridade dos Poderes Públicos

– Igualdade de oportunidades e não discriminação

– Promover o desenvolvimento da Cidadania Lusófona

Por outro lado, este plano define como principais áreas de trabalho e de identificação de associações para as enquadrar nos denominadores comuns, transversais, a cada setor, assim serão implementadas oportunidades de ação associativa nas seguintes

Áreas de trabalho:

– Território

– Educação

– Saúde e bem estar

– Inclusão social

– Mar

– Administração Pública

– Democracia e Cidadania

– Lusofonia

– Demografia (Natalidade e Envelhecimento)

– Cultura e Desporto

Convém salientar que estas áreas de trabalho podem e devem ser revistas anualmente em conjugação com o plano de atividades delineado, por intervenção da equipa diretiva.

Metodologia operacional

Aprovado o plano estratégico para o período em causa, o qual como se afirmou atrás, não é um plano estanque e pode e deve ser ajustado, através da áreas de trabalho e bem como tendo em conta os objetivos estratégicos a curto prazo delineados seguidamente:

  1. Alargar o número de associados
    1. Em áreas temáticas
    2. Em áreas geográficas
  2. Melhorar a Comunicação
    1. Com as associações
    2. Com a sociedade
    3. Com os poderes públicos
  3. Reforçar o valor da PASC para os associados
    1. Ganhar escala e capacidade de negociação
    2. Recursos partilhados
    3. Concertação de visões em áreas comuns
    4. Reforçar o acesso aos poderes públicos

Salientamos que este plano deve ser implementado nos próximos quatro anos.

Assim, há que encontrar soluções equilibradas e respeitadoras da participação coletiva e/ou individual no seio da PASC.

Consequentemente rever com brevidade os estatutos e aprovação de regulamentos internos da PASC. Adequar a imagem e a política de comunicação da PASC no seio das associadas, bem como para o exterior.

Criar mecanismos internos e equilibrados no universo associativo da PASC.

As ações a implementar para o cumprimento do plano estratégico acrescentando alguns pressupostos não referenciados neste documento mas que urge introduzir na organização interna desde novos estatutos e regulamentos internos bem como na aprovação de um organigrama funcional da equipa diretiva, tornam-se ações prioritárias a curto prazo.

Nota final:

este plano foi aprovado na Assembleia-geral da PASC realizada a 8 de maio de 2021, depois de ouvido o parecer consultivo do Conselho de Representantes, tendo obtido o maior consenso e simultaneamente o mais elevado grau de compromisso no cumprimento e avaliação da execução do mesmo.

Webinar “O Futuro da Mobilidade Terrestre – Expectativas e Desafios das Estradas do Futuro”

No próximo dia 12 de maio, com início às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania irá realizar  um, webinar sobre O Futuro da Mobilidade Terrestre – Expectativas e Desafios das Estradas do Futuro.

PROGRAMA:

  • Abertura
  • Introdução à temática
  • “Expectativas e Desafios das Estradas do Futuro”, por Armando Teles Fortes
  • Debate

 Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso:

  • ZOOM

·  https://zoom.us/j/99156406580?pwd=RFM5WCt3eXY2cWkrYUFJNnZkdFlUUT09
                      ·  ID:991 5640 6580     Senha:087035

Carta aberta ao Primeiro-Ministro e Presidente em exercício do Conselho da União Europeia sobre o acesso livre à Criptografia

Na sequência das iniciativas que temos vindo a tomar para alertar a opinião pública contra as anunciadas tentativas de impôr limites à utilização, pelo público e as empresas, de criptografia forte na Internet, na União Europeia:

  • Os Euro-deputados Portugueses João Ferreira por um lado, e Maria Manuel Leitão Marques, Carlos Zorrinho e Isabel Carvalhais por outro, dirigiram perguntas à Comissão Europeia no sentido de esta esclarecer as suas intenções no que concerne ao uso livre da criptografia na UE.
  • Sete associações resolveram enviar ao Primeiro-Ministro e Presidente em exercício do Conselho da União Europeia, uma carta aberta.

A carta aberta, que a seguir se transcreve, foi também publicada pelo Jornal Público.

À Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia em 2021

Caro Primeiro-Ministro, António Costa,

Escrevemos-lhe para partilhar as nossas preocupações sobre as consequências que poderão resultar do que parece ser uma nova orientação da União Europeia sobre a utilização da criptografia digital para fins civis, tanto no que respeita aos direitos e garantias dos cidadãos, como no retrocesso dos progressos feitos para uma transição digital, assim como nas suas consequências.

Sob o argumento que importa combater o crime organizado e a ameaça terrorista, o Conselho da União Europeia (CUE), na sua nota de 24.11.2020, assim como a Comissão Europeia (CE), no seu comunicado de 9.12.2020, afirmam a intenção de vir a regulamentar o uso de criptografia nas comunicações digitais com o objectivo de, quando para isso mandatados pela justiça poderem as autoridades policiais “ler” as comunicações cifradas. Ora importa ter presente os seguintes factos quando se considera tal intenção:

  1. As primitivas criptográficas hoje disponíveis não permitem que sejam satisfeitos os objectivos referidos por CUE e CE sem que sejam postas em causa as garantias que os actuais protocolos oferecem.
  2. Sem novas (e improváveis) primitivas criptográficas, a única forma de satisfazer os propósitos expressos por CUE e CE terá que passar pelo enfraquecimento dos sistemas criptográficos existentes. Não é razoável esperar que tal enfraquecimento voluntário da criptografia usada não pudesse ser aproveitado para quebrar a sua utilização, portanto facilitando um outro conjunto de acções criminosas. Isto iria abalar drasticamente a confiança pública na utilização da rede de comunicação digital o que poderia ter consequências dramáticas para uma economia, como a de hoje, fortemente assente nas transacções digitais.
  3. Não chega que existam sistemas criptográficos que tenham tal característica,  é necessário também que os actuais sistemas deixem de ser usados. A única forma de tal se alcançar seria a de proibir o uso de sistemas criptográficos tradicionais, o que afectará somente o cidadão comum, sem beliscar as práticas criminosas.
  4. Qualquer “solução” que passe por alterar o comportamento das peças de software com vista aos mesmos objetivos (a criação de “backdoors”) traduzir-se-á na constituição de ainda maiores vulnerabilidades e ainda piores resultados para a segurança dos sistemas e consequentemente factores para a diminuição da confiança dos utilizadores em meios digitais.
  5. Há actos e contextos que o nosso edifício jurídico não admite que sejam escrutináveis, nem sob mandato judicial. Esta nova ordem criptográfica agora proposta teria, portanto, que classificar os cidadãos entre os que poderiam usar criptografia forte de forma legal e os outros que teriam que cometer um crime para o fazer.

Os subscritores alertam que, a ser prosseguida esta linha de regulamentar de forma canhestra o uso de criptografia, desta resultará:

  • Não se ganhar qualquer eficácia no combate aos crimes que se diz querer evitar pois, como se viu, não é possível impedir a utilização de criptografia alternativa. 
  • A criminalização, em contrapartida, de um grande conjunto de acções até agora tomadas como legítimas e justificáveis.
  • Atentar contra a confiança pública, entretanto construída nas comunicações digitais assim como o seu uso generalizado, pondo em risco o equilíbrio de uma economia digital cuja importância hoje é considerável. 
  • Uma dramática redução das garantias dadas ao cidadão comum acerca do seu direito à privacidade.
  • A promoção duma situação que pode constituir terreno fértil ao desenvolvimento de regimes de forte controlo das populações em detrimento das suas liberdades democráticas. 

Os signatários,

Eduardo Santos, Presidente da Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais

José Rebelo, Presidente da Associação de Estudos Comunicação e Jornalismo (AECJ)

Marcos Marado, Vice-Presidente da Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL)

Maria Helena Monteiro, Presidente da Associação Para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI)

Ana Alves Pereira, Presidente da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação

Jorge Pinto, Presidente da Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação (AP2SI)

José Legatheaux Martins, Presidente do Capítulo Português da Internet Society (ISOC PT)

31/3/2021

CONSULTA PÚBLICA ao “Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação 2021-2025”

O direito à igualdade e à não discriminação é um alicerce da democracia portuguesa, constitucionalmente consagrado e concretizado através de inúmeras medidas de política que se têm constituído como expressão dos direitos humanos. Só uma sociedade democrática e plural pode valorizar plenamente a diversidade que a integra, proteger as identidades e afirmar a igualdade coletiva enquanto direito fundamental.

O Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação 2021-2025 afirma a igualdade, manifesta-se contra as segregações e assenta numa visão de comunidade que recusa qualquer marginalização dos seus cidadãos. Uma comunidade que procura a inclusão, que rejeita a exclusão social e que ambiciona a erradicação da pobreza e da privação material. A plena igualdade só poderá ser alcançada através de uma intervenção integrada, que alie o repúdio da discriminação formal com o desenvolvimento de um programa de combate às desigualdades estruturais e de promoção da mobilização social.

Organizado em quatro princípios transversais e dez linhas de intervenção, o Plano visa concretizar o direito à igualdade e à não discriminação através de uma estratégia de atuação nacional que vá para além da proibição e da punição da discriminação racial, e que reforce os meios destinados à prevenção e combate ao racismo, através de medidas transversais e direcionadas aos vários setores pertinentes, que promovam e celebrem a diversidade de uma sociedade plural.

O Plano Nacional de Combate ao Racismo e à Discriminação 2021-2025 estará em consulta pública até ao dia 10 de maio de 2021. O envio de comentários, no âmbito da presente consulta pública, faz-se exclusivamente pelo portal ConsultaLEX (consultalex.gov.pt) e pressupõe a inscrição na plataforma dos cidadãos, empresas ou associações que queiram exercer o seu direito de participação.

Participe no ConsultaLEX

https://www.consultalex.gov.pt/Portal_Consultas_Publicas_UI/DetalheConsultaPublica.aspx?Consulta_Id=193

Conselho de Representantes da PASC – Casa da Cidadania 10/4/2021

Convocatória do Conselho de Representantes da PASC-CC

Nos termos dos artigos 27º, 28º e 29º dos Estatutos da PASC-Casa da Cidadania, convoco o Conselho de Representantes desta Associação para o dia 10 de Abril, pelas 10h30, com suporte na plataforma ZOOM, bastando clicar aqui:
Para o efeito agradece-se  que façam as vossas Inscrições  aqui, até ao dia 8 de Abril: 

Ordem de Trabalhos
10h30 – Início dos trabalhos

  1. Informações.
  2. Plano Estratégico da PASC.
  3. Revisão dos Estatutos da PASC.
  4. Próximas Actividades da PASC.
  5. Próximas Actividades das Entidades Associadas da PASC.

13h00 – Fim dos trabalhos

Informações Gerais
O Conselho de Representantes é o órgão que coadjuva a Direção na definição da estratégia global de intervenção da PASC-CC, sendo responsável pela ligação entre a PASC-CC e os Associados que a integram.
É composto por um número máximo de dois representantes designados por cada um dos Associados Fundadores e Efetivos, podendo estes nomear ainda um membro suplente (anexo). Cada associação membro da PASC-CC terá direito a um só voto. Poderão participar nas reuniões do Conselho de Representantes, sem direito de voto, membros da Direção e do Conselho Fiscal, Associados Aderentes ou Honorários, membros de Comissões ou Grupos de Trabalho, da Direção, sempre que, para o efeito, forem convidados pelo Coordenador do Conselho de Representantes.
A Coordenação e o Secretariado do Conselho de Representantes irão verificar, ao início da reunião, os aspetos de representação e direito a voto dos participantes na reunião e as normas de funcionamento da mesma a observar.

