Prémio Anual da Cidadania 2019

Premio Anual Cidadania

Prémio Cidadania 2019

ASTA – Associação Sócio-Terapêutica de Almeida IPSS

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O que é a ASTA

Principais motivos para a atribuição do Prémio:

  • Impacto na Comunidade
  • Desenvolvimento do Interior
  • Solidariedade Social
  • Resultados alcançados
  • Mobilização do Voluntariado
  • Eficiência na utilização dos meios
  • Sustentabilidade

Menção Especial do Júri 2019

Miguel Duarte – Resgate Marítimo a bordo do Iuventa

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Quem é Miguel Duarte

Principais motivos para a atribuição do Prémio:

  • Solidariedade Social
  • Coragem e Determinação
  • Resultados alcançados
  • Mobilização do Voluntariado
  • Impacto mediático da Iniciativa

A PASC – CASA DA CIDADANIA promove o Prémio Anual da Cidadania o qual visa distinguir um projecto, actividade ou desempenho, na área da promoção da cidadania activa, que se saliente pela sua contribuição eficaz para melhorar a capacidade de participação e envolvimento de uma comunidade com especial incidência nas sinergias entre as vertentes social, ambiental e económica, enquadrada numa cultura de valores éticos.

O Prémio pode ser atribuído a Cidadãos, Associações ou Empresas, residentes em Portugal, sendo as candidaturas apresentadas por Entidades, individuais ou colectivas.

Em 2019 a composição do Júri foi a seguinte :

  • Professor António Gentil Martins
  • Dr Luís Vidigal
  • Drº Mário Baptista
  • Professor Renato Epifânio
  • Almirante Victor Gonçalves de Brito

As candidaturas decorreram até 12 de Fevereiro de 2019, sendo o  Prémio entregue na III Conferência Anual da PASC – CASA DA CIDADANIA, que decorreu no dia 26 de Fevereiro de 2019 na Sala do Senado da Assembleia da República.

As candidaturas foram apresentadas online aqui

Critérios gerais de avaliação (Artº 4º)

Sem prejuízo de pormenorização e de atribuição de ponderações diferenciadas, por parte do Júri, a estabelecer e a formalizar em acta, antes da recepção das candidaturas, os critérios gerais de avaliação do mérito das candidaturas foram:

  1. Grau de inserção da iniciativa no âmbito dos objectivos fixados para o Prémio;
  2. Coerência e razoabilidade da iniciativa face aos meios necessários para a concretizar;
  3. Objectividade e relevância da documentação apresentada;
  4. Inovação e criatividade inerente à iniciativa;
  5. Natureza e âmbito da comunidade a atingir e número de pessoas abrangidas;
  6. Resultados alcançados face aos objectivos propostos;
  7. Evidência de sustentabilidade da iniciativa.

 

Regulamento e Formulário de Candidatura : Regulamento Prémio Anual da Cidadania

Participantes no Primeiro Painel da Conferência Anual da PASC – Casa da Cidadania 2019

Regressar ao Programa da Conferência

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Luís Osório

Escritor e Jornalista de reconhecido mérito. Começou no semanário O Jornal, que viria a dar origem à revista Visão. Esteve no Diário de Notícias alguns anos. Foi comentador político na SIC durante três anos. Coordenou a equipa de investigação do programa de entrevistas “Carlos Cruz Quarta-Feira”. Apresentou o programa “Conversa Privada” na RTP2, Escreveu o script dos Madredeus “O Paraíso, 2000”. Foi membro do Grupo de Trabalho nomeado pelo governo de Durão Barroso para definir as obrigações e os conteúdos do serviço público de televisão (2002). Realizou o documentário “A Casa”, um documentário sobre loucura. Fundou, com Carlos Magno, Luís Delgado e Luís Marinho, o programa de “Rádio Contraditório” na Antena 1. Encenou e assinou a dramaturgia da peça baseada no texto de Daniel Sampaio “Vagabundos de Nós”. Fundou o blog político Causa-Nossa, um blog cultural e de cidadania, com Vital Moreira, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva, Ana Gomes, Luís Nazaré e Jorge Wemans. Esteve na coordenação da campanha eleitoral da candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República. Autor de livros como “Mãe, Promete-me que Lês”, “Queda de Um Homem”, “Amor”, entre outros. Ganhou o Sete de Ouro, o Gazeta Revelação, o Prémio Inovação Manuel Pinto Azevedo. Foi nomeado três vezes para os Globos de Ouro pela autoria de “Portugalmente” e “Zapping”.

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Manuel Arriaga

Licenciou-se em Economia, doutorou-se em Gestão, mas é na área da participação cívica que se tem vindo a destacar internacionalmente. È Professor na Universidade de Nova Iorque e um dos fundadores do Fórum dos Cidadãos, projeto dedicado à promoção da democracia participativa e participação cívica. É o autor do livro “Reinventar a Democracia: 5 Ideias para um Futuro Diferente” (2014), o qual foi publicado no Reino Unido, Portugal e Grécia. É também membro-associado do Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa..

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Mendo Henriques

É professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e presidente do Nós, Cidadãos. Foi diretor de serviços no Instituto da Defesa Nacional, onde desenvolveu manuais de cidadania e dirigiu os Cursos de Cidadania para Professores do Ensino Secundário. Dirigiu e foi autor da coleção de livros “Batalhas de Portugal”. Coordenou o projeto “Os cidadãos e o reordenamento da segurança e defesa”, a primeira proposta de serviço militar voluntário em Portugal e o Conselho de Formação Cívica, que recomendou a Educação para a cidadania no ensino básico e secundário. Esteve envolvido em atividades cívicas do MAESL no tempo do Liceu Pedro Nunes, exerceu cargos na Comissão das Comunidades Lusófonas da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi vice-presidente da Associação Portuguesa Ética e Transparência e vice-presidente da Assembleia Geral da Associação de Auditores do Curso de Defesa Nacional. Em 1999 publicou “Bem Comum dos Portugueses” em coautoria com Jorge Braga de Macedo e José Adelino Maltez que foi considerado um manifesto académico. Foi coautor do livro “O Erro da Ota” e em 2007 foi membro fundador do Instituto da Democracia Portuguesa. Apresentando propostas para uma melhor governação. Foi em 2010, membro fundador da Plataforma Ativa da Sociedade Civil, a atual PASC Casa da Cidadania. Em 2012 editou o livro “Plano C- O Combate Da Cidadania”. Em 2015 juntamente com grupos de cidadãos, foi membro fundador do partido “Nós, Cidadãos!”. Nas eleições legislativas de 2015, o NC não obteve representação na AR, mas nas eleições autárquicas de 2017, obteve representação no poder local. É presidente da Comissão Política do NC.

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Marlene Marques

É Presidente da Direção do GEOTA, Grupo de -Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente pela Universidade Nova de Lisboa. É licenciada em Engenharia do Ambiente e Mestre em Política, Economia e Planeamento de Energia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Especialista em estratégia para sustentabilidade urbana e gestão ambiental. É Engenheira do Ambiente do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Loures desde 1994 tendo coordenado e elaboração da candidatura de Loures ao Concurso “Cidades Limpas”. Desempenhou cargos de chefia desde 1998.

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Rodolfo Franco

Estudou Engenharia Aeroespacial no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. Durante o seu percurso universitário realizou diversos trabalhos de associativismo e foi eleito Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Aeronáutica e Espaço – 2012- 2015. Colabora com a Revista do Ar, onde é autor de artigos de divulgação científica. Recebeu a Menção Honrosa no âmbito do Prémio Literário Barão da Cunha do Aero Clube de Portugal. É um dos dinamizadores do Movimento Cívico “Vizinhos do Areeiro”, criado em 2016, movimento associativo de cidadãos que residem e trabalham nesta freguesia. Este movimento é apartidário, de cidadania ativa e causas locais. Constitui um Núcleo da Freguesia do Areeiro da “Vizinhos em Lisboa – Associação de Moradores”, conta também com os núcleos em Alcântara, Alvalade, Arroios, Avenidas Novas e Penha de França. Estes grupos são uma forma de exercer política local para além dos partidos, num modelo de intervenção que é mais eficaz enquanto se mantiver numa perspetiva não partidária, sendo transversal a todas as forças políticas locais. Recorrem às várias ferramentas que permitem levar as propostas/reclamações subscritas pelos cidadãos envolvidos, aos diferentes níveis de governação: Assembleia de Freguesia; Assembleia Municipal ou Assembleia da República.

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Tiago Mota Saraiva

Licenciatura em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa com Especialização em Arquitetura, Território e Memória pela Universidade de Coimbra. Foi Assistente Convidado da Universidade Moderna de Lisboa em 2007 e Assistente Convidado da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa entre 2007 e 2008 e, desde então, tem vindo a tomar parte em diferentes atividades académicas, maioritariamente, fora de Portugal.  Fez parte do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitetos, tendo sido seu Tesoureiro Nacional, e foi correspondente em Lisboa da revista espanhola “Pasajes de Arquitectura y Crítica”. Foi, recentemente, candidato à Mesa da Assembleia Geral da Associação Mutualista Montepio. Atualmente, tem uma coluna de opinião semanal no jornal i e, mensal, no jornal Dia 15. É consultor externo da Câmara Municipal de Lisboa para a implementação da Agenda 21 para a Cultura e membro do Conselho Editorial do Le Monde Diplomatique – edição Portuguesa e é dirigente de duas cooperativas: Trabalhar com os 99% e Largo Residências. Tem dedicado a sua vida cívica, sobretudo, a questões relacionadas com o urbanismo e a participação popular.
Foi um dos integrantes do movimento “Que se Lixe a Troika”, que organizou, entre outras coisas, as manifestações de 15 de Setembro de 2012 e 2 de Março de 2013 que, cada uma, terá mobilizado mais de um milhão de pessoas em todo o país e fora de Portugal – Fortaleza (Brasil), Berlim, Barcelona, Bruxelas, Paris e Londres.

Cartaz PASC Conferencia Anual 2019

3ª Conferência Anual da PASC – Casa da Cidadania

Democracia e Cidadania

Encontros e desencontros

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2019
Entre as 14:30 e as 17:30
Assembleia da República – Sala do Senado

Veja aqui os Vídeos de toda a Conferência Video Icon

Entrada livre, mas de inscrição obrigatória

Inscreva-se
Conferencia Sala do Senado

Programa

Veja quem são os participantes do Primeiro Painel

14:00 Recepção dos participantes
14:30 Abertura
  • Jorge Lacão – Vice-Presidente da Assembleia da República
  • Luís Vidigal – Presidente da Direção da PASC – Casa da Cidadania
  • Mensagem do Senhor Presidente da República
15:00 Primeiro Painel

A perspetiva da *Casa da Cidadania*

Moderador:
Nuno Pacheco – Diretor do jornal PúblicoParticipantes:

  • Luís Osório – Escritor e Jornalista
  • Manuel Arriaga – “Fórum dos Cidadãos” e Professor da New York University
  • Marlene Marques – Presidente do GEOTA
  • Mendo Henriques – Professor Universitário UCP
  • Rodolfo Franco – Movimento “Vizinhos de Lisboa”
  • Tiago Mota Saraiva – Arquiteto e militante de várias causas cívicas como a “Que se lixe a Troika”

Debate entre perspetivas cívicas e académicas sobre a forma como acompanham, dinamizam e intervém ativamente de forma orgânica ou inorgânica em torno das grandes causas da sociedade portuguesa

16:00 Intervalo
16:15 Segundo Painel

A perspetiva da “Casa da Democracia”

Moderador:
Luís Vidigal – Presidente da PASC – Casa da CidadaniaGrupos Parlamentares:

Debate sobre a forma como os vários partidos e as comissões parlamentares acompanham e procuram responder aos movimentos sociais e às iniciativas orgânicas e inorgânicas desencadeadas em torno das grandes causas da sociedade portuguesa

17:15 Debate Interação com os participantes, analisando opiniões, contradições e consensos sobre a Cidadania, o Populismo e o relacionamento da Sociedade Civil com os Poderes Públicos no contexto português
17:45 Encerramento Conclusões e Entrega do Prémio “Casa da Cidadania”

 

Esta Conferência pretende ser um encontro ao mais alto nível entre a CASA DA CIDADANIA e a CASA DA DEMOCRACIA, por forma a contribuir para o desenvolvimento de uma cidadania mais ativa e organizada em Portugal, promovendo a participação efetiva em causas de interesse coletivo, dinamizando o trabalho em rede entre todas as associações que têm por objetivo lutar por uma sociedade mais justa, solidária e que pretendem reforçar a confiança entre a sociedade civil e os poderes públicos, nomeadamente através da mediação e busca de consensos.