Pagamento de quotas
Visando a manutenção dos direitos dos membros da PASC-CC, solicita-se a regularização da situação de quotas (plano de quotização em vigor, em  anexo). IBAN PT50001800033818817302040. Com o pagamento agradece-se o envio do comprovativo para secretariado@pasc.pt .

Questões logísticas
* Para além das associações da PASC-CC, são convidadas a participar as Associações candidatas a associadas da PASC. Por uma questão formal pede-se às associações candidatas que ainda não o fizeram que procedam ao pedido de adesão à PASC-CC, o qual pode ser feito através deste formulário.

Em caso de indisponibilidade de membros dos órgãos executivos das associações PASC-CC, podem ser mandatados representantes pessoas ou outras associações PASC-CC que participem na reunião. Os/as representantes eleitos/as nos órgãos da PASC têm direito de participar por inerência de funções mas não têm direito de voto a menos que sejam acompanhados de uma declaração de representação da respetiva associação.
A minuta da declaração de representação, obrigatória para o exercício do direito de voto, a ser assinada pelo órgão executivo da Associação membro e a ser entregue à coordenação do Conselho de Representantes, encontra-se em anexo a esta mensagem e pode ser adaptada conforme os casos. Deverá ser enviada para secretariado@pasc.pt até ao dia limite de inscrição (5 de Novembro de 2020) para ser possível o reconhecimento dos/as representantes das associações participantes na reunião.

Documentos de apoio à reunião

Questionário sobre a Estratégia 2021-2025 e o Plano de Atividades 2021

https://pt.surveymonkey.com/r/PASC_2021-25

Webinar Exclusão Digital: Teletrabalho – a realidade Portuguesa

No próximo dia 14 de Abril, com início às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania irá realizar o 10º webinar sobre Exclusão Digital, dedicado ao Teletrabalho: O antes e o depois da Pandemia – Equidade e Literacia. Qual a realidade portuguesa?

Nesta sessão, iremos abordar as oportunidades e dificuldades que o Teletrabalho pode trazer para o equilíbrio pessoal, aumento da competitividade e impacto ambiental.

Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso:

  • ZOOM

·  link direto: https://zoom.us/j/94319865740?pwd=cVVuazg3d0lzdWNNdXhpdkJnMW9SQT09

·  ID: 943 1986 5740     Senha: 351412

  • YouTube

· link: https://www.youtube.com/channel/UCZgRotKOef6fHzd8XpaYluw

O Papel dos Orçamentos Participativos na Reconexão entre Eleitos e Eleitores

Rui Martins – Vice-Presidente da Direção da PASC – Casa da Cidadania

Em Portugal existe um grau de desconexão entre políticos eleitos e eleitores, de forma que cada vez que um cidadão participa numa edição de um Orçamento Participativo autárquico na sua cidade ou na sua Junta de Freguesia, volta, um pouco, ao mundo da participação democrática.

Com efeito, como os projetos de Orçamento Participativo são de base local ou mesmo hiperlocal, com impacto direto e próximo na comunidade em que os cidadãos estão inseridos, seja ela a rua, o bairro, a freguesia ou a cidade, a participação em algo que tem um impacto direto na sua vida pode trazê-lo de volta a uma cidadania mais ativa e comprometida.

Mas não se pense que um OP é uma ferramenta ilimitada nas suas virtualidades e efeitos. Pelo contrário o OP tem limites e, de facto, os limites da primeira linha de um OP e que, em último grau, podem até mesmo acabar atuando como um freio e levar à extinção do modelo, dependendo da intensidade de cada um desses limites são de várias ordens:

1. Limites orçamentários: por motivos diversos, desde o temor por parte dos Órgãos eleitos de que os cidadãos consumam verbas significativas do orçamento municipal em projetos fúteis ou de baixa rentabilidade para a qualidade de vida na cidade, os eleitos resistem a destinar aos projetos do OP montantes significativos ou que, pelo seu valor, tornem o processo mais credível e facilitem a geração de elevados impactos na vida da cidade e das suas comunidades.

2. Limites de carácter participativo: nos países do sul da Europa e, em particular, em Portugal, existe uma tradição que remonta aos tempos da Inquisição e que foi reforçada pelos 50 anos de ditadura e que afasta os cidadãos da participação ativa e da vida comunitária e associativa. Esta doença da sub-participação portuguesa contamina todos os níveis de participação e participação dos cidadãos na concepção e desenvolvimento de projectos e, claro está, no seu próprio voto, limita o número de cidadãos que estão, de facto, disponíveis para participar num OP.

3. Limites de eficácia: a necessidade de manter o processo de aquisição de bens e serviços dentro do cumprimento legal e das regras de transparência dos contratos públicos torna o processo de execução lento e pouco eficiente. Outros limites do processo são a existência de megaprojetos, grandes demais para serem elaborados e executados em tempo hábil e que transmitem ao cidadão a percepção da eficácia do OP. Aqui, como em muitas outras coisas, Small is Beautiful (E. F. Schumacher).

Uma armadilha importante para a boa execução de um projeto de OP é o sentimento de competição que se instala nos escritórios técnicos do município em relação a projetos de OP que podem entrar em conflito com seu trabalho atual e regular ou com um projeto que já esteja em execução.

Outro é o risco de apropriação e invasão por lobbies Organizados, grandes associações ou sindicatos, ou mesmo Juntas de Freguesia que podem usar a rede de contactos para distorcer o voto e, assim, retirar projectos que não tenham esta rede de apoio de qualquer possibilidade de vitória e divulgação embora possam ter outros méritos.

Outro risco semelhante é um grupo muito organizado (que pode ser muito pequeno, mas muito profissional) que pode lançar uma campanha publicitária com meios profissionais que capture um número irracional de eleitores entre o total de votos possíveis para o OP em execução.

Este texto é da exclusiva responsabilidade do seu autor
e não compromete em nada a perspetiva da PASC – Casa da Cidadania
ou dos seus associados

Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial

Hoje, 21 de março de 2021, comemora-se, pela 55ª vez, o Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial. A ONU criou esta efeméride pela Resolução A/RES/2142 (XXI) de 1966 de 21 de março, evocando o Massacre de Sharpeville, ocorrido em Joanesburgo a 21 de março de 1960, aquando da  manifestação pacífica contra a infame Lei do Passe.

E, todos os anos, nesta data, a ONU reforça o seu objectivo ”de ajudar a construir um mundo melhor e mais justo”. Na mensagem deste ano, o secretário-geral António Guteres destaca o papel dos jovens no combate à discriminação racial, afirmando que o preconceito deve ser condenado sem “reservas, sem hesitação e sem limitação”.

Portugal, que preside à União Europeia desde 1 de Janeiro deste ano, definiu as questões da Integração  como uma das suas prioridades de Agenda. Nesse sentido, já foi dado um passo importante no dia 5 de março, com a primeira reunião do Grupo de Trabalho Integração, Migração e Expulsão (IMEX), presidida pela Alta-Comissária para as Migrações, Sónia Pereira, em que estiveram presentes todos os Estados-Membros da União Europeia.

As questões que se podem colocar, no cumprimento duma cidadania activa e participativa são:

  • Qual o balanço, efectuado e alcançado, após 55 anos da criação deste dia?
  • A ONU tem sido eficaz neste combate ?
  • A aposta na Educação e na Saúde para Todos, sectores fundamentais no combate à Discriminação Racial (e outras formas de discriminação), tem sido de facto uma prioridade das Nações Unidas ?
  • Será que a CICDR – Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e o ACIDI – Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural têm, de facto, sido suficientemente pró-activos no combate à discriminação e na luta pela inclusão ?
  • Que formas podem e devem ser percorridas pela Sociedade Civil, para alcançar o que é de todos e para todos ?

Sabemos que é um trilho árduo, este como  todos os outros que fazem parte do caminho da luta, conquista e exercício pleno dos DIREITOS HUMANOS, qualquer que sejam género, cor de pele, religião, estrato social, cultura, país, continente… mas precisamente por isso é que, já hoje, e em cada um dos dias seguintes, urge percorrê-lo com todas as nossas energias e saber.

Maria Genoveva Pereira

Vogal da PASC/representação da AAAIO

A este propósito, responda aqui a um curto questionário da PASC, de avaliação das políticas nacionais e internacionais contra a discriminação racial

Este texto é da exclusiva responsabilidade do seu autor
e não compromete em nada a perspetiva da PASC – Casa da Cidadania
ou dos seus associados

Administração Aberta – Cocriação de propostas de melhoria dos serviços públicos

Inscreva-se aqui até ao próximo dia 1 de Março

No âmbito das atividades da OGP Portugal, está em curso o desenvolvimento do II Plano de Ação Nacional de Administração Aberta (PANAA), através da cocriação de compromissos que visem reforçar a aplicação dos princípios da Administração Aberta e potenciar a relação entre o Estado e os cidadãos. Gostaríamos que participasse no «Programa de workshops de cocriação de propostas», coordenado pela Rede Nacional de Administração Aberta. O objetivo é identificar, colaborativamente, os principais desafios que os cidadãos, Organizações da Sociedade Civil e empresas enfrentam na sua relação com o Estado e na sua experiência com os serviços públicos, assim como potenciais oportunidades para aplicar os princípios e valores da Administração Aberta na resolução dos problemas identificados.

Assente em 4 workshops temáticos, este programa visa a cocriação e o desenvolvimento de propostas de ideias para potenciais compromissos a inscrever no II PANAA. Pretende-se mobilizar cidadãos, Organizações da Sociedade Civil, empresas e potenciais parceiros executantes, desafiando-os a propor iniciativas que poderão ser executadas na implementação do próximo Plano de Ação Nacional.

Apelamos ao vosso interesse e participação nestas sessões, bem como à respetiva divulgação junto das vossas redes de contactos

Os workshops têm um número limitado de participantes, distribuídos paritariamente entre a sociedade civil e os poderes públicos. As sessões irão decorrer das 16:00 às 18:00 e têm a seguinte distribuição:

  • 3 de março | Serviços Públicos universais, acessíveis e inclusivos;
  • 4 de março | Promoção da resiliência e sustentabilidade de empreendedores/as e empresas;
  • 10 de março | Transparência,  boa gestão dos fundos públicos e combate à corrupção;
  • 11 de março | Dados abertos e acesso à informação.

Por favor, preencha o formulário de inscrição, até ao próximo dia 1 de março de 2021

Webinar Exclusão Digital – Formação Continua

No próximo dia 24 de Fevereiro, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania irá realizar o 9º webinar, sobre Exclusão Digital, dedicado a conhecer a realidade da Formação Continua. Nesta sessão, tentaremos compreender o impacto que a Pandemia causou na formação contínua ao longo da vida quer seja de natureza profissional ou enriquecimento de conhecimentos.

Analisaremos também o impacto na evolução dos Modelos, já existentes, da Formação ao longo da vida e qual o seu contributo para uma visão mais digital e de qualidade no desenvolvimento de competências.

Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso, ZOOM ou YouTube.
ZOOM

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CARTA ABERTA – O Ministro do Ambiente não tem que ser um ambientalista, mas respeitar os cidadãos ambientalistas e as suas associações

Exmo. Senhor
Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Eng. João Pedro Matos Fernandes
O Ministro do Ambiente não tem de ser um ambientalista, como o Ministro da Saúde não tem de ser um médico, ou o da Justiça não tem de ser juiz.
Disso estamos certos pois o Senhor Ministro afirmou categoricamente em 17 de novembro de 2018: “Não sou de todo ambientalista”.
Mas o que o Ministro do Ambiente deve é respeitar e considerar os cidadãos ambientalistas e as suas associações pois a sua ação é fundamental para a defesa do ambiente, tem larga aceitação social e acolhimento Constitucional e legislativo, no quadro da Lei de Bases da Política de Ambiente e da Lei das Associações de Defesa do Ambiente.
Mas o Senhor Ministro também disse ao Jornal Económico em 15 de junho de 2019: “Tenho alguma dificuldade em aceitar os que são nem-nem-nem, isto é, os que são contra tudo”, referindo-se à oposição dos ambientalistas ao modo como está a ser lançada a eventual mineração de lítio.
Os ambientalistas são, Senhor Ministro, sempre a favor de tudo o que respeita a Natureza e a valoriza; são a favor do desenvolvimento sustentável, da produção e do consumo responsáveis, da preservação das paisagens e dos valores naturais, dos ecossistemas e da biodiversidade, das florestas, dos rios livres, do ar puro, sobretudo porque sabem que a o nosso Planeta está a chegar ao seu limite! Os ambientalistas respeitam os limites da natureza e querem uma sociedade e um futuro mais justo para todos.
O Senhor Ministro, apesar de não se considerar um ambientalista, deu as boas vindas à ativista Greta Thunberg assinalando o seu contributo para a sensibilização de “muitas pessoas, desde jovens a gerações mais velhas, para o maior desafio dos nossos tempos”; ambientalista ou politicamente correto, parece que concordamos no essencial: o maior desafio dos nossos tempos é reverter a perda de natureza e travar as alterações climáticas, pelo que devemos trabalhar em todas as frentes para, em conjunto, vencermos este desafio.
Na semana passada, o senhor Ministro, em plena audição na Assembleia da República, em resposta a uma questão do Deputado Nelson Peralta sobre o Fundo Ambiental e o financiamento tão necessário da conservação da natureza, incluindo o cofinanciamento de projetos do Programa LIFE da UE, respondeu “…viva a opacidade, viva a falta de transparência, deem lá dinheiro aos rapazes que eles estão aflitos”; por “rapazes” o Senhor Ministro referia-se aos ambientalistas, às associações de conservação da Natureza, a todas as pessoas, homens e mulheres, que aqui trabalham com seriedade, profissionalismo, espírito de missão e muito amor à camisola – cientistas, professores, sociólogos, políticos, biólogos, comunicadores, financeiros, administrativos, voluntários, e até engenheiros!
O Senhor Ministro foi muito injusto com as ONGAs e com o trabalho que fazem em Portugal desde 1948, quando ainda não existia, nem se sonhava que viesse a existir, o Ministério do Ambiente. Menosprezando a importância do nosso contributo para a conservação da natureza, o Senhor Ministro cria cisões em lugar de promover a colaboração, que é o que sabemos fazer melhor, e o que lhe propomos: conjugar esforços para uma causa comum, a Defesa da Natureza.
Temos muitos sucessos dos quais nos orgulhamos no nosso currículo: os ambientalistas estiveram na génese do Parque Natural da Arrábida, da Reserva Natural do Estuário do Sado, da Reserva Natural da Malcata e da conservação do lince-ibérico, do Parque Natural do Tejo Internacional, da Reserva Natural Local do Estuário do Douro, da Reserva Natural local do Paúl da Tornada, exemplos de entre muitas outras joias do património natural nacional salvas por ação de cidadãos ativos que nos orgulhamos de ser.
Desde 1993, várias ONGAs implementaram dezenas de projetos LIFE (cofinanciados pela União Europeia) que, por exemplo, salvaram a planície de Castro Verde, que é hoje Reserva da Biosfera, de ser transformada num enorme eucaliptal; salvaram o priolo da beira da extinção e alavancaram o turismo de natureza na ilha de São Miguel, restauraram ilhas, turfeiras, florestas nativas e outros habitats naturais e salvaram várias outras espécies. E não foram apenas as ONGAs nacionais, foram também associações locais que, recorrendo a projetos LIFE, criaram reservas naturais, como a Faia Brava, e desenvolveram o programa Volunteer Escapes, que organiza centenas de cidadãos voluntários para realizarem trabalhos de restauro da Rede Natura 2000.
Isto porque conseguiram estabelecer parcerias e laços de comunicação com as populações locais, associações locais, agricultores, empresários, movimentos de cidadãos, universidades, empresas e autarquias.
Neste processo, as ONGAs angariaram para a conservação da natureza em Portugal muitas dezenas de milhões de euros de fundos Europeus, conseguidos em concursos internacionais transparentes, fortemente competitivos e aplicados de forma diligente e sob apertada monitorização das autoridades nacionais e comunitárias.
Os 12 projetos LIFE mais recentes executados por ONGAs permitiram um investimento de 24,4M euros na gestão da Rede Natura 2000 nos últimos 10 anos. Por cada milhão de euros investido em projetos LIFE, o programa acrescenta pelo menos 2,1 milhões, e o Estado recupera 800 mil euros em impostos e contribuições sociais. E a Natureza agradece.
Para além do trabalho realizado no terreno, dos resultados de conservação e da dinamização da economia local e do tecido social, os projetos LIFE liderados pelos ambientalistas obtiveram vários prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais. Também o Senhor Ministro reconheceu o nosso mérito quando cofinanciou através do Fundo Ambiental alguns destes projetos LIFE. E esqueceu (quando falou de opacidade) que, devido ao “princípio da subsidiariedade” (Artigo 5.o do Tratado da União Europeia) Portugal – o seu Ministério – tem de dar parecer positivo prévio às candidaturas LIFE, antes da União Europeia as aprovar; e deu!
Por isso, chamar às ONGAs de Portugal “rapazes”, revela falta de reconhecimento pelo nosso trabalho e pela cidadania ativa.
Quanto ao Fundo Ambiental, que o Senhor Ministro gere, a realidade não é exatamente a que apresentou no Parlamento. O Fundo Ambiental não gastou, em 2020, 17,8 milhões de euros na conservação da natureza; no orçamento aprovado (ainda não há relatório de execução) pelo seu Despacho n.o 8457/2020, estavam previstos apenas 9,47 milhões para esse fim, ou seja, 1,64% do orçamento total do Fundo Ambiental.
Notámos também que não referiu que 8,5% do orçamento do Fundo Ambiental se destinou em 2020 a financiar 49,149 milhões de euros de projetos e ações aprovados por protocolo, logo sem concurso público.
Para fechar, apelamos ao Senhor Ministro que coloque de lado diferenças que possa ter com as ONGAs e procure apoiar a sua capacidade de organizar parcerias, desenvolver projetos e apresentar resultados de conservação e restauro da natureza. Deste modo potenciado uma melhor colaboração entre organismos públicos e organizações de cidadãos, a favor do interesse da sociedade.
Os ambientalistas continuarão a procurar cumprir os compromissos que assumiram, com coragem e determinação, com profissionalismo e espírito de missão. Não desistimos de lutar contra a degradação do nosso património natural e em defesa da Natureza.
Na verdade, face a esta tarefa de salvar o Planeta e a qualidade de vida das gerações futuras, estamos em crer que hoje somos todos ambientalistas, pois não nos resta alternativa, não é Senhor Ministro?

Coligação C6, 2 de fevereiro de 2021

Bullying e CyberBullying

Dia 3 de Fevereiro, próxima 4ª feira, das 21h às 23h, desafiamo-lo a juntar-se a nós, num webinar destinado para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre a problemática do Bullying e do CyberBullying no contexto escolar.

Gravação integral do evento

Para abordar este tema convidámos Tito de Morais, fundador do Projecto MiudosSegurosNa.Net, Luís Fernandes, coautor do livro “Plano Bullying – Como Apagar o Bullying da Escola”, Júlia Vinhas, coautora do jogo pedagógico de tabuleiro “Bullying: Um dia na escola” e Márcia Lemos, advogada e vice-presidente da AjudAjudar – Associação para a Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens.

Conhecer o que diferencia o Bullying e o CyberBullying bem como as suas principais causas e os fatores que contribuem para o facilitar? Quais os principais sinais de alerta? Quais os participantes e que papéis desempenham? Que abordagens podemos adotar para identificar, prevenir, intervir e combater o cyberbullying?

Agradecemos a divulgação deste evento e do cartaz, em anexo, no site e por email para todos os vossos associados e amigos.

Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso, ZOOM ou YouTube.

– ZOOM• link direto: https://zoom.us/j/99750135636• ID: 997 5013 5636

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Exclusão Digital – A realidade do 1º Ciclo do Ensino Básico e do Pré-Escolar

No próximo dia 27 de Janeiro, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania irá realizar o 8º webinar, sobre Exclusão Digital, dedicado a conhecer a realidade do 1º Ciclo do Ensino Básico e do Pré-Escolar. Nesta sessão, iremos também abordar as dificuldades e oportunidades que emergiram com a Pandemia e que afectaram a comunidade Escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico e do Pré-Escolar. Analisaremos também o impacto, caso exista, no Modelo de Ensino e na Estratégia da Educação.

PROGRAMA:

  • Adelaide Ribeiro – TIC e Inovação em Educação: Velhas e Novas Desigualdades
  • Paula Figueiredo – E@D Tempo de nos reConstruirmos
  • Debate moderado por Ana Oliveira e José Marques, com
    • Conceição Romão
    • Mónica Alves
    • Vera Mendes
    • Sandra André
    • Adelaide Ribeiro
    • Paula Figueiredo
  • Perguntas e Respostas

Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso, ZOOM ou YouTube.
– ZOOM

– YouTube

Segurança apesar da Criptografia

José Legatheaux Martins (*)

Presidente do Capítulo Português da Internet Society

Durante o ano de 2020 as comunicações digitais suportadas nas tecnologias da Internet emergiram como fundamentais. Entre essas tecnologias, a criptografia é omnipresente e fornece as bases da privacidade, da segurança e da confiabilidade.  É a utilização de criptografia que protege as comunicações interpessoais, a comunicação remota dos doentes com os médicos e dos advogados com os seus clientes, o acesso à e o funcionamento da banca remota, que torna seguro o controlo remoto das infraestruturas críticas e o funcionamento digital das empresas e dos governos. A criptografia é também fundamental para proteger jornalistas de investigação e todos aqueles que são perseguidos injustamente. Sem criptografia também não seria possível garantir a autenticidade da documentação digital. Infelizmente, é também a criptografia que dificulta o combate a atividades ilegais e antissociais praticadas via a Internet.

Durante o último trimestre de 2020 vários Estados democráticos, e mais recentemente a própria Comissão Europeia, enunciaram uma direção de combate ao crime designada genericamente “Garantir Segurança Apesar da Criptografia”. Tal posição promove a seguinte ideia: em caso de necessidade, e depois de enquadrada legalmente, os organismos judiciais e de segurança devem poder aceder a qualquer informação protegida criptograficamente.

Aplicar este princípio ao conjunto das comunicações extremo-a-extremo via a Internet, significaria violar a proteção criptográfica garantida pelo software e os sistemas de operação dos equipamentos finais dos utilizadores. Tal implicaria a implementação de mecanismos que os peritos de segurança designam por “back-doors” ou, em linguagem popular, “portas dos fundos”, que permitissem acesso local ou remoto pela polícia à informação disponível nos equipamentos finais dos utilizadores.

Esta posição é, no mínimo, ingénua, pois a existência de tais mecanismos não pode ser implementada sem enfraquecer a segurança dos equipamentos. A grande maioria dos peritos independentes é unanime: não é possível implementar esses mecanismos de forma a garantir que eles não caiam nas mãos erradas, e sem que possam ser usados por aqueles com os meios e o dinheiro necessários para terem acesso aos “back-doors”, atacando deste modo as pessoas e os organismos que necessitam de segurança e privacidade. Por outro lado, a tecnologia necessária para fabricar e conceber dispositivos informáticos sem esses “back-doors” continuaria acessível a toda a gente, incluindo a bandidos e terroristas.

Mesmo dando o benefício da dúvida de que este processo possa estar a ser conduzido somente com a intenção de combater o crime, ele inevitavelmente conduzirá a que os Estados que atualmente se conduzem pelas regras dos Estados de Direito, com proteção dos Direitos Humanos e do direito das organizações à sua Privacidade e Segurança, se aproximem perigosamente de técnicas usadas por Estados totalitários bem conhecidos, o que as democracias de tipo ocidental sempre têm rejeitado.

(*) Professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e presidente do Capítulo Português da Internet Society

Artigo publicado aqui: https://tek.sapo.pt/opiniao/artigos/seguranca-apesar-da-criptografia

Este texto é da exclusiva responsabilidade do seu autor e não compromete em nada a perspetiva da PASC – Casa da Cidadania ou dos seus associados

Exclusão Digital – A Realidade do Ensino Básico

Vídeo integral do Webinar

PROGRAMA

  1. Abertura
  2. Introdução à temática
  3. G-Learning: As tecnologias digitais ao serviço do Ensino – Dário Zabumba
  4. Debate moderado por José Marques e Jorge Robalo e com:
    • Nuno Silva
    • Ana Paula Loureiro
    • Ondina Espirito Santo
    • Dário Zabumba
  5. Perguntas e respostas

Entrar no ZOOM aqui às 21:00h

Convite à proposta de iniciativas para a melhoria do funcionamento dos serviços públicos

A Open Government Partnership (OGP), de que a PASC – Plataforma de Associações da Sociedade Civil, CASA DA CIDADANIA é parte integrante, é uma iniciativa multilateral, lançada em Setembro de 2011, pelos Chefes de Estado e de Governo de oito países, que subscreveram a designada Declaração de Administração Aberta, à qual o Estado Português aderiu a 13 de dezembro de 2017, comprometendo-se a:

  • Promover a transparência
  • Dar mais poder aos cidadãos
  • Combater a corrupção
  • Utilizar as novas tecnologias para potenciar a relação entre Estado e Cidadão

No âmbito da preparação do Plano de Atividades para 2021-2022, convidamos todos(as) a preencher o formulário, disponível aqui https://pt.surveymonkey.com/r/OGP_Portugal, que se destina a recolher propostas de iniciativas para a melhoria do funcionamento dos serviços públicos, com o objectivo de aproximar os serviços públicos às necessidades dos cidadãos, como por exemplo:

  • Eliminação de certidões e comprovantes inúteis;
  • Eliminação de controlos e procedimentos supérfluos;
  • Partilha de dados e informação entre organismos públicos (incluindo autarquias);
  • Mover a decisão para níveis mais próximos do cidadão;
  • Dar prioridade e respeitar os compromissos com o cidadão;
  • Dar acesso e poder ao cidadão para sua capacitação e controlo;
  • etc.

As iniciativas que forem seleccionadas pela Rede serão asseguradas através de compromisso específico entre o governo e a sociedade civil, para os próximos dois anos.

Poderá ver mais detalhes sobre a RNAA, Rede Nacional de Administração Aberta – OGP Portugal no site https://ogp.eportugal.gov.pt

Agradecemos que nos apresente as suas iniciativas para a melhoria do funcionamento dos serviços públicos, até ao próximo dia 20 de Janeiro de 2021 através do formulário https://pt.surveymonkey.com/r/OGP_Portugal

6º Webinar Exclusão Digital: A realidade do Ensino Secundário.

Transmitido em direto através do canal da PASC no YouTube

No próximo dia 16 de Dezembro, quarta-feira, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania vai realizar o 6º webinar sobre Exclusão Digital dedicada a conhecer a realidade do Ensino Secundário.

Nesta sessão, iremos abordar as dificuldades e oportunidades que emergiram com a Pandemia, no Ensino Secundário, e analisar o impacto, caso exista, no Modelo de Ensino e na Estratégia da Educação.

Este evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso:

Fóruns de Discussão sobre Administração Aberta

De acordo com a proposta aprovada para a Cocriação e Desenvolvimento do II PANAA, nesta «Subfase de Descoberta», estão previstas duas iniciativas, o inquérito de recolha de ideias para o II PANAA e Fóruns de Discussão Temática:

  1. Inquérito de recolha de ideias para o II PANAA:
  • Destinatários: a cidadãos, empresas, organizações da sociedade civil e especialistas
  • O questionário, que poderá ser respondido até 11 de dezembro, encontra-se aberto ao público em geral e destina-se a aferir das temáticas que poderão ser consideradas mais relevantes com vista à elaboração de propostas de compromissos;
  • Estará disponibilizado no portal da OGP Portugal, comunicado por via lista de distribuição de cidadãos e organizações e notícias na página da OGP Portugal;
  • Os interessados podem-se inscrever na lista de distribuição e assim serem contactados diretamente em futuras iniciativas.
  1. Programa de fóruns de discussão temática: [os membros da Rede são bem-vindos a participar nos fóruns e a contribuir para a discussão]
  • Destinatários: a cidadãos, empresas, organizações da sociedade civil e especialistas];
  • Enquanto sessões colaborativas de debate de ideias, o contacto e mobilização dos destinatários dependerá de um esforço conjunto dos membros da RNAA, pelo que reforçamos o apelo para a divulgação do formulário de registo nestas iniciativas, junto das vossas redes de contactos;
  • Os fóruns  serão facilitados pela AMA e irão abranger as 7 áreas temáticas previamente identificadas pela RNAA.

Apresentamos, abaixo, a respetiva cronologia e os parceiros envolvidos neste programa:

A.      Fórum #1

·         Tema: “Mudança Tecnológica, Dados Abertos e Inclusão Digital”

·         Coanfitrião: AMA − membro da RNAA

·         Data: 2 de dezembro, das 14:30 às 15:30

B.      Fórum #2

·         Tema: “Administração Aberta e Participação Cívica”

·         Coanfitrião: PASC − Casa da Cidadania − membro da RNAA 

· Data: 9 de dezembro, das 15:00 às 16:00

C.      Fórum #3

·         Tema: “Transparência e acesso à informação”

·         Coanfitrião: Transparência e Integridade − membro da RNAA 

·         Data: 11 de dezembro, das 15:00 às 16:00

Veja aqui a página do portal OGP Portugal: https://ogp.eportugal.gov.pt/noticia25

Webinar Exclusão Digital – A realidade do Ensino Superior

Transmissão em direto

Realizou-se na quarta-feira, dia 2 de Dezembro, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania o 5º webinar sobre Exclusão Digital dedicada a conhecer a realidade do Ensino Superior.

Nesta sessão, abordaram-se as dificuldades e oportunidades que emergiram com esta crise assim como o papel do ensino à distância na estratégia futura do Ensino Superior.

Como medir o tamanho da economia de um país

Programa de Comparação Internacional (PCI) do Banco Mundial

Na próxima quarta-feira, dia 18 de Novembro, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania, vai realizar o webinar sobre o “Programa de Comparação Internacional do Banco Mundial”, tendo como Orador o Líder do Programa Marko Rissanen. 

O Programa de Comparação Internacional (ICP) é uma das maiores iniciativas estatísticas do mundo, coordenado pelo Banco Mundial sob os auspícios da Comissão de Estatística das Nações Unidas (CSNU) e implementado por meio de uma parceria de países e agências multilaterais. O principal objetivo do ICP é produzir medidas de volume comparáveis do produto interno bruto (PIB) e seus componentes de despesas com base em paridades de poder de compra (PPCs).

International Comparison Program (ICP)

Alertamos para o facto, deste evento ser realizado em Inglês sendo que a PASC, caso seja necessário, assegura a tradução de questões que possam ser levantadas.

Desde já, agradecemos a divulgação deste evento e do cartaz, em anexo, no vosso site e por email para todos os vossos associados e amigos.

Como sempre o evento não carece de inscrição prévia e para assistir basta utilizar uma das opções de acesso:

– Link directo:    https://zoom.us/j/92863147661

– ID da reunião: 928 6314 7661

Conferência Anual da PASC – “Cidadania e Populismo”

Reflexão e debate sobre os impactes dos fenómenos populistas no exercício da cidadania e da democracia

Ao vivo aqui

PROGRAMA:

15:30 – Sessão de Abertura:

  • Américo Ferreira (Presidente da PASC-CC)

15:45 – Debate CIDADANIA E POPULISMO

  • Susana Salgado (ICS – U Lisboa)
  • Riccardo Marchi (ISCTE)
  • Luis Vidigal (APDSI)
  • José Ribeiro e Castro (SHIP)

18:00 – Anúncio do Prémio Cidadania 2020

18:30 – Encerramento

Entrar na reunião Zoom

https://zoom.us/j/95687523225

ID da reunião: 956 8752 3225

Webinar “Exclusão Digital: A realidade dos Lares e Universidades Seniores”

Vídeo do Webinar

Cartaz do Webinar

Na quinta-feira, dia 5 de Novembro, com inicio às 17 horas, a PASC – Casa da Cidadania, vai realizou-se o 4º webinar sobre Exclusão Digital. Desta vez, para conhecer melhor a realidade dos Lares e Universidades Seniores e saber quais as dificuldades e oportunidades que emergiram com esta crise.

Foi importante também conhecer se, durante a fase Pandémica, foram identificadas oportunidades de melhoria e definidos planos de acção que permitam, de forma sustentada e objectiva, fomentar a utilização dos meios digitais para aproximar os Seniores das famílias e restantes comunidades de afinidade.

PROGRAMA:

  • Abertura
  • Introdução à temática
  • Calendário de eventos PASC
  • A caminho do Poente: por Maria do Rosário Gama
  • Lares – Um caso real: por Tânia Gil
  • Todos On “Um projecto Comunitário, Inovador e Integrador”: por Susana Simão
  • Educação ao longo da vida: Por Luís Jacob
  • Debate com a moderação de Nuno Luz e a participação de Luís Jacob, Maria do Rosário Gama, Susana Simão e Tânia Gil
  • Perguntas e Respostas

DOCUMENTAÇÃO:

Webinar “Participação Cívica nos Processos de Administração Aberta“

Quinta feira dia 22 de Outubro de 2020

Gravação do Webinar

Participantes: Membros da Rede Nacional de Administração Aberta, representantes da sociedade civil, e cidadãos.

Duração: 18:00 – 19:00 | 60 min.

Objetivo: O webinar ficar dar a conhecer os benefícios da participação pública nos processo de Administração Aberta, em particular, a Consulta Pública que se apresenta como um espaço de debate para os cidadãos, incentivando-os a uma análise crítica e à partilha de contributos que melhorem tanto a inclusão das necessidades da Sociedade Civil, como os resultados dos programas de Administração Aberta.