Nesta conferencia pretende-se analisar as relações entre a Cidadania (ou a falta dela) e os riscos do populismo, assim como debater o papel, a importância e as fragilidades da Sociedade Civil na suas relações com os Poderes Públicos e os Órgãos de Soberania

O 1º Painel – A perspetiva da Casa da Cidadania  constituirá num debate entre perspectivas cívicas e académicas sobre a forma como se acompanham, se dinamizam e se intervém ativamente de forma orgânica ou inorgânica em torno das grandes causas da sociedade portuguesa.

O 2º Painel – A perspetiva da *Casa da Democracia” integrará representantes dos vários grupos parlamentares e constituirá um debate sobre a forma como os vários partidos e as comissões parlamentares acompanham e procuram responder aos movimentos sociais e às iniciativas orgânicas e inorgânicas da sociedade portuguesa

logo conferencia anual pasc 2019

Colaboração da Assembleia da Republica

Adesão da CPADA – Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente

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Numa cerimónia realizada no dia 21 de Novembro foi estabelecido um Protocolo de cooperação entre a CPADA e a CASA DA CIDADANIA, com o objectivo de enquadrar a permuta de categoria de associado e a colaboração enre as duas partes com vista à promoção e desenvolvimento de atividades de interesse comum.

 

Segundo informação constante no site http://www.cpada.pt , “A Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente foi criada em 1991, na sequência do 1º Encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente (Viseu, 1989), e é a maior organização ambientalista do nosso País, integrando 110 ADA/ONGA (Associações de Defesa do Ambiente/Organizações Não Governamentais de Ambiente) de âmbitos Nacional, Regional e Local, de grande diversidade temática (conservação da natureza, ordenamento do território, património construído, ambiente urbano, transportes alternativos, bem estar animal, agricultura biológica, educação ambiental e actividades específicas, como espeleologia, montanhismo, escutismo e cicloturismo), espalhadas no Continente e Regiões Autónomas, que representam, no seu todo, muitas dezenas de milhar de associados.

 

A Confederação tem como objectivos gerais a defesa do ambiente, nas suas múltiplas vertentes, em particular através do fenómeno do associativismo. É uma rede nacional de Associações de Defesa do Ambiente/Organizações Não Governamentais de Ambiente (ADA/ONGA), um fórum de debate de temas ambientais, um espaço de solidariedade e o parceiro social por excelência em política de ambiente. A Confederação pretende melhorar os processos de informação, decisão e debate entre as ADA/ONGA em matéria de ambiente, promovendo e assegurando o intercâmbio de informações e experiências entre as ADA/ONGA, participar nos debates sobre política de ambiente e defender os interesses das ADA/ONGA junto dos organismos públicos. ”

 

TERTÚLIA – DEBATE Cidadania Digital: Será o Fim da Democracia?

Cidadania Digital - Fim da Democracia

Lisboa, 14 de Dezembro de 2018
Entre as 16:30 e as 19:30

Veja aqui Cidadania Digital

Lisboa – Salão do palacete da Junta de Freguesia do Lumiar
Alameda das Linhas de Torres, nº 156

Metro: Quinta das Conchas (Linha Amarela) – Autocarros: 703, 736, 796 e 206

O desenvolvimento tecnológico, particularmente a Internet, a inteligência artificial e o big data, permitiram acelerar e massificar a comunicação personalizada, através de uma enorme diversidade dos canais digitais. O discurso do ódio, a maquinação dos medos e o aproveitamento das fragilidades da democracia passaram a fazer parte do nosso quotidiano.

A captura do jornalismo por grandes grupos económicos institucionalizou uma comunicação social baseada nas notícias sensacionalistas e de impacto de curto prazo, com menos investigação e com pouco contraditório. Será que estamos a deixar de ser cidadãos para passarmos a viver numa sociedade comandada por algoritmos de computador? Qual o Futuro do Jornalismo? Quem nos governa afinal? Será que trocámos o nosso controlo político por uma aparente liberdade individual de publicar nas redes sociais?

Esta iniciativa da PASC – Casa da Cidadania pretende ser um espaço de debate aberto entre perspetivas diferentes e aparentemente contraditórias, capaz de desconstruir o papel das redes sociais no aprofundamento da democracia participativa ou no seu enfraquecimento.

Programa 6_12_2018

Participação gratuita mas sujeita a inscrição

Inscreva-se

Oradores confirmados

Ana Maria Evans Ana Maria Evans
É Investigadora FCT na Nova Information Management School, Universidade Nova de Lisboa. Doutorada (PhD) em “Government”, pela Universidade de Georgetown, EUA, tem leccionado em universidades portuguesas e estrangeiras, nas áreas de Governo, Políticas Públicas, Política Comparada e Estratégia Política Empresarial. Dedica as suas atividades de investigação científica ao estudo de estratégias de inovação tecnológica, organizacional e política que tornam possível o desenvolvimento colectivo e sustentado de empresas em contextos de grande adversidade. Colabora regularmente com a Comissão Europeia no âmbito do programa H2020, na área de governo e sociedade digital.
Carlos Magno Carlos Magno
É Professor da Universidade de Aveiro. Foi Presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Jornalismo do Porto. Especializou-se em Filosofia da Comunicação e é professor no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM), em Lisboa e docente convidado na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, em Braga. Foi docente das cadeiras de Jornalismo e Literatura, Jornalismo Contemporâneo e Jornalismo Radiofónico, na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Leccionou as disciplinas de Teorias da Comunicação, no ISAG do Porto, e de Cultura Portuguesa, no Instituto Superior Miguel Torga. Foi, ainda, responsável pelas cadeiras de Comunicação e Imagem no MBA do Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (IESF) onde dirigiu um Programa Avançado de Management para executivos de topo. O seu percurso no jornalismo iniciou-se na Rádio Universidade, passou pela RDP, foi Director-Adjunto de Informação da Antena 1, foi Editor do Expresso e fundar a TSF no Porto, onde foi Administrador e Director. Pertenceu à Direcção do Diário de Notícias e fundou o canal de televisão por cabo que deu origem à RTPi.
José-Emílio-Amaral-Gomes José Emílio Amaral Gomes
Economista e futurista. Membro do Grupo dos “Futuros da Sociedade da Informação” da APDSI; Membro da Missão que elaborou o Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal; Docente universitário no ISEG de 1970 a 2001; Assessor Principal do Departamento de Prospectiva e Planeamento.
José Magalhães José Magalhães
É deputado da Assembleia da República na atual Legislatura e foi também deputado nas III,IV, V, VI, VII ,VIII, IX,X, XI, XII Legislaturas. Desempenhou, entre outras, as funções de Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, de Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna e de Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária. É Professor universitário, Escritor, Comentador Político e Consultor independente em Tecnologias de Informação nas áreas de Modernização e Simplificação Administrativas, Governo Electrónico e Combate ao crime..
Jose Vitor Malheiros José Vitor Malheiros
Colunista do jornal Público. Consultor de Comunicação no Ciência Viva. Professor convidado na Universidade Nova de Lisboa. Professor convidado de jornalismo online na Universidade Lusófona. Dirigiu o ComLab da UMIC, Unidade de Missão para a Inovação e Conhecimento.
Paulo Pena DN Paulo Pena
Sociólogo e Jornalista. Grande Repórter do Diário de Notícias.
paulo querido Paulo Querido
É um empreendedor web que se define a si próprio como jornalista-programador, com particular interesse pela Inteligência Artificial e pelo data-journalism. Teve uma carreira de mais de 3 décadas como jornalista e foi consultor de media. Manteve de 2010 a 2013 uma coluna diária no Jornal de Negócios; pertenceu aos quadros de jornais como o Expresso e o Diário Popular e publicou em jornais como o Público e o Correio da Manhã. É autor de vários sítios, livros e projetos. Já colaborou em várias comunicações relacionadas com o advento da Internet e social media
Pedro-Fonseca-ap Pedro Fonseca
Pertence ao TIC Tank – Ciência nas tecnologias e impactos sociais. Foi Editor e Jornalista no Observatório do Mundo Digital Foi Editor Chefe do ComputerWorld. É jornalista freelancer do Diário de Notícias.
Rui Cádima Rui Cádima
Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Coordenador dos cursos de Doutoramento de Ciências da Comunicação e de Mestrado de Novos Media e Práticas Web. Investigador Responsável do CIC.Digital/ICNOVA – Instituto de Comunicação da NOVA FCSH. Últimos livros publicados: O (Des)controlo da Internet. Sobre Pluralismo e Diversidade na Rede. Lisboa: Media XXI, 2017; A Era Digital – Primeiros Impactos. Lisboa: Media XXI, 2015.

Em colaboração com
APDSI Futuros      Apoio institucional JF Lumiar

TERTÚLIA – DEBATE Será Portugal um país racista?

TERTÚLIA – DEBATE

Será Portugal um país racista?

Inclusão social, culturas, segurança e outros medos

Lisboa, 10 de Novembro de 2018
Entre as 14:30 e as 17:15
Fábrica Braço de Prata – Marvila – Lisboa

Participação gratuita mas sujeita a inscrição

Inscreva-se

Será Portugal um Pais Racista

A aceleração das migrações, a convivência intercultural, o agudizar das várias formas de exclusão social e a proliferação de vários medos criam novos e mais urgentes desafios às políticas públicas intersectoriais e à forma como interagimos uns com os outros em espaços que partilhamos e em sociedades cada vez mais diferenciadas e abertas ao mundo.

Esta iniciativa da PASC – Casa da Cidadania pretende ser um espaço de debate aberto entre perspetivas diferentes e aparentemente contraditórias, capaz de desconstruir um dos maiores tabus da sociedade portuguesa, após as recentes recomendações do Conselho da Europa a Portugal, tendo em vista a criação de um país cada vez mais cosmopolita e inclusivo.

Programa

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Quem são os oradores do Painel

Carlos Magno  Carlos Magno

Presidente do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Jornalismo do Porto. Especializou-se em Filosofia da Comunicação e é professor no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM), em Lisboa e docente convidado na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, em Braga. Foi docente das cadeiras de Jornalismo e Literatura, Jornalismo Contemporâneo e Jornalismo Radiofónico, na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Leccionou as disciplinas de Teorias da Comunicação, no ISAG do Porto, e de Cultura Portuguesa, no Instituto Superior Miguel Torga. Foi, ainda, responsável pelas cadeiras de Comunicação e Imagem no MBA do Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (IESF) onde dirigiu um Programa Avançado de Management para executivos de topo. O seu percurso no jornalismo iniciou-se na Rádio Universidade, passou pela RDP, foi Director-Adjunto de Informação da Antena 1, foi Editor do Expresso e fundar a TSF no Porto, onde foi Administrador e Director. Pertenceu à Direcção do Diário de Notícias e fundou o canal de televisão por cabo que deu origem à RTPi.

Godelieve Meersschaert  Godelieve Meersschaert

Psicóloga, fundadora da Associação Cultural Moinho da Juventude. Defensora dos direitos da comunidade onde a Associação está inserida, o Bairro da Cova da Moura, o trabalho de Godelieve ajudou a um melhor reconhecimento das capacidades individuais das minorias étnicas no campo profissional e intelectual, ou seja, empowerment comunitário. Foi condecorada pelo Presidente da República em Março de 2009 É natural da Bélgica, e possui nacionalidade portuguesa, Trabalhou durante mais de 20 anos como Técnica Superior de Informática no Ministério das Finanças

Jorge Vala Jorge Vala

Doutorado em Psicologia Social pela Universidade de Louvain (1984), foi Professor Catedrático do ISCTE-IUL e  Investigador Coordenador no ICS da Univ. de Lisboa, instituição em que é presentemente Investigador Emérito. Tem trabalhado em Psicologia Social dos processos socio-cognitivos, nomeadamente no campo das representações sociais e ideologias, normas sociais e das identidades sociais. Os projectos de investigação que tem em curso articulam estes processos com vista ao estudo do racismo e do preconceito, das migrações, das atitudes políticas, da justiça social e da validação do conhecimento quotidiano.