Breve descrição: O webinar visa dar a conhecer os benefícios da Participação Cívica no processo em curso de Consulta Pública à autoavaliação e resultados do I Plano de Ação Nacional de Administração Aberta, realizado em Portugal (https://ogp.eportugal.gov.pt/consulta-publica-relatorio-de-autoavaliacao ). Este Plano de Ação Nacional materializa a participação nacional na Open Government Partnership (OGP), cuja missão é promover a transparência, fomentar a participação pública, combater a corrupção e utilizar as novas tecnologias para fortalecer a democracia participativa.

Programa:

O que muda durante o Estado de Calamidade

O que muda a partir de hoje e durante 15 dias com o estado de calamidade? Previsto na Lei n.º 27/2006:

  1. O que muda com o estado de calamidade?

Previsto na Lei n.º 27/2006, este estado de exceção aumenta os poderes do executivo de António Costa, permitindo-lhe “adotar, sempre que necessário, medidas que se justifiquem para conter a pandemia, desde restrições de circulação a outras medidas que concreta e localmente venham a verificar-se justificadas”, como se lê no site da Direção-Geral da Saúde. O Governo pode agora voltar a impor cercas sanitárias e de segurança, como aconteceu em Ovar, o que, para já, ainda não está em cima da mesa. O estado de calamidade “determina uma obrigação especial de colaboração dos meios de comunicação social”, lê-se no decreto-lei, “visando a divulgação das informações relevantes relativas à situação”, e eleva “o grau de prontidão” das Forças Armadas.

  1. Vou ser multado se não andar de máscara na rua?

Por enquanto, não. O Governo recomenda “vivamente a todos os cidadãos o uso de máscara comunitária na via pública” quando não for possível manter a distância de dois metros entre pessoas. No entanto, a ideia do executivo é que esta recomendação passe a letra de lei. A proposta já foi enviada aos deputados, falta a aprovação, e aí sim: se for aprovada, impõe multas a quem não a cumprir.

  1. Posso ir com cinco amigos ao café?

Não, isso daria seis pessoas. Os ajuntamentos, que até aqui tinham um limite de 10 pessoas, passam a cinco, no máximo. Significa que seis amigos não podem ir juntos a um café, a um restaurante, a uma loja, a um centro comercial, ou mesmo a um jardim.

  1. Posso ir jogar à bola com eles?

Sim. O Governo não alterou as regras para a prática desportiva.

  1. Posso convidá-los para o meu casamento?

Sim, desde que no total, o número de presentes não ultrapasse as 50 pessoas. É esse o limite imposto para reuniões familiares ou de amigos, como batizados, casamentos e similares. Para os que já estavam marcados, nada muda: a regra só começou a contar para eventos agendados a partir de ontem, 14 de outubro.

  1. O meu agregado familiar tem seis pessoas. Podemos ir juntos a um restaurante?

Sim. O limite de cinco pessoas em restaurantes, em centros comerciais, em espaços públicos, na rua, tem uma exceção: os coabitantes. Por isso, as famílias numerosas, por exemplo, vão poder continuar a frequentar estes espaços juntas.

  1. Tenho um restaurante. O que muda para mim?

Três coisas. Primeira, os grupos: a partir de agora, não pode aceitar jantares de grupo com mais de cinco pessoas — quando até aqui o limite era de 10 —, a menos que as separe. Mudam também as multas se não o fizer, que podem agora ir até 10 mil euros, quando não estiver assegurado “o escrupuloso cumprimento das regras em vigor quanto à lotação e ao afastamento que é necessário assegurar”. E, por fim, muda a fiscalização da ASAE, que vai ser “reforçada”.

  1. Os teatros e cinemas vão continuar abertos?

Sim. Ajuntamentos não significa público, por isso, nada muda nas idas a eventos como teatro e cinema. O mesmo se aplica a outros espetáculos com público, bem como a eventos desportivos. Não significa que a Direção-Geral da Saúde não venha a limitar eventos como o Grande Prémio de Fórmula 1, em Portimão, agendado para o fim de semana de 23 a 25 de outubro, ou seja, dentro do período de 15 dias do estado de calamidade. No entanto, nada disso faz parte das oito medidas já anunciadas.

  1. O Governo pode obrigar-me a instalar a app StayAway Covid? Vou ser multado se não a tiver?

Ainda é cedo para responder. Do Conselho de Ministros de quarta-feira saiu uma recomendação para a instalação da app de rastreio do novo coronavírus. E da proposta acima citada, que vai ser debatida na Assembleia da República, consta também a obrigatoriedade da utilização da app. Mas com duas ressalvas: 1) aplica-se apenas “em contexto escolar, profissional e académico, nas Forças Armadas, nas Forças de Segurança e no conjunto da Administração Pública”; 2) pode não só ser chumbada pelos deputados como ser travada por outras vias: a Comissão Nacional de Proteção de Dados disse ao jornal “Público” que vai interpor uma providência cautelar, porque a regra “suscita graves questões relativas à privacidade dos cidadãos”. Por enquanto, a app é facultativa.

  1. As medidas anteriores continuam em vigor?

Sim. As medidas previstas durante o estado de contingência, como a proibição de venda de bebidas alcoólicas nas estações de serviço e, a partir das 20h, em todos os cafés e restaurantes (exceto durante a refeição), bem como a proibição do consumo na rua, mantêm-se como até aqui.

(com base no jornal Público)

COESÃO TERRITORIAL – O papel do Interior para um desenvolvimento sustentável de Portugal

webinar, 28 de setembro de 2020, 18:00 horas

A PASC – Casa da Cidadania, com a colaboração da ProViseu – Associação para a Promoção de Viseu e Região e da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal, suas associadas, vai realizou no dia 28 de setembro, segunda-feira, entre as 18 e as 20 horas, um “webinar” sobre a “Coesão Territorial: o papel do Interior para um desenvolvimento sustentável de Portugal”.

Os vários diagnósticos ao território nacional têm revelado um agravamento da assimetria populacional, com uma litoralização progressiva do país, baseada na concentração de atividades comerciais, industriais e de serviços e uma acentuada tendência para o despovoamento, o envelhecimento e o empobrecimento,

Esta assimetria tem provocado um aumento dos riscos associados ao abandono, de cerca de 2/3 do território continental, entre eles os grandes incêndios florestais, o avanço da desertificação e a maior exposição aos efeitos das alterações climáticas.

Torna-se urgente inverter esta situação, desconstruindo uma falsa perceção de interioridade

É importante afirmar, pela positiva, as regiões mais deprimidas do território, através de instrumentos e medidas de políticas públicas que valorizem, de forma sustentável, os recursos endógenos, diminuam os riscos e potenciem o bem-estar das populações, fixando as pessoas e estimulando outras a inverter a atual tendência migratória

É urgente definir uma Visão integrada e uma Estratégica eficaz

Este evento conta com uma intervenção inicial pela Prof. Helena Freitas, ex-Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, responsável pela elaboração do Programa Nacional para a Coesão Territorial, seguida de uma mesa redonda com os Profs. Alfredo Simões e Vicente Pereira. O debate final será moderado pelos Jornalistas Nuno Luz e Sandra Rodrigues.

Webinar Exclusão Digital – Crianças institucionalizadas

Realizou-se na passada quarta feira, dia 23 de Setembro, com inicio às 21 horas, a PASC – Casa da Cidadania, o 3º webinar sobre Exclusão Digital. Desta vez, visando conhecer melhor a realidade das crianças e jovens que se encontram em casas de acolhimento e saber quais as dificuldades e oportunidades que emergiram com esta crise.

É importante também conhecer se, durante a fase Pandémica, foram identificadas oportunidades de melhoria e definidos planos de acção que permitam, de forma sustentada e objectiva, proceder à Integração Digital das Crianças e Jovens institucionalizados

Credenciais para entrar no ZOOM

https://zoom.us/j/93344327267?pwd=UDhkdDR5UXFFL0tRSkZxcllCbXJpQT09

ID da reunião: 933 4432 7267

Senha de acesso: 915989 

Webinar sobre “Revitalização do Território: o papel da remuneração dos serviços dos ecossistemas”

Realizou-se na passada quinta-feira, dia 17 de Setembro, entre as 20 e as 22 horas, um webinar sobre “Revitalização do Território: o papel da remuneração dos serviços dos ecossistemas”.

O evento contou com dois painéis, um inicial de carácter técnico
científico, que contou com vários académicos e com a Directora
Geral do Território, e um outro de cariz político, com
representantes de vários Grupos Parlamentares.

ENQUADRAMENTO

Os ecossistemas estão na base de toda a vida. Os bens e os serviços que oferecem são fundamentais para a manutenção do bem-estar e para o desenvolvimento económico e social futuro. Entre os bens contam-se a produção de madeira, cortiça, resina, frutos secos, cogumelos silvestres. Já quanto aos serviços prestados, estes vão desde a atividade cinegética, ao recreio e lazer, à paisagem, à polinização, à manutenção da biodiversidade, à conservação dos solos, à regularização dos regimes hídricos, ao sequestro de carbono.

A produção de bens é hoje insuficiente para a fixação e a migração de famílias para as regiões de baixa densidade populacional. Esta insuficiência está na base do êxodo rural e este serve de mote a opções nem sempre adequadas de ocupação e uso dos solos, colocando em risco os ecossistemas. Desta forma, em várias regiões do mundo, desde a Europa à China, tem vindo a ganhar peso a necessidade de quantificar e qualificar os intangíveis, os múltiplos serviços que são prestados pelos ecossistemas. Deles beneficiam toda a sociedade. Através de uma adequada remuneração dos serviços dos ecossistemas será possível conter as ameaças que colocam em perigo a sua sustentabilidade e, em simultâneo, revitalizar as várias regiões do território que sofrem hoje com os riscos decorrentes do despovoamento e do avanço da desertificação.

Neste sentido, quer a Comissão Europeia, quer os vários Estados Membros têm vindo a definir medidas de política para agregar à equação do rendimento rural a remuneração dos serviços dos ecossistemas. Portugal não pode ficar fora desta abordagem, com a inscrição de dotação orçamental específica para este fim

Para abordagem a esta temática, fundamental para a revitalização de um território ameaçado pelo despovoamento, pela desertificação e pelas alterações climáticas, a PASC – Casa da Cidadania promoveu este webinar, para a qual procurou envolver especialistas e decisores políticos.

PROGRAMA

20:00 h. – Abertura e introdução à temática

Américo Ferreira, Presidente da Direção da PASC – Casa da Cidadania

Paulo Pimenta de Castro, Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal

Painel técnico

20:10 h. – Para uma política de remuneração dos serviços dos ecossistemas

Rui Ferreira dos Santos, Coordenador do estudo “Instrumentos Económicos para a Conservação da Biodiversidade e Remuneração dos Serviços dos Ecossistemas em Portugal”. Professor Associado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA). Diretor do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE).

20:25 h. – Infraestruturas verdes e remuneração dos serviços dos ecossistemas

Miguel João de Freitas, Docente da Universidade do Algarve. Foi Diretor Regional de Agricultura do Algarve e Vice-Presidente da Comissão de Coordenação Regional do Algarve. Foi Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural.

20:40 h. – Casos de estudo de remuneração dos serviços dos ecossistemas

Carlos Rio Carvalho, Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA).

20:55 h. – Políticas públicas de revitalização do território e dos seus ecossistemas

Fernanda do Carmo, Diretora Geral na Direção Geral do Território. Foi Secretária de Estado dom Ordenamento do Território e Cidades. Foi Vice-Presidente da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

Painel político

21:10 h. – Mesa redonda: O Orçamento do Estado e a PAC pós-2020 na remuneração dos serviços dos ecossistemas

Representantes dos Grupos Parlamentares

Moderador(a): Ana Clara, Jornalista (Revista AGRITERRA)

21:40 h. – Debate

A participação na sessão é gratuita, basta seguir as coordenadas de acesso.