 Marina Pignatelli Marina Pignatelli

Doutorada em Ciências Sociais, Especialidade de Antropologia (ISCSP-UTL) Pós-Doutoramento Antropologia da Religião/Judaísmo Moçambique (SOAS-U Londres). Licenciatura em Antropologia (ISCSP-UTL) Pós-Graduação em Etnologia das Religiões (FCSH-UNL); Pós-Graduação em Estudos Sefarditas (FLUL); Pós-Graduação em Património Cultural Imaterial (UAberta) Curso Livre de: Parapsicologia e Religião, (Fac. Filosofia Braga); Judaísmo (CNC); Tanatologia (FCSH-UNL); Simbolismo (Fund. Casas de Fronteira e Alorna); Religiões na Contemporaneidade (FT-UCP); Kabbalah (The Kabbalah Centre); Curso de Gestão Civil de Crises (IDN) Mestrado em Ciências Antropológicas (ISCSP-UTL)

Otávio Raposo Otávio Raposo

Pós-doutorando em Antropologia. É  licenciado em Sociologia (2003) na Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), doutorado em Antropologia (2013) e pós-doutorando em Antropologia pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Concluiu o mestrado em Antropologia Urbana (2007) no ISCTE-IUL em associação com a Universidade Rovira i Virgili (Tarragona, Espanha). Entre 2005 e 2009 foi Sociólogo da Equipa de Intervenção Direta da Comunidade Vida e Paz, Instituição de referência no apoio aos sem-abrigo.

Renato Epifânio  Renato Epifânio

Presidente do MIL – Movimento Internacional Lusófono. Professor Universitário; Membro do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, da Sociedade da Língua Portuguesa e da Associação Agostinho da Silva; investigador na área da “Filosofia em Portugal”, com dezenas de estudos publicados, desenvolveu um projecto de pós-doutoramento sobre o pensamento de Agostinho da Silva, com o apoio da FCT: Fundação para a Ciência e a Tecnologia, para além de ser responsável pelo Repertório da Bibliografia Filosófica Portuguesa:

Sheila Khan Sheila Khan

Investigadora, de pós-doutoramento, nas Universidades de Manchester, Department of Spanish and Portuguese Studies, e de Coimbra, Centro de Estudos Sociais (CES). É investigadora convidada no Centro de Investigação em Ciências Sociais (CICS), da Universidade do Minho e investigadora convidada no Departamento de Antropologia Social, da Norwegian University of Science and Technology (NTNU). Doutorada em Estudos Étnicos e Culturais pela Universidade de Warwick, Centre for Research in Ethnic Relations; mestre em Psicologia Social na especialidade dos Cross-Cultural Studies pelo Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); e licenciada em Sociologia das Organizações pela Universidade do Minho. Investigação em estudos pós-coloniais (Moçambique e Portugal), imigrantes moçambicanos em Portugal. História de Moçambique, literatura moçambicana, literatura portuguesa contemporânea/pós-colonial, narrativas de vida e de identidade, memória, exílios e autobiografia, análise literária, epistemologias do sul e metodologias aplicadas aos estudos pós-coloniais.

Plano de Ação Nacional de Administração Aberta – Proposta de Medidas

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No âmbito da participação no Open Government Partnership, promovido pela Agência para a Modernização Administrativa, após consulta às associações, a CASA DA CIDADANIA propôs quatro medidas a implementar :

1.SITAAP – Sistema de Informação para a Transparência dos Atos da Administração Pública : Aumentar a Transparência dos Atos Administrativos e combater a corrupção, dando cumprimento à Lei n.º 104/97, aprovada por unanimidade na Assembleia da República. O SITAAP visa garantir a integração de dados provenientes do Portal Base, do SIOE, do Registo Predial, dos Benefícios Fiscais, da Execução Orçamental e de outras fontes de informação sobre atos administrativos.

2. Prémio CivicApp : Estimular a criação de ferramentas digitais para promover a participação cívica informada e a defesa dos direitos humanos, orientadas sobretudo a população mais jovem.

3. Jogo do Orçamento : Existe em Portugal uma baixa participação dos cidadãos na discussão do orçamento do Estado, no entanto este é uma peça fundamental da democracia e é nele que se inscrevem as prioridades políticas do país para um ano. A democracia nasceu pela revolta dos cidadãos contra a imposição dos soberanos em definir os impostos a cobrar e, posteriormente, a sua aplicação. Hoje deixou de haver esta percepção e é por isso que se torna tão importante a formação e sensibilização, nomeadamente dos jovens que frequentam a universidade e que entram na idade de votar.

4. SIMAD – Os Meus Abonos e Descontos : Criação de um portal capaz de permitir o acesso seguro e privado ao próprio a toda a informação agregada, relativa a remunerações e pensões pagas e declaradas ao Estado e aos respetivos descontos retidos, permitindo a detecção de incongruências por parte do interessado.

 

 

A CASA DA CIDADANIA no “Open Government Partnership”

A “Diagrama”, revista da Agência para a Modernização Administrativa, na sua edição de Junho de 2018, faz um artigo sobre a participação portuguesa no Open Government Partnership, do qual a CASA DA CIDADANIA é parte integrante como representante da sociedade civil portuguesa.
A Open Government Partnership (OGP) é uma iniciativa multilateral, lançada em Setembro de 2011, pelos Chefes de Estado e de Governo de oito países, que subscreveram a designada Declaração de Administração Aberta, à qual o Estado Português aderiu a 13 de dezembro de 2017, comprometendo-se a:

▪     Promover a transparência;
▪     Dar mais poder aos cidadãos;
▪     Combater a corrupção;
▪     Utilizar as novas tecnologias para potenciar a relação entre Estado e Cidadão.

A adesão à OGP implica o desenvolvimento, execução e supervisão de um Plano de Ação Nacional de Administração Aberta, com periodicidade bianual, e que deverá ser gerido através de uma Rede constituída por entidades públicas e da sociedade civil, de que a PASC – CASA DA CIDADANIA é parte integrante.

Conferência “Sistema Eleitoral. A Reforma”

A SEDES, associação membro da CASA DA CIDADANIA, realiza no próximo dia 12 de Setembro, a Conferência “Sistema Eleitoral. A Reforma.” com o Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Conferencia Sistema Eleitoral

Adesão da TAKE C’AIR CREW VOLUNTEERS

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Foi no passado dia 28 de Março ratificado em Assembleia Geral o Pedido de Adesão da Associação TKCV – TAKE C’AIR CREW VOLUNTEERS.

Esta associação, conforme consta dos Estatutos, “tem como fim a promoção e desenvolvimento de projectos de ajuda, de formação e de cooperação para o desenvolvimento sustentável de comunidades, em especial as mais carenciadas, e de instituições e ONG’s, em território nacional e internacional; (…)”.

Foi fundada em 2016 e tem Patricia Melo como Presidente da Direcção.

Pode seguir a actividade da TAKE C’AIR CREW na sua página de Facebook.

Adesão da Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrogão Grande

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Foi no passado dia 28 de Março ratificado em Assembleia Geral o Pedido de Adesão da AVIPG – Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrogão Grande.

Esta associação, conforme consta dos Estatutos, “tem como objeto principal a defesa dos direitos e dos legítimos interesses das pessoas afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande de dois mil e dezassete, bem como a promoção de medidas que previnam e impeçam a ocorrência de circunstâncias futuras idênticas, podendo para o efeito desenvolver todas as atividades adequadas a tal fim(…)”.

Foi fundada em 2017 e tem como Presidente da Direcção a Dra. Nádia Piazza.

Pode seguir a actividade da AVIPG na sua página de Facebook.

2ª Conferência Anual da PASC – CASA DA CIDADANIA

PROGRAMA

16h30 Recepção dos participantes

 

17h00 – 17h15 Sessão de Abertura

Boas Vindas

  • Prof. Doutor José Dias Coelho, Presidente da Direção da PASC
  • Dra. Maria Perpétua Rocha, Coordenadora do

Conselho de Representantes da PASC

 

17h15 – 17h45 Conferência Principal

Prof. Doutor João César das Neves, “Particularidades da Cidadania Lusa”

Univ. Católica Port. – Católica Lisbon School of Business & Economics

 

17h45 – 18h00 Pausa

 

18h00 – 19h10 Espaço das Associações da CASA DA CIDADANIA

  • DARIACORDAR – Zero Desperdício

Dra. Paula Policarpo

  • AORN – Associação dos Oficiais da Reserva Naval

Eng. Armando Teles Fortes

  • GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

Engª. Marlene Marques e Arqª Irina Gomes

 

19h10 – 19h15 Pausa

 

19h15 – 19h45 Entrega do PRÉMIO CIDADANIA 2017

  • Boas Vindas pelo Presidente da Direção da PASC
  • Prof. Xavier Viegas, “Incêndios Florestais e Cidadania”

Universidade de Coimbra

  • Entrega do PRÉMIO CIDADANIA 2017 à

Associação de Vitimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG) /

Nadia Piazza (Presidente)

  • Intervenção de Sua Excelência o Senhor Presidente da República

Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

 

INSCRIÇÃO GRATUITA PARA : secretariado@pasc.pt

PRÉMIO ANUAL DA CIDADANIA 2017

A PASC – CASA DA CIDADANIA promove o Prémio Anual da Cidadania o qual visa distinguir um projecto, actividade ou desempenho, na área da promoção da cidadania activa, que se saliente pela sua contribuição eficaz para melhorar a capacidade de participação e envolvimento de uma comunidade com especial incidência nas sinergias entre as vertentes social, ambiental e económica, enquadrada numa cultura de valores éticos.

O Prémio pode ser atribuído a Cidadãos, Associações ou Empresas, residentes em Portugal, sendo as candidaturas apresentadas por Entidades, individuais ou colectivas.

Em 2017 a composição do Júri é a seguinte :

Prof. José Dias Coelho, Presidente da Direcção da PASC

Dra. Maria Perpétua Rocha, Coordenadora do Conselho de Representantes da PASC

Prof. Nelson Brito, membro do Conselho Superior da PASC

António Teixeira Lopes, Vogal da Direcção da PASC

Alm. Victor Gonçalves de Brito, Vogal da Direcção da PASC

 

As candidaturas decorrem até 26 de Outubro de 2017, sendo o  Prémio entregue na II Conferência Anual da PASC – CASA DA CIDADANIA, a decorrer no próximo dia 22 de Novembro.

Regulamento e Formulário de Candidatura : Regulamento Prémio Anual da Cidadania

 

 

 

 

Conclusões do Debate sobre Acessibilidades à Região Centro

 

Oradores:

Engenheiros Jorge Paulino, Mário Lopes, Professores do IST – Instituto Superior Técnico;

Engenheiro- Henrique Teles, especialista em transportes;

Presidente da Comissão de Economia , Inovação e Obras Públicas da Assembleia da República-

Deputado Hélder Amaral ;

Presidente da Câmara Municipal de Viseu-Dr. Almeida Henriques;

Presidente da Câmara Municipal de Mangualde-Dr. João Azevedo;

ACA-M- Associação dos Cidadãos Automobilizados-Arquiteto Rogério Lopes Soares.

Moderadora – Jornalista da Radio Renascença, Dra. Liliana Carona

 

O debate foi motivado pelo adiamento da resolução dos constrangimentos, em consequência de uma inadequada rede viária na Região Centro, derivada do pouco poder reivindicativo das populações e da difícil orografia do terreno, para além dos constrangimentos económicos, que nem sempre foram a verdadeira causa.

1-Ficou clara a necessidade da construção da auto-estrada Viseu- Coimbra, pelos números da sinistralidade e pelo volume do tráfego, aliás este Governo tem afirmado que reconhece a importância de resolver o problema da ligação Viseu -Coimbra, haja pois vontade, e, assim consiga anunciar brevemente a finalização do Itinerário Principal da Beira Litoral, com a construção, em perfil de auto-estrada do troço mais difícil de construir, pela dificuldade em ultrapassar o Buçaco.

Apenas houve discordância quanto ao modelo de adjudicação/construção .

2-A construção da ferrovia Aveiro- Vilar Formoso, faz igualmente muito sentido,
A Região de Viseu tem a sua população estagnada desde 1864 e a sua economia poderia ter um crescimento que a colocasse entre as zonas mais desenvolvidas como aconteceu na idade média, quando a economia dependia mais das potencialidades e menos da vias de comunicação.

Circulam/ dia na A25 , em média 15000 veículos dos quais 1/3 são veículos pesados , muitos de transporte internacional.

Está por fazer o balanço do sofrimento dos motoristas que muitas vezes se confessam exaustos, quantas vezes circulam, sem se lembrarem onde passam. Mas há um dado que sabemos, 1/3 dos acidentes são da responsabilidade deste estado de fadiga, com todas as consequências pessoais e económicas daí derivadas, já para não falar da enorme agressão ambiental .

Quantos veículos pesados poderíamos dispensar se tivéssemos um comboio que nos ligasse de Aveiro à Europa, e, a partir dessa via até ao resto de País.
Analisada a modernização prevista para a linha da Beira Alta, percebeu-se que corresponde essencialmente às obras necessárias à sua modernização, mantendo-se uma via única em bitola ibérica. O melhoramentos previstos não vêm resolver os problemas e não preveem qualquer ligação a Viseu, ficando acordado entre os respetivos autarcas a solicitação imediata da ligação Viseu – Linha da Beira Alta em autocarro.

3-Os principais eixos ferroviários em bitola europeia, Lisboa -Porto, Lisboa -Badajoz e
Aveiro-Salamanca , deveriam ser servidos por Linhas de bitola europeia, mistas (passageiros e mercadorias) e de grande capacidade (via dupla), de bitola europeia . Nenhuma destas Linhas foi ou está a ser construida e sem essas ligações estruturantes de ligação Nacional e à Europa, a breve trecho a nossa região será uma ilha ferroviária na União Europeia, como aliás todo o País, que nos colocará fora das rotas preconizadas para um desenvolvimento global.

4-Os Viseenses reclamam uma ligação condigna às cidades vizinhas, à capital, ao mar e à Europa, impossível com pequenas intervenções e remodelações. A nossa exigência passa pela concretização destas obras por demais adiadas.
O sonho é nosso , cabe aos Governantes que nos concretizam os sonhos, fazendo o impossível tornar-se finalmente realidade, pensar que as obras que realizam e as suas inaugurações são momentos mágicos para celebrar o início de uma nova era civilizacional, alavanca do progresso e decidir por forma a colocarem-se do lado certo da História.

E não vender-nos ilusões …

Texto elaborado pela PROVISEU

 

“Ambiente e Sistemas de Gestão Ambiental”

Comunicado da ACRÉSCIMO

 

Em mais um Dia Mundial do Ambiente propõe-se uma breve reflexão sobre os sistemas de gestão ambiental, incluindo os relacionados com os recursos florestais. Hoje, estes sistemas têm, pela procura evidenciada, uma mais valia comercial. Mas, será que esta mais valia comercial equivale sempre a uma mais valia ambiental?

Com efeito, no que mais de perto toca aos sistemas florestais e a jusante destes, existem exemplos que podem potenciar um desligamento entre ambas as mais valias. Onde, aparentemente, aos olhos de muitos cidadãos, a mais valia comercial não coincide com uma mais valia ambiental.

Como exemplo. A situação que, há cerca de dois anos, persiste no rio Tejo, com emissões poluentes, quase diariamente, alegadamente descarregadas para este curso de água internacional por uma unidade fabril da indústria papeleira, detentora de certificações de gestão ambiental de várias designações, cores e feitios, poderá ser ilustrativo deste desligamento.

Assim, enquanto de um lado as populações ribeirinhas se queixam da qualidade da água no rio Tejo, dos efeitos nefastos sobre espécies aquícolas, do impacto negativo sobre as atividades humanas diretamente relacionadas com o rio, exibindo vasta documentação fotográfica e em vídeo, do outro lado, constata-se que, de uma entidade certificadora do sistema de gestão ambiental definido pela Norma ISO 14.001, a mesma argumenta, quanto à unidade fabril que auditou, que:

A CELTEJO identificou todos os requisitos legais com relação às águas residuais.

A APA – Administração Pública do Meio Ambiente, é conhecedora da situação e uma nova licença foi emitida.

A empresa realizou uma verificação periódica de forma adequada.Recursos humanos e recursos económicos foram disponibilizados pela empresa com o objetivo de eliminar a causa raiz desta situação. Ou seja, grosso modo, está identificada a situação. Todavia, mantém-se a mais valia comercial, reconhecendo que a mesma não resulta, pela situação criada e evidenciada pela empresa, numa mais valia ambiental. Longe disso!

Apesar de oportuno, mas fora do âmbito dos sistemas de gestão ambiental, não se questiona aqui o desempenho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no que respeita ao disposto no n.º 1 do Art.º 66.º da Constituição da República Portuguesa, nem mesmo quanto ao cumprimento de Diretivas Comunitárias relativas à água e resíduos.

Esta situação, numa unidade da indústria papeleira, enquadra-se num quadro mais vasto no que toca ao posicionamento desta indústria em poluição atmosférica, do meio aquático e do Território (os incêndios, a paisagem, os solos, a biodiversidade).

 

NOTA DE ENQUADRAMENTO:
A Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal, é uma organização cívica, sem fins lucrativas, não confessional, nem setorial, mas com enfoque nas florestas, que tem por objeto a promoção de negócios associados às atividades florestais, que sejam economicamente sustentados, ambientalmente sustentáveis e socialmente responsáveis, ou seja, que se enquadrem nos princípios da Economia Verde, num contexto de Desenvolvimento Sustentável.

“A FIABILIDADE DA ÁREA ARDIDA REGISTADA EM PORTUGAL”

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A ACRÉSCIMO, associação membro da PASC – CASA DA CIDADANIA, emitiu o seguinte comunicado :

“No dia de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para 2017, a ocorrer na Lousã, importa questionar da fiabilidade dos números tornados públicos sobre a área ardida em Portugal.

Os factos: De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2016, hoje citado pelo jornal Observador, registaram-se 13.333 incêndios florestais, menos 18,2% do que em 2015, que consumiram 154.944 hectares, mais do dobro do que em 2015. De acordo com o 9.º Relatório Provisório de Incêndios Florestais, referente ao período de 1 de janeiro a 15 de outubro de 2016, o último até à data disponibilizado no site do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que faz referência à base de dados nacional de incêndios florestais, foram registados 160.490 hectares de área ardida, entre povoamentos (85.785 hectares) e matos (74.705 hectares). Entre 15 de outubro e 31 de dezembro foi registada ainda área ardida, a qual consta nos dados disponibilizados pelo EFFIS (European Forest Fire Information System).

Dos dados de área ardida constantes no RASI para o ano de 2016 aos disponibilizados pelo ICNF, só até 15 de outubro, registam-se mais de 5,5 mil hectares, ou seja, mais de metade da área do concelho de Lisboa.

Na apresentação hoje do DECIF para 2017, seria interessante ter números mais seguros sobre a área ardida e o número de incêndios registados em Portugal em 2016.
Já, no passado, se registaram várias fontes com diferentes registos sobre incêndios florestais em Portugal. O facto é gerador de falta de credibilidade, mais ainda num país que, na Europa, regista um impacto significativo no que respeita a este fenómeno.

Lisboa, 12 de abril de 2017 ”

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CIDSÉNIOR – “Os Novos Desafios da Representação Política”

O Centro Nacional de Cultura e o Movimento para a Cidadania Sénior (CidSÉNIOR), membro da PASC – Casa da Cidadania, realizam, integrada no Ciclo das «Conferências do Chiado», no próximo dia 14 de Fevereiro, 3ª feira, pelas 18 horas, no Auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian, a Conferência “Os Novos Desafios da Representação Política ”, tendo como orador o Prof. José Gomes Canotilho, e a presença do  Dr. Artur Santos Silva que fará a apresentação do Conferencista e moderará o período de debate, no final.

ACRÉSCIMO – 5 curiosidades da análise na especialidade à “grande reforma da floresta”

A Acréscimo pronunciou-se recentemente quanto à avaliação, na generalidade, do pacote legislativo que o governo anunciou como a “grande reforma de floresta”. Em tempo, suscitou sérias dúvidas quanto à credibilidade deste pacote no combate à desflorestação em curso no país, com uma perda média anual equivalente à área de Lisboa, desde 1990.

Na apreciação na especialidade do pacote legislativo que compõe a “reforma” constaram-se cinco curiosidades:

1. No sistema de defesa das florestas contra os incêndios, a “reforma” propõe a quinta alteração (ler 5.ª) a um diploma de 2006, ou seja, que não perfez sequer 10 anos de vigência, mas registou já quatro alterações. Talvez o facto explique a fiabilidade da estrutura nacional em matéria de defesa das florestas contra os incêndios. As estatísticas são elucidativas;
2. Portugal, a nível europeu e mundial, regista das menores percentagens de área de florestas na posse publica, menos de 2% da área florestal nacional. O país evidencia uma elevada carência ao nível da investigação e da demonstração, com índices de produtividade muito baixas face ao potencial, seja na produção lenhosa ou de cortiça. Todavia, o Estado, por opção governamental, através da “reforma”, pretende reduzir ainda mais esse valor percentual. Com o banco de terras e o fundo de mobilização de terras, o governo pretende englobar num pacote as áreas do Estado (sob o seu domínio e de entidades públicas), para efeitos de transferência de responsabilidades de gestão. Para o efeito pretende criar mais um fundo, talvez para acrescer à falta de transparência da gestão dos já existentes;
3. No regime jurídico das ações de arborização e de rearborização, intitulado no programa do governo de “lei que liberaliza a plantação de eucalipto”, em referência ao Decreto-lei n.º 96/2013, de 19 de julho, o mesmo comprometeu-se no Parlamento com a sua revogação e criação de um novo regime jurídico, supostamente tendo em vista o aumento da produção e da produtividade do pinhal bravo e dos montados de sobro e de azinho. A “reforma” expressa, contudo, uma mera primeira alteração ao diploma de 2013. Acresce que, tal como o diploma de 2013, as decisões de autorização de (re)arborizações
continuam isentas de análises financeira e de risco, ou seja, são aprovadas/autorizadas arborizações e rearborizações sem que esteja assegurada a viabilidade futura da sua gestão técnica e comercial. Mais um convite a incêndios no futuro?
4. Nas sociedades de gestão florestal, para usufruírem de apoios públicos, sejam de âmbito nacional ou comunitário, fica a dúvida se terão o estatuto de micro, pequenas e médias empresas, e se, no âmbito da legislação comunitária vigente, estão submetidas aos conceitos de entidades autónomas, parceiras e associadas. Ou seja, como acontece nas zonas de intervenção florestal, um conceito nebuloso neste domínio, podem as grandes empresas industriais transferir as suas responsabilidades de gestão para efeitos de usufruto de fundos públicos de apoio às florestas, designadamente no âmbito do PDR2020?
5. Não deixa de ser curioso constatar que, na proposta de terceira alteração (3.ª) ao diploma de 2009, referente ao regime jurídico dos planos de ordenamento, de gestão e de intervenção de âmbito florestal, surja um conceito de plano de gestão florestal (PGF) distinto do definido na Lei n.º 33/96, de 17 de agosto, a Lei de Bases da Política Florestal. Esta alteração à Lei, aprovada por unanimidade no Parlamento, por um decreto governamental deve ser visto como um exercício de criatividade jurídica governamental, ou como uma menorização da Assembleia da República?

A Acréscimo suscita ainda as maiores dúvidas quanto às centrais de valorização de resíduos de biomassa florestal residual, seja do ponto de vista de manutenção do fundo de fertilidade dos solos, seja no que respeita ao combate à desflorestação, ou no impacto sobre o Orçamento, designadamente pelo recurso a financiamento público para custear parte ou a totalidade dos encargos com a concentração, extração e transporte dos resíduos de biomassa florestal residual, sobretudo os decorrentes de operações de silvicultura (limpezas intra e interespecíficas, desramações e desbaste sem valor comercial).

Em conclusão, a atual “grande reforma da floresta”, para além de ser classificada como a “gaffe de verão” de 2016, não tem consistência suficiente para poder ser levada a sério. Importa, contudo, estar atento ao que a pode de facto motivar.

Lisboa, 31 de janeiro de 2017

ACRÉSCIMO – Posição sobre a desflorestação em Portugal

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Os dados estatísticos disponibilizados, no final de 2015, pela FAO e pelo Eurostat, referentes ao período 1990-2015, registam a situação única de Portugal, no seio da União Europeia, no que respeita a desflorestação.

Mais recentemente, a Global Forest Watch, em parceria com o World Resources Institute, coloca Portugal nos lugares cimeiros, a nível mundial, no que respeita à perda percentual de cobertura arbórea. Neste último caso, em causa estão apenas as manchas florestais com mais de 30% de coberto arbóreo.

De acordo com o ranking disponibilizado pela Global Forest Watch, Portugal ocupa o quinto lugar entre os países com a maior perda percentual de coberto arbóreo, registado entre 2001 e 2014, face ao que evidenciava no ano de 2000.

No lugar cimeiro do ranking surge a Mauritânia (99,8%), seguida do Burkina Faso (99,3%), das Ilhas Menores Distantes dos Estados Unidos (1) (71,2%), da Namíbia (31,0%) e de Portugal (24,6%).

No lote dos 10 primeiros países em perda percentual de coberto arbóreo seguem-se a Malásia (19,1%), o Benim (18,6%), o Paraguai (18,4%), o Camboja (18,0%) e a África do Sul (17,2%).