No debate final, as questões a colocar devem ser introduzidas previamente no “chat”.

 Credenciais de acesso

17 set 2020 08:00 PM Londres 

Entrar na reunião Zoom

https://zoom.us/j/98488958343?pwd=RnFUaGdIWm1qZU5sc1p1c2lWQUdXZz09

ID da reunião: 984 8895 8343

Senha de acesso: 927642

Novos paradigmas de Ensino e Aprendizagem


2ª Sessão do ciclo de Webinars sobre Inclusão / Exclusão Digital

Luísa Agante.- Agante&Kids Movimentos cívicos em tempo de Pandemias, Mais informações em https://www.facebook.com/agantekids

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é pasc-cartaz-sessao-no2-exclusao-digital-novos-paradigmas-de-ensino-e-aprendizagem.jpg

Clique aqui para Entrar
ID: 898 7134 2185| Senha: 614377 Informações: casadacidadania.pt@gmail.com

Programa

  • Abertura
  • Introdução à temática
  • Calendário de eventos
  • Ensino à distância em Portugal: A avaliação dos Professores: por João Marôco
  • Movimentos cívicos em tempo de Pandemias: por Luisa Agante
  • A sala de aulas do Futuro: por José Carlos Marques
  • Debate com a moderação de Nuno Luz e a participação de
  • Luisa Agante, João Marôco e José Carlos Marques
  • Perguntas e Respostas

Da Exclusão à Inclusão Digital

Sessão de Abertura

Dia 23 Jul 2020 – das 21:00 às 23:00
“Da #Exclusão à #Inclusão Digital – Oportunidades e Ameaças?”,

Apresentação de Jorge Robalo – Direção PASC

Apresentação de João Marôco – Professor / Investigador do ISPA

 

Sustentabilidade e Autonomia da Comunicação Social

Duas sessões no mesmo dia

Às 11h da manhã temos  os seguintes oradores:

PASC - Cartaz - Comunicação Social - Manhã

Às 17h da tarde temos  os seguintes oradores:

COMUNICADO – Covid19 – Desconfinamento Responsável

PASC Desconfinamento responsavel

PASC – Covid19 – Desconfinamento responsável – Versão em PDF

A Direcção da Plataforma de Associações da Sociedade Civil, PASC – Casa da Cidadania, no sentido de contribuir para um processo de desconfinamento responsável, aprovou solicitar ao Governo Português um conjunto de medidas que entendemos poderem assegurar um melhor processo de desconfinamento:

  1. Proceder a uma adenda do Decreto-Lei 20/2020, 2020-05-01 – DRE, no sentido de rectificar o erro de obrigatoriedade de Máscara ou Viseira. Esta alteração permite clarificar a situação existente de ter um decreto-lei não-alinhado com o discurso do Governo de obrigatoriedade do uso de máscara, com o qual concordamos;
  2. Assegurar um controlo activo e positivo sobre todas as entidades. Para o efeito, entendemos como urgente e indispensável reforçar a actuação de controlo e de informação das nossas autoridades junto da população, comerciantes e industriais. Esta actuação é indispensável se queremos um país mais seguro para todos, os que vivem em Portugal e para aqueles que pretendem visitar-nos. Este aumento de segurança pretende também contribuir para mitigar as perdas económicas sentidas em Portugal principalmente pelo sector do turismo. Alertamos que não é necessário grande esforço para encontrar, pelo país dentro situações de risco, entre outras:

a) Locais de Comércio onde a obrigatoriedade de uso de máscara, incluindo o uso de viseira, destina-se somente aos clientes. Falamos de restaurantes, cafés, associações, lojas comerciais, obras, e muitos outros;

b) Locais de Comércio sem qualquer sinalização e/ou medidas de higiene adicionais;

c) Agrupamentos de pessoas em esplanadas ou junto a estas, sem adoptarem medidas de segurança como o distanciamento ou a utilização de máscara;

d) Agrupamento de colaboradores de Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias, nas bermas da estrada, sem máscara (incluindo viseiras) e sem assegurarem o correcto distanciamento, quer no período de trabalho quer no de descanso.

e) Agrupamento de colaboradores de empresas de construção civil, oficinas e outros, sem máscara (incluindo viseiras) e sem assegurarem o correcto distanciamento, quer no período de trabalho quer no de descanso. Relembramos que o uso de máscara, em alguns destes casos, deveria já ser obrigatório no âmbito da segurança no local de trabalho

f) Funcionários de empresas de entregas ao domicílio, que por vezes têm que entrar em casas particulares, que não utilizam qualquer protecção facial;

g) Entrada de cidadãos estrangeiros para visita e comércio esporádico, pelas fronteiras, antes da sua abertura oficial.

Sem querer enumerar um role exaustivo de situações, entendemos que os exemplos acima expostos são mais que suficientes para demonstrar que o controle implementado, nesta fase de desconfinamento, é insuficiente pelo qual é necessário um reforço urgente que permita mitigar os riscos de um retrocesso da situação actual e de desperdício do esforço nacional ao qual todos os cidadãos portugueses foram submetidos.

A Direcção da PASC – Casa da Cidadania

Lisboa, 25 de Junho de 2020

Estado de Calamidade

Estado de Calamidade Covid 19

Plano de desconfinamento – Quadro sítese pdf

Plano de desconfinamento – Apresentação pdf

Covid 19 Plano Calamidade

Informação oficial sobre o Covid-19

DRE Covid-19

Estamoson

Para quem quiser copiar a tabela, aqui fica em formato texto:

Plano de Desconfinamento

Data

Medidas Condições

Regras Gerais

4/05

Confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa

Dever cívico de recolhimento domiciliário
Proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas Lotação máxima de 5 pessoas/100m2 em espaços fechados Funerais: com a presença de familiares

30-31 /05

Cerimónias religiosas: celebrações comunitárias de acordo com regras a definir entre DGS e confissões religiosas

Transportes Públicos

4/05

Lotação de 2/3

Uso obrigatório
de máscara/ Higienização e limpeza

Trabalho

4/05

Exercício profissional continua em regime de teletrabalho, sempre que as funções o permitam

1/06

Teletrabalho parcial, com horários desfasados ou equipas em espelho

Serviços Públicos

4/05

Balcões desconcentrados de atendimento ao público (repartições de finanças, conservatórias, etc.)

Uso obrigatório
de máscara / Atendimento por marcação prévia

1/06

Lojas de cidadão

Comércio e restauração

4/05

Comércio local: lojas com porta aberta para a rua até 200m2 Cabeleireiros, manicures e similares
Livrarias e comércio automóvel, independentemente da área

– Lojas: Uso obrigatório de máscara / funcionamento
a partir das 10h para as lojas que reabrem

– Cabeleireiros e similares: Por marcação prévia
e condições específicas
– Restaurantes: Lotação

a 50%, funcionamento até às 23h e condições específicas

18/05

Lojas com porta aberta para a rua até 400m2 ou partes de lojas até 400 m2 (ou maiores por decisão da autarquia)

Restaurantes, cafés e pastelarias/ Esplanadas

1/06

Lojas com área superior a 400m2 ou inseridas em centros comerciais

Escolas e Equipamentos Sociais

18/05

11o e 12o anos ou 2o e 3o anos de outras ofertas formativas (10h-17h)

Equipamentos sociais na área da deficiência Creches (com opção de apoio à família)

Escolas: Uso obrigatório
de máscaras (exceto crianças em creches e jardins
de infância)

1/06

Creches / Pré-escolar / ATLs

Cultura

4/05

Bibliotecas e arquivos

18/05

Museus, monumentos e palácios, galerias de arte e similares

1/06

Cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos

Com lugares marcados, lotação reduzida
e distanciamento físico

Desporto

4/05

Prática de desportos individuais ao ar livre

Sem utilização
de balneários nem piscinas

30-31 /05

Futebol: competições oficiais da 1.a Liga de Futebol e Taça de Portugal

Covid-19 – Solidariedade humanitária entre países

PASC Covid_19 Tomada de Posicao

Contributo para uma melhor Cidadania

Covid-19 – Solidariedade humanitária entre países

“Responsabilidade Social e Humanitária”

Versão em PDF

No contexto adverso com que hoje nos deparamos, nunca foi tão urgente apelar ao sentido de Responsabilidade Social e Humanitário (RSH) de todos os cidadãos, empresas e governos. Se por um lado, salvo poucas excepções, este sentimento de responsabilidade social tenha sido uma realidade, existem ainda pessoas, empresas e governos que contribuíram, nos últimos dias, para aumentar o déficit em termos de RSH perante a sociedade mundial.

A Direcção da Plataforma de Associações da Sociedade Civil, PASC – Casa da Cidadania, no sentido de reforçar o bom trabalho que tem vindo a ser feito em Portugal, cumpre dar conhecimento ao governo Português de um conjunto de medidas que entendemos como vitais:

1. liderar pelo exemplo:

a) com a entrada em vigor da obrigatoriedade da utilização de máscaras, como medida de responsabilidade social, seguindo o princípio “use máscara para proteger os outros”, é imperativo que os mais altos dignatários deem o exemplo;

b) é ainda exigível que todos os cidadãos sejam tratados da mesma forma perante a lei, pelo que funcionários públicos, onde se incluem os camarários, jornalistas e demais profissões respeitam a utilização de máscaras, quer em espaços públicos quer, principalmente, nas emissões televisivas quando se verifica a presença de convidados;

2. liderar pela inovação, dinamizando a economia Portuguesa:

a) Incentivar a produção nacional de produtos indispensáveis perante esta situação de emergência pandémica. Em situações de dificuldade é importante identificar “oportunidades” de mitigação de dificuldades, não de lucro fácil, que possam contribuir para o bem-estar global. A título de exemplo, e no seguimento de iniciativas locais e particulares já em curso, é critico estudar, a nível nacional, com as associações industriais e instituições de ensino superior, a produção, em grande escala, de bens que sejam escassos e que, no contexto actual, se traduzem por máscaras, equipamentos de protecção, zaragatoas, álcool, entre outros.

Como para qualquer outra actividade económica é fundamental um estudo de viabilidade económica, só que neste caso, sem impactar a viabilidade e realização urgente da empreitada, mas para identificar e quantificar a necessidade de financiamento do estado, de modo a cobrir perdas financeiras, caso se verifiquem. Outros modelos de comparticipação financeira podem ser aplicados, salvaguardando sempre a urgência da operacionalização.