Se integrando as Ilhas Menores Distantes no conjunto do território dos Estados Unidos da América, Portugal ascende ao quarto lugar do ranking.
Como anteriormente tornado público, a Acréscimo considera a “reforma da floresta”, anunciada recentemente pelo Governo Português, como pouco credível para contrariar uma situação de descontrolada desflorestação. Esta é a opinião que irá transmitir às diferentes Autoridades Nacionais.

NOTA DE ENQUADRAMENTO:
A Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal, é uma organização cívica, sem fins lucrativas, não setorial, mas com enfoque nas florestas, que tem por objeto a promoção de negócios associados às atividades florestais, que sejam economicamente sustentados, ambientalmente sustentáveis e socialmente responsáveis, ou seja, que se enquadrem nos princípios da Economia Verde, num contexto de Desenvolvimento Sustentável.

Seminário “Tendências e Oportunidades da Economia Circular e Desperdício Alimentar”

A DARIACORDAR, associação membro da PASC, esteve representada no Seminário “Tendências e Oportunidades da Economia Circular e Desperdício Alimentar”, que decorreu no dia 30 de novembro de 2016, entre as 14h00 e as 18h30, na Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.
O evento acontece no âmbito do Observatório do Setor dos Resíduos, um estudo alargado sobre a gestão dos resíduos em Portugal e o comportamento do setor nas diferentes áreas, registando a sua evolução e apresentando os dados característicos deste setor de atividade.
O Seminário “Tendências e Oportunidades da Economia Circular e Desperdício Alimentar foi  iniciado pelo Bastonário da Ordem, Eng. Carlos Mineiro Aires, e contou com a intervenção da Eng.ª Dulce Pássaro, Coordenadora Técnico-científica do Observatório do Setor dos Resíduos Portugal, do Eng. Carlos Afonso Teixeira, Coordenador do Conselho Regional Norte do Colégio de Engenharia do Ambiente, e da Eng.ª Lídia Santiago, Coordenadora da Especialização em Engenharia Alimentar, entre outros oradores.
Este Seminário deu o mote para o desenvolvimento do estudo “Desperdício Alimentar em Portugal” a desenvolver em articulação com o Observatório da Nutrição e Alimentação em Portugal.

PRÉMIO ANUAL DA CIDADANIA – Regulamento

PRÉMIO ANUAL DA CIDADANIA

Artigo 1º

Objectivo

O Prémio Anual da Cidadania, adiante designado por Prémio, visa distinguir um projecto, actividade ou desempenho, na área da promoção da cidadania activa, que se saliente pela sua contribuição eficaz para melhorar a capacidade de participação e envolvimento de uma comunidade com especial incidência nas sinergias entre as vertentes social, ambiental e económica, enquadrada numa cultura de valores éticos.

Artigo 2º

Elegibilidade e candidaturas

O Prémio pode ser atribuído a Cidadãos, Associações ou Empresas, residentes em Portugal, sendo as candidaturas apresentadas por Entidades, individuais ou colectivas, devidamente identificadas, que descrevam o projecto, actividade ou desempenho e que incluam nota justificativa do respectivo mérito na óptica da promoção da cidadania activa.

Artigo 3º

Júri

  1. O Júri será constituído por personalidades, nacionais ou estrangeiras, de reconhecido mérito e excelência que se destacaram ou destacam na promoção de uma cultura de cidadania activa.
  2. O Júri será escolhido pela Direcção da PASC – Casa da Cidadania para um mandato coincidente com mandato dos Órgãos Sociais, sendo constituído por cinco membros que entre si escolherão o Presidente.
  3. O Júri estabelece, na sua primeira reunião, quais os critérios para apreciação e seriação das candidaturas.
  4. Os membros do Júri não são elegíveis para o Prémio.

 

Artigo 4º

Critérios gerais de avaliação

Sem prejuízo de pormenorização e de atribuição de ponderações diferenciadas, por parte do Júri, a estabelecer e a formalizar em acta, antes da recepção das candidaturas, os critérios gerais de avaliação do mérito das candidaturas são:

  1. Grau de inserção da iniciativa[1] no âmbito dos objectivos fixados para o Prémio;
  2. Coerência e razoabilidade da iniciativa face aos meios necessários para a concretizar;
  3. Objectividade e relevância da documentação apresentada;
  4. Inovação e criatividade inerente à iniciativa;
  5. Natureza e âmbito da comunidade a atingir e número de pessoas abrangidas;
  6. Resultados alcançados face aos objectivos propostos;
  7. Evidência de sustentabilidade da iniciativa.

 

Artigo 5º

Natureza e atribuição do Prémio

  1. O Prémio é de natureza simbólica, e será formalizado por diploma assinado pelo Presidente do Júri e pelo Presidente da Direcção da PASC – Casa da Cidadania.
  2. Por deliberação do Júri, o Prémio poderá ser atribuído ex aequo.
  3. O Prémio será entregue durante a Conferência Anual da PASC – Casa da Cidadania, sendo divulgado com antecedência relativamente à cerimónia de entrega.
  4. Os premiados autorizarão a PASC – Casa da Cidadania a publicitar a respectiva identidade e a síntese dos aspectos essenciais da iniciativa premiada.

 

Artigo 6º

Difusão dos prazos para candidatura

A data limite para apresentação anual das candidaturas será aprovada pela Direcção da  PASC – Casa da Cidadania e divulgada anualmente através das Associações que a integram, sendo igualmente difundida por nota de imprensa, também disponível no sítio electrónico “pasc.pt” e nas redes sociais.

 

Artigo 7º

Formalização das candidaturas

  1. As propostas serão apresentadas através do preenchimento do formulário anexo, podendo ser complementadas com documentos que sejam considerados relevantes para o Júri apreciar o mérito da candidatura.
  2. O júri poderá solicitar informação adicional para melhor apreciação da candidatura.
  3. Apenas serão consideradas propostas relativas a iniciativas que decorram no território nacional.

 

Artigo 8º

Omissões e dúvidas

As omissões e as dúvidas sobre o regulamento serão resolvidas pela Direcção da PASC – Casa da Cidadania.

Artigo 9º

Entrada em vigor e revisões

  1. O regulamento entra em vigor após ratificação pela Assembleia Geral da PASC – Casa da Cidadania.
  2. O regulamento será sujeito a revisão sempre que existir recomendação do Júri nesse sentido, sem prejuízo de não interferir num processo de candidatura em curso.

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Anexo :Formulário da Candidatura

[1] Projecto, actividade ou desempenho

SEDES – MESA – REDONDA – BREXIT: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA PORTUGAL

ORADORES:

MARGARIDA MARQUES – SECRETÁRIA DE ESTADO DOS ASSUNTOS EUROPEUS
KIRSTY HAYES –  EMBAIXADORA DO REINO UNIDO EM PORTUGAL
LUÍS MIRA AMARAL –  ENGENHEIRO/ECONOMISTA
PAULO SANDE –  PROFESSOR DE CONSTRUÇÃO EUROPEIA, UNIVERSIDADE CATÓLICA

MODERAÇÃO:

PAULA REDONDO, PELA SEDES

Dia 21 de novembro, segunda-feira – 21h00
Local: SEDES – Rua Dq. de Palmela, Nº. 2 – 4º. Dtº. – Lisboa

Entrada livre sujeita  a inscrição até 18 de novembro em conferencias@sedes.pt

SEDES – Encontro-Debate sobre OE 2017

A SEDES, associação membro da PASC – CASA DA CIDADANIA,  realizou no passado dia 15 de novembro, um Encontro-Debate sobre o Orçamento de Estado para 2017, com a presença do Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno, e com moderação do Prof. Luís Campos e Cunha.

Poderá ver a reportagem na SIC Noticias aqui.

1ª Conferência Anual da PASC – Casa da Cidadania

A PASC realiza a sua 1ª Conferência Anual, na qual aborda os temas da Cidadania Ativa, o Cluster do Mar, e, a Reforma da Administração Pública. A participação é gratuíta mas de inscrição obrigatória para o mail : secretariado@pasc.pt

 

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DARIACORDAR – Novos Orgãos Sociais

 

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A DARIACORDAR, associação membro da PASC, elegeu os novos Corpos Sociais para o quadriénio 2016/2020, em consequência da Assembleia Geral do passado dia 24 de Agosto.

Assim , a composição dos Corpos Sociais é a seguinte :

Assembleia Geral

  • Graça Mariano
  • Isabel Torres de Noronha
  • Sofia Roque

Direção

  • Paula Almeida Policarpo
  • Maria Guilhermina Gomes Teixeira
  • Iva Maria Miranda Pires

Conselho Fiscal

  • António Teixeira Lopes
  • Adriana Carmo
  • Joaquim Rocha Afonso

 

 

 

 

ACRÉSCIMO – Ciclo de Jantares

A ACRÉSCIMO, associada da PASC, promove um Ciclo de Jantares subordinado ao tema “Território, Desenvolvimento Sustentável e Alterações Climáticas”. No próximo dia 4 de Novembro, será dedicado à “Valorização do Interior, a importância da coesão territorial e o combate à desertificação.”

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Conferência “Indústria Naval Portuguesa, Que Futuro…”

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A PASC, através do Grupo de Trabalho da Causa do “Mar”, realiza no próximo dia 30 de Junho, a Conferência inserida no Ciclo de Conferências “Hypercluster do Mar”, com o tema “Indústria Naval Portuguesa, Que Futuro…”, tendo como Orador, o Alm. Victor Gonçalves de Brito, membro da Direcção da PASC.

A Conferência terá lugar no Clube de Oficiais da Marinha Mercante (Tv. São João da Praça, 21 – Tel. 913421221), pelas 18 horas.

A participação é gratuita mas sujeita a inscrição para o mail fatimalopes2000@gmail.com.

Conferência “Radiografia da Situação Portuguesa – Pontos Fracos e Fortes.”

Decorreu no passado dia 2 de Junho, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, a Conferência “Radiografia da Situação Portuguesa – Pontos Fracos e Fortes” inserida no Ciclo de Conferências “Cidadania Ativa”.

Teve como Orador o Prof. Nuno Garoupa, Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e como Moderador, o General Garcia Leandro, Vice-Presidente do Conselho Superior da PASC, tendo a Introdução estado a cargo do Prof. José Dias Coelho, Presidente da Direcção da PASC.

1ª Reunião do Conselho Superior

Decorreu no passado dia 31 de Maio, nas instalações da Associação Empresarial Portuguesa, em Lisboa a primeira reunião do recém constituído Conselho Superior, orgão previsto nos Estatutos da PASC.

Estiveram presentes o Dr. João Salgueiro, eleito Presidente do Conselho Superior, o General Garcia Leandro, eleito Vice-Presidente, o Dr. António Andrade (Representante da MÉDICOS DO MUNDO), o Prof. Gentil Martins (Representante do CAVITOP), o Dr. António Teixeira Lopes (Representante da DARIACORDAR), o Eng. Armando Teles Forte (Representante da AORN), a Dra. Paula Policarpo (Representante da DARIACORDAR), o Prof. Luis Campos e Cunha (Representante da SEDES), o Dr. José Roquette, o Prof. José Dias Coelho (Presidente da Direcção da PASC), a Dra. Maria Perpétua Rocha, a Dra. Marlene Marques (Representante do GEOTA), o Dr. Raúl Mascarenhas (Representante da APDSI), o Dr. Renato Epifânio (Representante do MIL), a Dra. Teresa Rio Carvalho (Representante da APRe!), o Alm. Victor Brito (Representante da APE).

o Conselho Superior é um orgão consultivo, que tem por objectivo ajudar a Direcção na definição das estratégias da PASC, bem como emitir pareceres nos mais variados domínios sobre matérias específicas.

MERCADO ÚNICO DIGITAL EUROPEU – TRANSFORMAÇÕES ECONÓMICAS, COMPETÊNCIAS E EMPREGABILIDADE: 14º Fórum da Arrábida – Repensar o Futuro da Sociedade da Informação, uma organização da APDSI, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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A PRIVACIDADE É UM DIREITO DOS CIDADÃOS: conclusões da Conferência “Privacidade e Segurança na Sociedade da Informação – Lições Aprendidas 2015”, organizada pela APDSI, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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PORTUGAL 2020: ciclo de ações de formação organizadas pela APG, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · Sede Nacional da APG em Lisboa · Fevereiro – Março de 2016.

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Portugal 2020 · Enquadramento Geral

A 9 de Julho de 2015, o Governo Português assinou um Memorando de Entendimento com o Banco Europeu de Investimento, permitindo a Portugal facilitar a execução do programa Portugal 2020, que implica um envelope financeiro de 25 mil milhões de euros, que financiará a estratégia de desenvolvimento económico, social e territorial a promover até 2020, e que se encontra consagrada no Acordo de Parceria assinado a 31 de Julho de 2014 entre Portugal e a Comissão Europeia.

Estes princípios de programação prosseguem linhas de orientação estratégica alinhadas com as iniciativas emblemáticas, metas e prioridades da Estratégia Europa 2020, tendo sido definidas como prioridades:

  • a competitividade e a internacionalização das empresas portuguesas;
  • a inclusão social, assumindo uma relevância importante o combate à pobreza e à exclusão social, a criação de emprego e a taxa de empregabilidade enquanto mecanismos de majoração de apoios a atribuir aos promotores.

Haverá duas ações de formação, cada uma com a sua especificidade:

Como Elaborar uma Candidatura Ganhadora · 18 de Fevereiro de 2016

Os mecanismos de financiamento serão competitivos, transparentes e seletivos. Contratualizam-se resultados, não se financiam projetos. A atribuição dos apoios está sujeita a uma análise técnica mais exigente do que no passado, o que requer da parte dos promotores uma preocupação sobre a forma como os projetos devem ser estruturados, a rede de parceiros a envolver, a identidade do território a potenciar, bem como o mérito e a mais-valia dos impactos gerados alinhados com os objetivos preconizados pela Estratégia Europa 2020 e estabelecidos no Acordo de Parceria assinado com Bruxelas.

Oficinas dos Projetos Individuais: O Regime de Vales Simplificados · 1 de Março de 2016

Estão previstas no Portugal 2020 candidaturas em regime simplificado para o desenvolvimento de pequenos projetos individuais até 20000 euros, que serão atribuídos em forma de vale para apoiar a investigação, o desenvolvimento, a inovação, a qualificação e o empreendedorismo, respeitados certos critérios objetivos.

Destinatários

  • Agentes educativos, consultores, formadores e professores;
  • Diretores comerciais, de formação, inovação, internacionalização, recursos humanos e tecnologia;
  • Dirigentes e gestores de PMEs, Micro-empresas e Start-up’s, de desenvolvimento do capital humano, de formação, de formação e aprendizagem ao longo da vida em organizações de economia social, de inovação, de projetos de educação, de projetos de empreendedorismo;
  • Empresários e empreendedores;
  • Investigadores;

Objetivos Gerais

Apoiar os participantes a pensar, desenhar e estruturar uma candidatura de acordo com a tipologia de investimento a realizar, considerando as prioridades, os objetivos, as iniciativas emblemáticas, o mérito e os impactos do projeto alinhados com os mecanismos de avaliação estabelecidos nos regulamentos dos Programas Operacionais Temáticos e Regionais do Portugal 2020.

Metodologia

A partir de um referencial inicial apresentado pelo facilitador, irão produzir-se interações com os participantes, os quais poderão previamente enviar perguntas ou assuntos a abordar.

Abordar-se-ão situações e o estudo de casos concretos; far-se-á recurso a uma simulação de candidatura recorrendo ao Balcão 2020.

Serão distribuídos aos participantes uma série de recursos: bibliografia aplicada, manuais dos programas operacionais, estudos da Comissão Europeia e lista de vídeos de acesso livre e recomendado.

Quanto às Oficinas Temáticas, pretende-se que funcionem como espaços de partilha e de transferência de conhecimentos, saberes e boas-práticas, de forma a que os presentes possam construir a solução mais adequada ao conceito e tipologia de projeto que pretendem alavancar com uma candidatura ao Portugal 2020.

Antes dos trabalhos será remetido a cada participante um diagnóstico de necessidades para se alinhar o conteúdo programático da sessão com o tipo de soluções que se pretende desenvolver na oficina.

Formador

miguel-toscano-2Miguel Toscano · Licenciado em Economia do Desenvolvimento · Executive MBA em Gestão de Negócios · Especialização em Consultoria de Gestão · Experiência profissional de 25 anos nos domínios do emprego, da formação profissional e da consultoria de recursos humanos · Desde 2000, tem exercido vários cargos de gestão e de direção em grupos empresariais de recursos humanos · Consultor e formador em projetos europeus e projetos de Economia Social · Foi coordenador do domínio da Economia Social do projeto Estratégia Europa 2020: Oportunidade, Sim ou Não?, uma iniciativa da Comissão Europeia em Portugal promovida pelo Centro de Informação Europeia Jaques Delors.

Local de realização e contactos

Sede Nacional da APG
Avenida António Augusto de Aguiar, nº 106 – 7º • 1050-019 Lisboa

Tel.: 21 358 09 12
E-mail: global@apg.pt

Como Elaborar uma Candidatura Ganhadora · 18 de Fevereiro de 2016 · 9h30 – 13h00 e 14h00 – 17h30

Objetivos Específicos

No final da ação de formação, os formandos deverão estar aptos a:

  • Enquadrar a Estratégia Europa 2020 e o Acordo de Parceria no contexto do Quadro Estratégico Comum e do Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 que regulam o financiamento da política da coesão, dos programas comunitários e de referência nacional;
  • Compreender a arquitetura programática do Portugal 2020 identificando eixos prioritários, iniciativas emblemáticas, objetivos temáticos e as prioridades de investimento;
  • Conhecer fatores críticos de sucesso para elaborar uma candidatura ganhadora, nomeadamente tipologias de investimentos, parâmetros de elegibilidade, critérios de valorização e de majoração, e condicionantes a considerar nas fases de desenho, estruturação e engenharia financeira de candidaturas;Programação Financeira para 2014-2020
  • Apoiar as organizações a desenhar as suas próprias candidaturas.

Conteúdo Programático1

I · Estratégia Europa 2020 e o novo Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020

  1. Política de coesão e perspetivas financeiras: prioridades, objetivos e instrumentos;
  2. A Estratégia Europa 2020: prioridades, objetivos, iniciativas emblemáticas e metas;
  3. Estruturação do Quadro Estratégico Comum:

    1. FdC;
    2. FEADER2;
    3. FEAMP;
    4. FEDER;
    5. FSE;
  4. A nova lógica plurifundo e de cruzamento de fundos: Regulamento (UE) n.º 1303/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho de 17/12/2013;
  5. O Acordos de Parceria e as prioridades europeias de financiamento para o período 2014-2020;

II · Portugal 2020 · Um envelope financeiro de 25 mil milhões de euros em apoios

  1. Do Programa Nacional de Reformas ao Acordo de Parceria Português;
  2. O Acordo de Parceria: pressupostos e linhas de orientação da nova Programação Financeira;
  3. A Arquitetura Programática do Portugal 2020:

    1. Os 4 Programas Operacionais Temáticos;
    2. Os 5 Programas Operacionais Regionais (no Continente);
    3. O PDR 2020 – Programa de Desenvolvimento Rural (no Continente);
    4. O MAR 2020 – Programa Operacional do Mar;
    5. O POAT 2020 – Programa Operacional de Assistência Técnica;
  4. Beneficiários, modalidades de candidatura, objetivos temáticos, prioridades de investimento, tipologias de projeto e de operações, critérios de elegibilidade e de valorização, limites e sistema de reembolso de incentivos, taxas de financiamento e de majoração, despesas elegíveis, regime de contratualização, monitorização de impactos, sistema de bonificações versus penalizações, obrigações dos promotores;
  5. Procedimentos administrativos a considerar nas fases de execução, gestão, controlo e reporting de candidaturas, da apresentação ao fecho da candidatura;
  6. O Balcão 2020: Plataforma on-line de informação e apresentação de candidaturas;
  7. O Plano de Avisos: Concursos abertos;

III. Como elaborar uma candidatura de sucesso

  1. Ponto de partida: o conceito de projeto;
  2. Perguntas chave a considerar (tipologia de formulários de candidatura);
  3. Desenho e modelo de negócio;
  4. Estruturação de pacotes de trabalho;
  5. Orçamentação;
  6. Disseminação e promoção de outputs;
  7. Avaliação e monitorização de impactos;
  8. Simulação de uma candidatura no Balcão 2020;

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  • Sócios Efetivos e Coletivos: 225,00€ + 23% IVA = 276,75€.
  • Sócios Aderentes (estudantes) e Desempregados: 100,00€ + 23% IVA = 123,00€.
  • Não Sócios: 300,00€ + 23% IVA = 369,00€.

Oficinas dos Projetos Individuais: O Regime de Vales Simplificados · 1 de Março de 2016 · 9h30 – 13h00

Objetivos Específicos

No final da ação de formação, os formandos deverão estar aptos a:

  • Identificar a arquitetura programática do Portugal 2020 e enquadrar as tipologias de projetos e de investimentos ao abrigo do Sistema de Vales Simplificados;
  • Conhecer os domínios estratégicos prioritários de suporte às candidaturas no âmbito das políticas de investigação e desenvolvimento tecnológico, criação de valor baseada na inovação, educação, formação e aprendizagem ao longo da vida; internacionalização e desenvolvimento do empreendedorismo qualificado e criativo;
  • Simular uma candidatura a um Vale Simplificado;

Conteúdo Programático1

I · O Enquadramento Estratégico da Candidatura

  1. Da Estratégia Europa 2020 ao Acordo de Parceria;
  2. Pressupostos e linhas de orientação da nova Programação Financeira para 2014-2020;
  3. Enquadramento dos Vales Simplificados na Arquitetura Programática do Portugal 2020;

II · O Sistema de Vales Simplificados

  1. O Regulamento Específico do Programa:

    1. Eixos de intervenção;
    2. Beneficiários;
    3. Tipologias de serviços a subcontratar;
    4. Tipologias de projetos e respetivos outputs a financiar;
    5. Modalidade de candidatura;
    6. Localização;
    7. Critérios de elegibilidade e de valorização;
    8. Estrutura e fontes de financiamento;
    9. Despesas elegíveis;
    10. Regime de contratualização;
    11. Obrigações dos promotores;
  2. Procedimentos administrativos a considerar, da apresentação ao fecho da candidatura, nas fases de:

    1. Execução;
    2. Gestão;
    3. Controlo;
    4. Reporting de candidaturas.
  3. Análise e Interpretação do Plano de Avisos: Concursos Abertos;

III · Simular uma candidatura no Balcão 2020

  1. Ponto de partida: O conceito de projeto e respetivo modelo de negócio;
  2. As 5 perguntas chave dos formulários de candidatura;
  3. Definição dos pacotes de trabalho:

    1. Gestão de projeto;
    2. Implementação e produção de outputs (produtos, serviços, soluções e ações piloto);
    3. Disseminação e promoção;
    4. Exploração e sustentabilidade;
    5. Qualidade e avaliação de impactos;
  4. Orçamentação:

    1. Princípios;
    2. Regras;
    3. Estratégia de cross-funding;
  5. Simulação de uma candidatura no Balcão 2020;

Investimento3

  • Sócios Efetivos e Coletivos: 125,00€ + 23% IVA = 153,75€.
  • Sócios Aderentes (estudantes) e Desempregados: 50,00€ + 23% IVA = 61,50€.
  • Não Sócios: 175,00€ + 23% IVA = 215,25€.

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  1. A APG reserva-se o direito de proceder a alterações de parte do programa e/ou de formador sempre que tal se justifique e por razões de força maior. ↩ ↩
  2. Consultar também o Rural Development Gateway 2014-2020. ↩
  3. Inclui documentação e coffee-breaks. ↩ ↩

PEQUENO ALMOÇO GESTÃO DE TERRITÓRIO 2.0: uma iniciativa da APDSI, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · Lisboa · 16 de Fevereiro de 2016.

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No dia 16 de Fevereiro de 2016, entre as 8h00 e as 10h00, a APDSI convida-o a vir tomar o pequeno-almoço em 120 minutos dedicados à conversa informal e troca de experiências sobre “Gestão de Território 2.0”.

Quais as vantagens e desvantagens dos dados territoriais se tornarem abertos? Como impulsionar a participação dos cidadãos no registo territorial através das ferramentas sociais? Estas são algumas questões à volta das quais vai decorrer o próximo Pequeno-Almoço 2.0 da APDSI.

Inscreva-se e venha ter connosco à sede da APDSI, na Rua Alexandre Cabral, nº2 – Loja A, em Telheiras, Lisboa.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e devem ser feitas para secretariado@apdsi.pt, lembrando que a sala é limitada a 20 participantes.

OS “AUMENTOS” DAS PENSÕES: um artigo de Maria do Rosário Gama, membro da Direcção da APRe!, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

Rosário Publico

Os pensionistas da Segurança Social (no passado dia 8 de Janeiro de 2016) e os aposentados da Caixa Geral de Aposentações (a partir de 19 de Janeiro de 2016), com pensões até 628 euros mensais verão as suas pensões “aumentadas” de 0,4%, variando este aumento de 1 euro por mês (!!!) para as pensões mínimas e 2,5 euros para as pensões de 628 euros. Mesmo considerando o aumento do complemento solidário para idosos com que a APRe! se congratula, não pode esta Associação deixar de lamentar e de ver com muita preocupação o baixo valor deste aumento.