A comercialização destes bens deverá seguir um princípio de “custo justo”, incluindo todos os custos de investimento e posterior desmantelamento, caso se justifiquem, sendo que caberá ao estado suportar, caso exista, a diferença entre o custo “custo justo” e o “custo justo do bem praticado pelo mercado não afectado pela escassez de produto” (neste caso poder-se-ia utilizar como data de referência 31Dez2019);

b) aplicando uma óptica Europeísta, o proposto na alínea anterior (2.a), deveria ser financiada a 100% pela Comunidade Europeia (CE), considerando o apoio social e humanitário a todos os países comunitários, numa primeira fase, e, posteriormente, a outros, de modo a combater a especulação e a dependência dos actuais fornecedores mundiais;

c) ainda numa óptica Europeísta;

i) identificar a Potencial Margem de Solidariedade do Pais (PMS-PT), no sentido de receber doentes sem covid19 de outros países. Esta medida terá sempre que ressalvar uma margem de reserva nacional com reavaliação dinâmica, fase à evolução da pandemia ou de outra patologia que seja pertinente considerar. Sabendo que existem unidades de saúde novas inoperacionais, bem como, outras mais velhas que podem ser recuperadas parcialmente e ainda possíveis excedentes em algumas unidades operacionais, é urgente, do ponto de vista humanitário, implementar medidas de solidariedade entre povos. Nesta lista, para além do número de pacientes, é necessário saber quais os recursos necessários para a operacionalização desta “bolsa de solidariedade”, quer seja em termos de recursos humanos quer de todo e qualquer recurso necessário à sua operacionalização;

ii) em articulação com a ONU (Organização das Nações Unidas) e CE, estudar e pilotar a operacionalização da iniciativa referida na alínea anterior (2.b);

3. lutar por uma forte Responsabilidade Social Global (RSG):

a) em articulação com a CE, solicitar a intervenção\comprometimento do governo chinês no combate aos preços especulativos, nomeadamente, no que se referem a bens de saúde fundamentais ao combate desta pandemia e outros bens de primeira necessidade;

b) Entendemos ainda que, qualquer uma das medidas acima requerem a criação de procedimentos de controlo operacionais, financeiros e qualitativos rigorosos.

 

A Direcção da PASC – Casa da Cidadania

Lisboa, 23 de Abril de 2020

O Mundo depois do Coronavírus segundo Yuval Harari

Harari reflete sobre o Coronavírus e o impacto para o futuro da humanidade num artigo de ontem do Financial Times, intitulado “O mundo depois do Coronavírus”.
Ele diz que “a humanidade agora está a enfrentar uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração.”
“Neste momento de crise, enfrentamos duas escolhas particularmente importantes. A primeira é entre a vigilância totalitária e o aumento do poder do cidadão. A segunda é entre o isolamento nacionalista e a solidariedade global”.
Para Harari, a novidade agora é que haverá uma transição dramática da vigilância “sobre a pele” para a vigilância “sob a pele”. E descreve o seguinte cenário:
“Considere um governo hipotético que exija que todo o cidadão use uma pulseira biométrica que monitoriaze a temperatura do corpo e a frequência cardíaca 24 horas por dia. Os dados resultantes são acumulados e analisados ​​por algoritmos governamentais. Os algoritmos saberão que você está doente mesmo antes de conhecê-lo e também saberão onde você esteve e quem conheceu. As cadeias de infecção podem ser drasticamente encurtadas e até cortadas por completo. É possível que esse sistema possa parar a epidemia em questão de dias. Parece maravilhoso, certo?”
E para os cidadãos?
“Se eu pudesse rastrear a minha própria condição médica 24 horas por dia, aprenderia não apenas se me tornei um risco à saúde de outras pessoas, mas também quais os hábitos que contribuem para minha saúde”
“Se não conseguirmos fazer a escolha certa, poderemos perder a liberdade, pensando que essa é a única maneira de proteger a nossa saúde.”
Em relação à questão do isolamento nacionalista ou a solidariedade global. Harari conclui:
“A humanidade precisa fazer uma escolha. Iremos percorrer o caminho da desunião ou adotaremos o caminho da solidariedade global? Se escolhermos a desunião, isso não apenas prolongará a crise, mas provavelmente resultará em catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória não apenas contra o Coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que possam assaltar a humanidade no século XXI.”
De certeza que as tecnologias da saúde e de vigilância vão ser aceleradas, mas as escolhas políticas e de cidadania irão estar em questão nos próximos anos:
Mais poder aos governos ou aos cidadão?
Mais nacionalismos ou mais colaboração entre países?
Dilemas de Harari Coronavirus 1

Deixo aqui também extratos da entrevista a Yuval Harari da responsabilidade do jornalista Pedro Rios no jornal Público a 22/03/2020, igualmente obre a crise do Coronavírus, intitulada  “Parece não haver adultos na sala”

PR: O que o assusta neste momento:
YH: “Uma coisa que realmente me assusta é que, em nome do combate ao coronavírus, vários homens fortes abolirão todos os controlos e equilíbrios democráticos e estabelecerão a “coronaditadura”. Isto acaba de acontecer em Israel: Israel é agora uma coronaditadura”

PR: Qual a esperança?
YH: “.Os humanos são agora muito mais poderosos do que os vírus. Temos o conhecimento científico necessário para superar esta epidemia”.

PR: Uma epidemia ou pandemia é uma coisa terrível, mas pode mostrar-nos a nossa natureza humana?
YH: “A epidemia deve lembrar-nos de que todos nós partilhamos a mesma natureza humana e os mesmos interesses básicos… a fronteira realmente importante que precisamos de guardar é a fronteira entre o mundo humano e a esfera do vírus. Esta fronteira passa dentro do corpo de cada ser humano.”.

PR: A luta contra o Coronavírus é prejudicada pelas agendas nacionais?
YH: “Infelizmente, devido à falta de liderança, não estamos a tirar o máximo partido da nossa capacidade de cooperação. Nos últimos anos, políticos irresponsáveis têm deliberadamente minado a confiança na ciência e na cooperação internacional. Estamos agora a pagar o preço por isso”.

PR: Existe um perigo real de os políticos usarem esta crise para fechar fronteiras e aumentar a polarização e a xenofobia, uma tendência que já vinha de trás? Ou, pelo contrário, irá a pandemia fomentar os laços e a solidariedade entre os países?
YH: “Depende de nós. Espero sinceramente que a pandemia fomente a solidariedade, não só entre os países, mas também dentro dos países. Infelizmente, nos últimos anos, assistimos à ascensão de líderes populistas, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, que incitam ao ódio não só contra os estrangeiros, mas até mesmo contra concidadãos. Estes líderes têm feito tudo ao seu alcance para dividir a sociedade em campos hostis, retratando a oposição não como rivais legítimos, mas sim como traidores perigosos. Desta forma, ganharam a lealdade de uma metade da sociedade, ao mesmo tempo que alienaram completamente a outra”.

Harari acaba a entrevista com a seguinte frase:
YH: “Uma população automotivada e bem informada é geralmente muito mais poderosa e eficaz do que uma população policiada e ignorante”.

Vejam o resto no jornal Público e guardem o jornal, pois vale a pena…

Adaptado por Luís Vidigal a partir do artigo do Yuval Harari no Financial Times de 20 de Março de 2020
e da entrevista no jornal Público de 22/03/2020

Este texto é da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não compromete em nada a perspetiva da PASC – Casa da Cidadania ou os seus associados

Notícias da Internet Society durante a COVID-19

ISOC Noticias

Qual a saúde da Internet
durante a crise do Covid-19?

Dada a sua importância, a PASC-CC decidiu dar divulgação às notícias que estão a ser periodicamente dadas pela nossa associada ISOC-PT


Notícias do dia 29 de Abril

Resistência às aplicações de rastreamento de contactos

Resistência às aplicações de rastreamento de contactos: Em Singapura só 1 em cada 5 pessoas é que instalaram a aplicação de rastreamento de contactos – um número modesto que ilustra a resistência à instalação desse tipo de aplicações (Reuters). Entretanto, as autoridades francesas consideram que a política da Apple de impedir que o Bluetooth esteja sempre ligado em background – uma opção tomada para proteger a privacidade dos utilizadores – está a sabotar os esforços para se introduzir uma aplicação de rastreamento (Bloomberg).

Já contribuiu para a campanha SOS Digital do Capítulo Português da ISOC? No dia 25 de Abril a nossa campanha já tinha recolhido 3480€, mas ainda precisamos de bastante mais para oferecermos os 9 PCs às 3 casas de Abrigo de Jovens e Crianças em Risco. Não custa nada contribuir, qualquer valor, por pequeno que seja, é importante. Saiba tudo no site da campanha.

Resposta às suas dúvidas sobre a privacidade do rastreamento de contactos: Será que as aplicações com base no Bluetooth da Google e da Apple colocam a privacidade dos utilizadores em risco? Vários tecnólogos ajudam a responder às suas questões (WIRED).

20% dos emails com ataques de Phising usam o tema Covid-19: Um em cada 5 phishing emails bloqueados diariamente pela Google contém embustes sobre Covid-19, o que tornou o tema o tópico mais popular para ataques de todos os tempos, relata a BBC News.

Incrementar a criptografia: a aplicação popular de videoconferência Zoom, depois de ter sido criticada por possuir um nível de segurança pouco seguro que permitia aos utilizadores não convidados “bombardearem” conferências com conteúdos impróprios, irá melhorar o nível de criptografia numa próxima versão. A nova versão do Zoom tornará mais difícil o bombardeio do Zoom pelas reuniões, adicionando, como norma, senhas e salas de espera, que exigem senhas e um host para admitir um participante. o USA Today, informa que, para utilizadores educacionais, a partilha de ecrã será padronizada apenas para o host.

Cortes fatais: A  CNN.com informa que o jornalista e autor Puja Changoiwala diz que restrições e cortes de Internet podem ser fatais durante uma pandemia. Atualmente, existem restrições de Internet em vários países. “Através de blackout de informações, as restrições de Internet ameaçam a saúde pública, impedindo o acesso a informações precisas e oportunas sobre a pandemia global do Covid-19 e diretrizes de melhores práticas, como o confinamento, o distanciamento social e higiene das mãos para combater a pandemia”. Changoiwala escreve que “essas limitações também mitigam a capacidade das pessoas de avaliar o risco e se prepararem melhor”.

Notícias do dia 22 de Abril

A Pandemia Covid-19 está a tornar a vigilância digital banal?

A vigilância digital tornou-se banal? durante a atual pandemia de Covid-19 estamos a assistir a uma utilização maciça de mecanismos de vigilância digital dos cidadãos. Muitos especialistas em privacidade estão preocupados que essas medidas tenham vindo para ficar relata o Guardian. A publicação OneZero apresenta igualmente uma panorâmica de como estão a ser implementadas essas medidas de vigilância em cerca de 30 países.

SOS Digital, a campanha do ISOC Portugal para recolher fundos para oferecer portáteis às casas de Abrigo de Crianças e Jovens em Perigo já reuniu cerca de 3.000€, mas faltam-nos ainda mais 1.000€ para atingirmos os objetivos para abril de 2020. Se não o fez ainda, não se esqueça de contribuir.

A UNICEF junta a sua voz à defesa da privacidade das crianças durante a atual crise: a preocupação da UNICEF sobre a privacidade digital das crianças foi expressa recentemente no texto desta organização das Nações Unidas “COVID-19 and children’s digital privacy“ é o que nos relata a publicação TICtank que apresenta um conjunto de referências sobre a problemática da privacidade das crianças e da juventude durante a atual crise.

A Google e a Apple juntam-se para testar e rastrear: as duas empresas juntaram-se para desenvolverem tecnologias de rastreio dos contactos individuais para o Android e o iOS. Num artigo na MIT Technology Review discutem-se os obstáculos relacionados com privacidade e confiança que essas empresas têm de vencer para terem sucesso.

A sua password Zoom pode estar à venda: segundo uma reportagem das NBC News, várias centenas de milhar de contas Zoom têm os seus dados pessoais, incluindo a password e o email, à venda na DarkWeb.

Apelo ao Ministério da Educação para melhor suporte à comunidade escolar: a Privacy|Lx apela ao Ministério da Educação para que introduza serviços de apoio ao ensino via a Internet baseados em software de código aberto como o Moodle e o serviço de teleconferência BigBlueButton, e oferece os seu apoio para um projeto nessa área.