A Lei 53-B/2006, repristinada pelo atual Governo e que atualiza as pensões em função da evolução média do Índice de Preços no Consumidor, nos 12 meses anteriores a 30 de Novembro do ano anterior àquele a que as atualizações dizem respeito e do crescimento do PIB, contém na sua fórmula de cálculo a referência ao IAS (indexante dos apoios sociais), valor que serve de base ao cálculo das prestações sociais, e que se encontra congelado em 419,22 euros desde 2010.

Exige-se, pois, a atualização desta lei no que se refere à sua fórmula de cálculo de modo a não distanciar cada vez mais as pensões mínimas do salário mínimo. Desde o final dos anos 90, foi consagrada em lei a convergência gradual entre pensão mínima e salário mínimo, em 2006, o objetivo foi cumprido: o nível mínimo da pensão passou a igualar o valor do salário mínimo nacional líquido, para carreiras contributivas superiores a 30 anos, e a corresponder a uma percentagem desse valor, compreendida entre 65 e 80%, para carreiras mais curtas.

Entretanto, em Outubro de 2006, o Governo aprovou uma resolução que estabeleceu a desindexação dos valores mínimos das pensões do regime contributivo do salário mínimo nacional líquido e a adoção de um novo referencial para o seu cálculo e atualização, o indexante dos apoios sociais (IAS).

O processo de convergência com o salário mínimo nacional líquido, iniciado muitos anos antes e completado em 2006, foi imediatamente revertido. A partir de 2007, os valores mínimos das pensões passaram a ser indexados ao IAS e começaram a divergir do salário mínimo nacional líquido. A divergência de valores, inicialmente impercetível, foi-se acentuando com o passar do tempo e hoje as pensões mínimas aumentam 0,4% enquanto a previsão para o aumento do salário mínimo é de 5%.

Sendo a pensão o salário do aposentado, pensionista e reformado, por que não se aumenta, pelo menos, na mesma proporção?

Para quando, de novo, a convergência entre o salário mínimo nacional e a pensão mínima nacional?

É aceitável a atualização do salário mínimo nacional para o valor de 530 euros mas essa atualização não pode constituir justificação para uma redução de 0,75% na taxa social única (TSU) das empresas. A continuar esta política de redução da TSU, até se atingir o salário mínimo de 600 euros, em 2019, quanto mais iria descer esta taxa paga pelas empresas? Não se entende a contínua aposta, por parte dos empregadores, na diminuição dos custos salariais através da redução da TSU, em vez de aumentarem o valor acrescentado dos seus produtos, através da inovação, da pesquisa de novos mercados, da formação tanto dos trabalhadores como dos empregadores.

Apesar dessa redução não se refletir no salário do trabalhador, não deixa de constituir uma redução nas receitas da Segurança Social, situação desde sempre contestada pela APRe!

Opinião JN 18.01.2016

“DEMASIADAS DÚVIDAS PARA AVANÇAR”- SOBRE A CONSULTA PÚBLICA DO PROJETO DE INTERVENÇÃO DA 2ª CIRCULAR, EM LISBOA: um comunicado de imprensa do GEOTA, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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500 ANOS APÓS A MORTE DE AFONSO DE ALBUQUERQUE – O TRIBUTO QUE SE IMPUNHA: entrevista a Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

Entrevista realizada por Joaquim Magalhães de Castro para o jornal O Clarim de Macau e publicada a 8 de janeiro de 2016.

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No rescaldo do Colóquio que, em Lisboa, no passado mês de Dezembro de 2015, assinalou os 500 anos do desaparecimento físico de Afonso de Albuquerque, O Clarim foi ouvir Renato Epifânio, presidente do MIL – Movimento Internacional Lusófono, entidade que, em parceria com o Arquivo da Torre do Tombo, a Biblioteca Nacional e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal, organizou o evento.

Renato Epifânio começa por lembrar que o Estado português, «por norma», não assinala devidamente este tipo de efemérides, porque insiste «em manter uma relação complexada com a sua história», e, se o fizesse, «certamente haveria muita gente a apontar-lhe o dedo, acusando-o de ser saudosista, eventualmente neocolonialista, quando tudo isso é completamente absurdo». E como o MIL – Movimento Internacional Lusófono não tem esses complexos, deu rosto à iniciativa em parceria com as entidades acima indicadas, nomeadamente a Biblioteca Nacional, que cedeu a sala onde foram apresentados os diferentes painéis.

«Tudo que seja promover a nossa história parece-nos positivo», afirma Epifânio, em jeito de balanço. Mesmo que tal implique situações polémicas, como a que foi gerada pela intervenção do historiador Nuno Teotónio de Souza, português de Goa, que comparou a acção de Albuquerque aos actos terroristas da Al Qaeda, algo «simplesmente absurdo», no entender de Renato Epifânio, «até porque essa organização só tem cabimento na época actual», pois surge devido a uma situação geopolítica muito peculiar. «Conheço razoavelmente bem o professor Teotónio, e acho que ele quis provocar, embora não me pareça que fosse o local e momento adequados para o fazer», comenta.

O personagem Afonso de Albuquerque, é sabido, gera «sinais de simpatia, mas também, inevitavelmente, sinais de antipatia», sobretudo por parte de outros povos. Mas não é o único. Epifânio aponta o exemplo de Afonso Henriques, «aparentemente uma figura consensual», mas que na Galiza, «por razões que nada têm a ver com o anti-portuguesismo, antes pelo contrário», é muito mal vista pelos galegos pró lusófonos, «que almejam de corpo e alma a integração na comunidade lusófona». E porquê, perguntamos todos nós, atónitos? Simplesmente porque Afonso Henriques, em termos históricos, foi o responsável pela cisão de Portugal com a Galiza. Renato Epifânio confessa sentir essa ambivalência: «Por um lado, respeito-o, enquanto fundador de Portugal. Por outro lado, vejo-o como alguém que, porventura, tomou uma decisão errada».

No caso do dito “César do Oriente” há que recuar mentalmente (e moralmente) uns séculos «e é escusado fazer juízos anacrónicos». É claro que, «à luz da nossa grelha de valores, figuras como Afonso de Albuquerque não são enquadráveis». É preciso situá-lo no contexto da sua época, «sem qualquer propósito restauracionista», ressalva o nosso entrevistado. «A acção das pessoas só faz sentido à luz do seu tempo e é à luz da mentalidade do século XVI que queremos (e devemos) avaliar o legado de Afonso de Albuquerque». E sempre numa perspectiva virada para o futuro, «debruçando-nos sobre aquilo que hoje podemos fazer para preservar a língua portuguesa e todas as culturas lusófonas». São de sobra os exemplos e denúncias do muito que há a fazer, «como lembrou a Luísa Timóteo da Associação Cultural Coração em Malaca»1, uma das oradoras do Colóquio, que contou ainda com as participações de Rui Manuel Loureiro e Miguel Castelo Branco, entre outros conhecidos investigadores.

Habituado a organizar múltiplos eventos – «nos últimos dois meses foram seis colóquios» – a Renato Epifânio não lhe surpreende o pouco público. «Nesse domínio, as minhas expectativas são sempre baixas». Aponta como exemplo um Congresso realizado na Invicta, sobre Sampaio Bruno, «filho da cidade e pai da filosofia portuguesa», que não teve qualquer envolvimento por parte da população portuense, nem mesmo a dita classe intelectual. «A certa altura tornou-se quase anedótico», confessa. Em contraponto, o MIL – Movimento Internacional Lusófono foi premiado com agradáveis experiências. Foi o caso da Primeira Edição do Festival Literário de Fátima, no passado mês de Novembro de 2015. Aí, pelo contrário, houve um enorme envolvimento, sobretudo dos jovens. «Graças a um esforçado trabalho de mobilização da classe estudantil, tivemos audiências com mais de 200 pessoas», informa Epifânio.

O colóquio sobre o “Leão do Mares”, figura hoje ignorada e até vilipendiada, ficou-se pelo meio-termo. «Teve uma audiência razoável, e sobretudo gente interessada e participativa, no espaço para debate que reservámos», resume o presidente do MIL – Movimento Internacional Lusófono. O balanço é, portanto, positivo. E ainda mais positivo é se atendermos à qualidade das intervenções. «Penso que conseguimos congregar pessoas muito qualificadas para falar», conclui.

Como tem sido hábito em eventos do género, a Comunicação Social primou pela ausência. O ténue impacto mediático deveu-se à iniciativa do próprio Renato Epifânio, colaborador nalguns jornais, nomeadamente o Público, onde assina crónicas semanais. Também a RDP Internacional, por iniciativa do jornalista Samuel Ornelas de Castro, sempre atento às questões da Lusofonia, deu destaque ao entrevistar Renato Epifânio. Como o próprio diz, «se não formos nós a fazer o caminho, os jornalistas raramente tomam a iniciativa». E porque não? Voltamos aqui «à velha e complexa questão dos melindres». Fala-se em figuras do gabarito de Afonso de Albuquerque, e logo ficam incomodadas umas quantas luminárias da intelligentsia nacional. «Mais uma vez o Estado Português perdeu o comboio», desabafa Epifânio. Mas sem desânimo. Até porque «a sociedade civil pode suprir a falha», essa continuada ausência institucional, traço característico de um Portugal que continua por cumprir.


  1. Luísa Timóteo, da Associação Cultural Coração em Malaca, escreveu em resposta a este artigo:

    A Sociedade Civil organizada muito tem contribuído para dar à Lusofonia janela de oportunidades para a construção de um mundo de fraternidade. / Todos somos poucos para consolidar e engrandecer o MIL – Movimento Internacional Lusófono. Neste movimento da sociedade civil, sempre crescente, encontramos pessoas de todos os países e comunidades lusos que ao longo dos séculos partilham laços de afetos que estão vivos e teimam em não deixar morrer. Só é possível compreender estes laços e comunicação se conhecermos o passado, compreendermos o presente e desejarmos com verdade construir um mundo melhor, passando pela lucidez de que as “Pessoas” são o maior bem do universo. Por isso devem ser amadas, respeitadas, dando a todos as mesmas oportunidades dos consagrados direitos humanos. / Muito me apraz, como cidadã comum e honrada presidente de uma Associação da Sociedade Civil, toda a polémica levantada em volta de Afonso de Albuquerque e a Expansão Portuguesa que marcou o início de uma nova era na História Universal. / Polémica que nos vai dando a conhecer o outro lado dos que vivem com pesadelos e preocupações, atacando Portugal no capítulo mais glorioso da nossa História. / Não devemos deixar passar o recente livro editado pela Faber & Faber, assinado pelo britânico Roger Crowley, que apresenta os portugueses como uns terroristas sedentos de sangue. / Polémica que o O Diabo, edição de 19 de Janeiro de 2016, nos alerta nas 1ª página, 12 e 13. Parabéns à comunicação social que não deixa passar tamanhas ofensas e aberrações. Obrigada ao seu diretor Duarte Branquinho e a todos os colaboradores. / Um abraço lusofono.

    ↩

IV CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA – O BALANÇO DA CPLP: com a organização do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · Lisboa · 22 e 23 de Março de 2016.

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Três anos após termos lançado este novo conceito da “cidadania lusófona”, ainda há muita gente, com efeito, que o estranha.

Assumimo-nos, naturalmente, como cidadãos portugueses, por um lado, e como cidadãos do mundo, por outro. Assumimo-nos ainda, com a mesma naturalidade, como cidadãos europeus. Mas ainda não nos assumimos tão naturalmente como cidadãos lusófonos.

Seguindo o célebre “slogan” de quem assumiu como sua Pátria a Língua Portuguesa (falamos, claro está, de Fernando Pessoa), “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, chegará – estamos certos disso – o dia em que, naturalmente, nos assumiremos, todos, como cidadãos lusófonos.

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Fotografia na Página Oficial da Família Real Portuguesa.

Tal como ocorreu nos três primeiros Congressos da Cidadania Lusófona, também neste se entregará o Prémio Personalidade Lusófona, promovido pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono, com o patrocínio do Instituto Internacional de Macau. Depois de já termos premiado Lauro Moreira, Ximenes Belo, Adriano Moreira, Domingos Simões Pereira, Ângelo Cristóvão e Gilvan Müller de Oliveira, o premiado deste ano será Duarte de Bragança, em reconhecimento de todo o seu incansável trabalho em prol da difusão do ideal da Lusofonia, algo que, como podemos testemunhar, transcende por inteiro as posições pró-monárquicas ou pró-republicanas.