O prejuízo da desigualdade: o The Guardian informa que a contínua desigualdade digital verificada nos EUA está a prejudicar as pessoas que não têm acesso à internet no que diz respeito ao acesso a compras online, acesso a conteúdos escolares e trabalho durante esta fase pandêmica devido ao coronavírus. O Broadband Now estima que 42 milhões de residentes nos EUA não têm acesso à Internet, e o M-Lab diz que a maioria dos residentes em 62% dos estados nos EUA não possui velocidades de banda larga adequadas.

Fake news: o Politico informa que o Facebook irá começar a notificar milhões de utilizadores que receberam notícias falsas sobre o coronavírus pela aplicação Facebook. O grupo Avaaz descobriu que apesar de organizações responsáveis já terem notificado o gigante da média social, sobre publicidades enganosas sobre o coronavírus publicadas no Facebook, mais de 40% de informações falsas já detetadas permaneceram na plataforma.

Metas ficam para trás: a CNet relata que as Nações Unidas estabeleceram algumas metas para melhorar o acesso à Internet, mas parece que essas metas não serão atingidas. Com cerca de 46% da população mundial ainda sem acesso à Internet, parece que a ONU não cumprirá sua meta de 2020 que era alcançar “acesso universal” nos países menos desenvolvidos até o final deste ano. A Web Foundation diz que parece que a meta da ONU em dar acesso à banda larga a 75% da população global e 35% das pessoas até 2025 não será alcançada.

Notícias do dia 23 de Março

Segurança da informação com o teletrabalho

Se está a trabalhar em modo teletrabalho, tenha atenção à segurança da informação. Num momento em que a actividade de muitas empresas está totalmente dependente de funcionalidades de comunicação remota, mais do que nunca a segurança destas, e da sua informação crítica é fundamental, é a mensagem da Internet Society que publicou também um conjunto de conselhos a seguir.

Já leu as 20 páginas da política de privacidade do Zoom? A companhia zoom.com, uma das líderes de fornecimento de soluções de videoconferência e suporte à colaboração remota, está a ter um aumento de utilização explosivo. De que forma a companhia usa os dados que essa utilização lhe fornece? A publicação The Verge relata que a Access Now, uma Associação de defesa dos direitos digitais online, enviou à Zoom uma carta aberta para que esta publique um relatório de transparência sobre a sua política de tratamento dos dados dos seus utilizadores.

Afinal a Inteligência Artificial não é suficiente para lidar com a desinformação? Segundo a Fast Company a Google e o YouTube estão a privilegiar a edição humana de notícias, para selecionar a informação realmente importante e fidedigna sobre a atual crise, utilizando menos os famosos algoritmos de ranking que põem em evidência o que a multidão online está a citar.

Como está a Internet a resistir ao aumento da carga devido à crise Covid-19? Esta pergunta tem com certeza assaltado muitos de nós. A ZDnet publica um interessante artigo com referências para sites com dados sobre como a Internet continua a funcionar. Se já usou o SpeedTest, saiba os resultados sobre o comportamento do acesso à Internet em vários países do mundo, apresentados pela empresa que desenvolve e mantém este serviços, a Ookla. Também a CloudFlare, uma empresa de serviços de Cloud que absorve o primeiro impacto do tráfego de muitos sites populares que protege, apresenta dados sobre a situação, que a levam a concluir que a Internet está a resistir ao Covid-19.

Acesso à Internet gratuito? No momento em que a Internet representa às vezes o único meio de contacto com os outros, a Associação Inglesa Citizens Online propõe que o acesso gratuito à Internet no Reino Unido, para combater a exclusão daqueles que não têm acesso à Internet por falta de conhecimentos ou por falta de meios económicos, relata uma notícia da The Next Web. Este debate vem também na sequência do debate sobre se o acesso à Internet deve ou não ser considerado um direito fundamental.

Os gigantes tecnológicos dão as mãos para combater a desinformação sobre o Covid-19: como seria de esperar, o número de “fake news” sobre a situação atual é explosivo, por isso, segundo um artigo do The Verge, a Facebook, Google, LinkedIn, Microsoft, Reddit, Twitter e o YouTube, dizem que juntaram esforços para combater este fenómeno.


Notícias do dia 19 de Março

Shutdown devido ao Coronavírus leva à divisão digital

Sem Internet, sem escola: o US News and World Report informa que o encerramento de escolas nos EUA em resposta à pandemia de coronavírus está a expor a contínua exclusão digital no país. A comissária Jessica Rosenworce disse recentemente a um comité do Senado que a Comissão Federal de Comunicações deve intervir para ajudar os estudantes pobres a terem acesso.

Teste à capacidade da Internet: O Slate informa que começam a surgir algumas preocupações acerca de milhões de pessoas potencialmente a trabalhar através de casa nas próximas semanas possam literalmente levar a um “shutdown da Internet”. VPNs corporativas, sites de compras online e serviços de vídeo gaming podem estar entre os serviços mais afetados pelo aumento de pessoas a trabalhar a partir de casa como forma de minimizar o distanciamento social.

Os hackers aproveitam-se da situação: o Dark Reading informa que os cibercriminosos estão a distribuir um aplicativo com mapa de coronavírus que não fornece informações úteis às vítimas, mas pode roubar nomes de utilizadores, senhas de acesso, números de cartão de crédito e outras informações confidenciais. O malware também atua como um downloader, trazendo malware adicional para um sistema infectado. É comum ser vendido nos mercados de malware on-line na Rússia.

Insegurança da IoT: o The Register informa que a segurança da Internet of Things (IoT) não parece estar a melhorar registando 98% do tráfego não criptografado. Um estudo recente da Palo Alto Networks também descobriu que 83% dos dispositivos de imagens médicas são executados em sistemas de operação não suportados, devido em grande parte ao fim do suporte ao Windows 7.

A Internet é resistente o suficiente para resistir ao coronavírus? Leia a nossa opinião.


Termo de responsabilidade:  os pontos de vista expressos neste post são da inteira responsabilidade dos autores originais em https://www.internetsociety.org/blog e podem ou não refletir as posições oficiais da Internet Society ou do seu Capítulo Português.

Estado de Emergência em Portugal

Estado de Emergencia Covid-19 2

Informação oficial sobre o Covid-19

DRE Covid-19Estamoson

De acordo com o texto do decreto presidencial de 18 de Março de 2020, fica parcialmente suspenso o exercício dos seguintes direitos:

  • Direito de deslocação e fixação em qualquer parte do território nacional
  • Propriedade e iniciativa económica privada
  • Direitos dos trabalhadores
  • Circulação internacional
  • Direito de reunião e de manifestação
  • Liberdade de culto, na sua dimensão colectiva
  • Direito de resistência

Decreto Presidencial nº 14-A de 18 de Março de 2020

Mensagem do Presidente da República do dia 18 de Março

Resolução da Assembleia da República nº 15-A-2020 de 18 de Março

Decreto N.º 2-A/2020 de 20 de Março Regulamenta a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República

O Governo anunciou esta sexta-feira, dia 20 de Março, mais um conjunto de medidas que vão ser aplicadas em todo o país na sequência da declaração do estado de emergência, aprovadas pelo Decreto N.º 2-A/2020 de 20 de Março .

O Governo anunciou esta quinta-feira, dia 19 de Março, um conjunto de medidas que vão ser aplicadas em todo o país na sequência da declaração do estado de emergência.

As medidas anunciadas pelo Primeiro Ministro foram as seguintes:
  • Apenas quem está doente com Covid-19 ou sob vigilância ativa das autoridades de saúde está sujeito a isolamento obrigatório, seja num hospital ou na própria casa. Quem, de entre estas pessoas, não respeitar a ordem de isolamento obrigatório, incorre no crime de desobediência, sendo a violação da ordem reportada ao Ministério Público e a pessoa em questão conduzida ao local do isolamento de imediato pelas autoridades.
  • A generalidade da população não será abrangida por um recolhimento obrigatório. “As pessoas têm cumprido tão bem, seria até um desrespeito pelos portugueses impor um quadro sancionatório”, disse Costa. Porém, todos são aconselhados a ficar em casa o máximo de tempo possível e as autoridades vão “atuar pedagogicamente”, no sentido de que todos o façam.
  • As pessoas mais idosas não vão ter direito a um horário especial para atendimento nos supermercados e outros estabelecimentos que se mantenham abertos. “O que existe é um pedido muito especial a todos os que têm mais de 70 anos ou sofrem de qualquer morbilidade para limitarem as saídas do seu domicílio”, pediu António Costa.
  • Por regra, os estabelecimentos comerciais com atendimento ao público deverão encerrar. Há um conjunto de exceções que estarão detalhadas no decreto. “Padarias, mercearias, supermercados, bombas de gasolina, farmácias, quiosques, ou seja um conjunto de estabelecimentos, e não estou a enunciar todos eles, que desempenhando e vendendo bens aos serviços absolutamente essenciais ao dia-a-dia das pessoas, podem e devem manter-se abertos”, exemplificou Costa.
  • Os centros comerciais vão encerrar, com exceção das lojas no seu interior que sejam de “natureza essencial”.
  • As atividades económicas que não incluam atendimento ao público “devem manter a sua atividade normal”, podendo haver exceções em casos como as que já estão decretadas em Ovar, município onde foi declarado o estado de calamidade pública e que foi colocado em isolamento total.
  • Para já, o racionamento de bens não está nos planos do Governo. “Não há neste momento nenhum racionamento nas lojas nem se justifica que venha a haver”, disse Costa, acrescentando que o objetivo do Governo é “combater a doença sem criar novos problemas que só dificultarão”.
  • As Lojas do Cidadão vão encerrar, mas vão manter-se em funcionamento os postos de apoio ao cidadão localizados junto das autarquias locais.
  • Praticamente todos os serviços públicos vão passar ao regime de teletrabalho. Os serviços que incluem atendimento ao público vão, em grande medida, permanecer encerrados, sendo recomendado neste período “o recurso ao atendimento por via telefónica ou online”. Apenas será possível recorrer a serviços públicos presencialmente mediante marcação prévia.
  • O teletrabalho passa a ser recomendado para todas as empresas, públicas e privadas, cuja atividade possa ser realizada deste modo — embora António Costa não tenha mencionado uma obrigatoriedade. “Esperemos que seja praticado. É uma boa forma de permitir as pessoas continuarem a sua atividade laboral”, disse o primeiro-ministro.
  • As empresas que tiverem de se manter em funcionamento com trabalho presencial, incluindo fábricas, ficam obrigadas a seguir as orientações da DGS relativas ao distanciamento social, à proteção individual dos trabalhadores e à higienização dos locais de trabalho. Esta proteção deve ser assegurada pelas empresas, nomeadamente através da aquisição de bens de proteção individual e de higienização. Estas recomendações aplicam-se a cantinas e refeitórios, que se vão manter em funcionamento.
  • Os bancos vão manter-se em funcionamento. “É a fase de serem os bancos a ajudar todos aqueles que são essenciais de serem ajudados de forma que os rendimentos possam ser assegurados e a atividade económica possa continuar”, disse Costa.
  • Irá haver “regras orientadoras” para a realização de funerais, destinadas a evitar concentrações de pessoas. As regras serão implementadas de forma a respeitar os “sentimentos culturais na sociedade portuguesa”.
  • O Governo criou um gabinete de crise para liderar a resposta à pandemia, do qual fazem parte os ministros de Estado (Finanças, Economia, Presidência e Negócios Estrangeiros), a ministra da Saúde, o ministro das Infraestruturas, o ministro da Administração Interna e o ministro da Defesa Nacional.

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