Tal como aquele que decorreu em 2015, também o IV Congresso reunirá uma série de personalidades que, na teoria e na prática, muito se têm batido pelo reforço dos laços entre os países e regiões do espaço da Lusofonia – no plano cultural, desde logo, mas também nos planos social, económico e político. Como sempre, teremos também connosco uma série de Associações da Sociedade Civil, de todo o espaço da Lusofonia, para fazerem o balanço da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, 20 anos após a sua criação – tema geral do Congresso. Como resultou dos três primeiros Congressos, face à inércia dos diversos Governos, sempre mais preocupados com as próximas eleições do que com desígnios estratégicos, é à Sociedade Civil que cabe, em primeiro lugar, abrir este caminho da Convergência Lusófona. Vamos a isso.

Quanto ao balanço da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, 20 anos após a sua criação, o que há desde logo a dizer é que se a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa não tem feito mais em prol desse caminho da Convergência Lusófona (e, decerto, poderia ter feito muito mais), tal decorre não tanto por incapacidade própria, mas, sobretudo, por falta de empenho dos diversos Governos, que, ao longo destas duas décadas, nunca apostaram suficientemente nesta plataforma político-diplomática.

Eis, em suma, a tese de partida deste Congresso, que irá decorrer nos dia 22 e 23 de Março de 2016 – na Sala Algarve da Sociedade de Geografia de Lisboa e no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona -, onde iremos igualmente lançar o nº 17 da Revista Nova Águia, que tem como tema central “A Importância das Diásporas para a Lusofonia”.

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JUNQUEIRIANA – CICLO DE TERTÚLIAS SOBRE GUERRA JUNQUEIRO: com o patrocínio do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

Após ter-se assinalado, em 2015, o centenário da exaltação do filósofo português José Pereira de Sampaio (Bruno) através de um ciclo de tertúlias que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, o MIL – Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia aliam-se, uma vez mais, àquela centenária instituição da Cidade Invicta, para animar um novo conjunto de encontros dedicados à cultura nacional e ao pensamento português.

Deste modo, obedecendo a uma continuação lógica do ciclo anterior, pretende-se com a “Junqueiriana” homenagear a figura de Guerra Junqueiro.

Poeta, filósofo, polemista e político, esta incontornável personalidade da cultura portuguesa será o patrono deste novo ciclo de tertúlias a realizar mensalmente no Ateneu Comercial do Porto, entre os meses de Janeiro e Junho do corrente ano.

Organizadas por Joaquim Domingues, Pedro Sinde e José Almeida, estes encontros contarão ainda com as participações de Henrique Manuel Pereira, Ângelo Alves, José Valle de Figueiredo, Júlio Amorim de Carvalho, Renato Epifânio, entre outros.

A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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PARA ALÉM DO FIM HISTÓRICO DE PORTUGAL: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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No Prólogo à sua obra O Fim Histórico de Portugal (Ed. Nova Arrancada, 2000), Amorim de Carvalho assume, de forma eloquente, a sua desilusão com Portugal – nas suas palavras iniciais:

“Voluntariamente exilado da minha pátria, perfeitamente desiludido, desenganado, como é que pude escrever um livro como este?”.

Não se reconhecendo nem na situação nem na oposição –

“sentia-me entre dois muros que me pareciam inultrapassáveis: o regime político a vigorar em Portugal e o totalitarismo comunista” (ibid., p. 15) –

Amorim de Carvalho acabou por sair do país ainda na década de sessenta, permanecendo em França até 1976, ano da sua morte.

No primeiro capítulo desta sua obra, começa por definir alguns conceitos fundamentais, desde logo o da

“dualidade massa-elite como uma dualidade existindo em cada homem” (ibid., p 19) –

ainda nas suas palavras:

“Se a condição elíptica não existisse, o ‘homem’ não seria senão o mais inteligente dos animais: entre o homo faber e o animal faber […] não haveria, fundamentalmente, senão uma diferença quantitativa do ponto de vista intelectual” (ibid., p. 20).

Por outro lado, como logo de seguida acrescenta:

“Se a condição humana fosse inteiramente elíptica, isto é, se a condição animal original do homem tivesse desaparecido, a sua vida social seria inteiramente espiritual e a sociedade uma realização de santidade sem problemas de conflitos sociais, ou os conflitos se limitariam a um movimento regular de forças e valores espirituais. Ora os factos desmentem uma e outra hipótese, determinando uma espécie de dialéctica psicológica, em que o factor massa (subdeterminante) e o facto elite (superdeterminante) estarão em conflito, o primeiro podendo predominar sobre o segundo, ou vice-versa”.

Da sobre-determinação ou predominância do factor elite sobre o factor massa, emerge, de resto, para Amorim de Carvalho, a “cultura”, marca distintiva do humano em relação ao meramente animal – ainda nas suas palavras:

“Quando o ‘homem’ pôde reflectir na sua situação, na sua significação e no seu destino no mundo, ultrapassando os interesses materiais da condição biológica e animal, e da sua condição económica onde aquela se prolonga, o ‘homem’, então, realizou a cultura, e com esta ele surge verdadeiramente como homem” (ibid., p. 21).

Daí, enfim, a discordância que de seguida expressa relativamente a Ortega y Gasset:

“a dualidade massa-elite, em cada homem, tornou possível uma progressiva culturalização, isto é, elitização das massas. O que me obriga a não aceitar a tese de Ortega y Gasset, é que ele considera a distinção entre o homem-massa e o homem-elite como sendo dois casos completamente diferentes e separados: a maioria dos homens é massa e somente massa; a minoria é elite e somente elite, – o que nos impede de claramente explicar o fenómeno da comunicação entre a maioria e a minoria, e os movimentos sociais em que as duas forças do homem concreto, real, se indeterminam, um delas funcionando como a subdeterminação e a outra como a superdeterminação”.

II

Portugal - 'O FIM HISTÓRICO DE PORTUGAL', de Amorim Carvalho (Ed Nova Arrancada - L 2000) 01

No segundo capítulo da sua obra, Amorim de Carvalho usa esta grelha dual (massa-elite) para explicar a própria génese de Portugal:

“A fundação de Portugal como nacionalidade foi um dos casos mais flagrantes do que se acaba de dizer; foi a obra da vontade firme de indivíduos de elite” (ibid., p. 26).

No caso do nosso país, com efeito, a explicação meramente material ou geográfica não parece, de todo, suficiente – como logo de seguida acrescenta Amorim de Carvalho:

“A separação entre a França e a Espanha é geograficamente explicável (ainda que ameaçada pelos árabes até à batalha de Poitiers), mas já não se poderá dizer o mesmo em relação à separação entre Portugal e Espanha, – o que levou Sanchez-Albornoz a falar do carácter fortuito da nacionalidade portuguesa”.

Entenda-se aqui fortuito como não condicionado por qualquer factor de ordem material: geográfico ou outro. Como nos é reiterado:

“sem uma economia auto-suficiente, sem um sentimento da nacionalidade das massas, sem uma geografia apresentando fronteiras naturais, Portugal tornou-se uma nação apenas pela vontade superdeterminante de uma elite” (ibid., p. 29).

Para as massas, com efeito, não parecia fazer diferença a fundação de Portugal:

“Politicamente, o povo cristão em território português era, sem dúvida, indiferente a que Portugal se tornasse independente ou ficasse sob o poder de Afonso VI de Leão, mantendo-se no entanto fiel ao cristianismo. Uma vez mais, a história política, e, por conseguinte, social, foi conduzida pelas elites” (ibid., p. 30);

“As massas […] eram indiferentes a que as suas terras pertencessem a um ou a outro Estado: Portugal ou Leão-Castela. Elas já não o serão mais tarde, quando Portugal for já uma nação bem construída pela aristocracia.” (ibid., p.32.).

Eis, precisamente, a tese que Amorim de Carvalho vai desenvolver no capítulo seguinte da sua obra:

“No momento da fundação de Portugal, não existia, nas massas (os vilãos e os servos da gleba), um verdadeiro sentimento de pátria; apenas existia, verdadeiramente, o sentimento económico ou, para empregar expressão mais forte, biológico, da ligação à terra que trabalhava. / Nas elites (a aristocracia) as coisas passavam-se, no começo, duma maneira bem diferente; elas tinham o sentimento do seu domínio público sobre o território com o qual se confundia a massa popular” (ibid., p. 34).

O mesmo, de resto, se verifica em 1580, quando, como se sabe, perdemos a nossa independência – ainda segundo as incisivas palavras do próprio Autor d’O fim histórico de Portugal:

“O comportamento das massas ficou pelo nível primário de desordens deploráveis criando um clima de terror que fazia com que as ‘classes mais elevadas’ vissem no espanhol a libertação. E durante a anexação de Portugal à Espanha, as desordens populares são mais desordens de fome do que de fim patriótico, sendo, aliás, facilmente esmagadas. As elites tiram a lição: seria preciso que elas fizessem o golpe de estado, fora da intervenção das massas – e, uma vez mais, Portugal recobra a sua independência pela vontade das suas elites (1640)” (ibid., p. 41.)

III

Ainda no terceiro capítulo desta sua obra, salienta bem Amorim de Carvalho o quanto a independência de Portugal se alicerçou na sua dimensão ultramarina:

“Mas esta retomada da independência não teria qualquer validez histórica, não teria qualquer razão de ser, se Portugal não recuperasse a maior parte do seu domínio colonial. Esta recuperação não foi proeza menos importante do que a dos Descobrimentos: teve que se fazer face a Estados militarmente mais fortes, tais como a Inglaterra, a Holanda e a França, que, durante a anexação de Portugal à Espanha, atacaram e mesmo conquistaram vários territórios portugueses do Ultramar. Tudo se fez, graças a esforços diplomáticos, militares e materiais extremamente difíceis, muitas vezes contras as massas populares.” (ibid., pp. 41-42).

Eis, ainda segundo Amorim de Carvalho, a motivação maior da revolta de 31 de Janeiro de 1891 e do nosso envolvimento na Primeira Guerra Mundial:

“A tentativa revolucionária, militar e republicana, de 31 de Janeiro de 1891, teve a sua origem imediata na fraqueza do governo monárquico em face do ultimatum dirigido a Portugal pela Inglaterra, que pilhou os territórios africanos compreendidos entre o Niassa e a Zambézia” (ibid., p. 42);

“A participação militar de Portugal na guerra europeia de 1914-1918 foi, ainda, um meio, para o regime republicano instaurado em 1910, de defender o nosso Ultramar, contra a avidez evidente da Inglaterra. Pouco antes, a Inglaterra e a Alemanha tinham previsto, por acordo secreto, a partilha, entre elas, dos territórios portugueses de África” (ibid., 43).

Toda essa motivação maior da nossa política externa acabou, como se sabe, por soçobrar na Revolução de 25 de Abril de 1974, facto que Amorim de Carvalho lamenta da forma mais violenta, falando inclusive de “traição”:

“Tendo perdido o seu Ultramar, pela própria traição do seu exército encarregado de o defender, Portugal é hoje um Estado sem significação no conjunto das nações. Transformado, senão de direito, pelo menos de facto, numa província da Península Ibérica, Portugal não beneficia (até onde?) senão de uma independência política que é ainda a herança moral do seu passado histórico. / A lição que se deve tirar, é que Portugal é uma pátria que a vontade dos portugueses dignos deste nome (verdadeiras elites) construiu e sustentou, e que a vontade de uma outra raça moral de portugueses (falsas elites) demoliu” (ibid., 44).

Eis, em suma, a tese que Amorim de Carvalho irá desenvolver nos últimos capítulos da sua obra e que justifica o próprio título da mesma.

CARTA ABERTA A LULA DA SILVA: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva,

Cada vez mais digo: já nada me espanta, mas ainda há coisas que me surpreendem.

A última das quais foi a declaração de Vossa Excelência, que, numa recente Conferência em Madrid, organizada pelo jornal El País, resolveu comparar as colonizações portuguesa e espanhola no continente americano, fazendo o seguinte balanço:

“Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [actual República Dominicana] em 1492 e em 1507 já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil a primeira universidade surgiu apenas em 1922.”

Muito para além das incorrecções factuais – logo a partir de 1559, e durante dois séculos, os Jesuítas fundaram no Brasil uma série de Colégios com uma qualidade de ensino equiparável a qualquer Universidade (basta dizer, para o atestar, que foi num desses Colégios que, em Salvador, o Padre António Vieira se formou) – e da deselegância diplomática – fazer uma declaração destas em Madrid é, por si só, um tratado de anti-diplomacia –, o que mais surpreende nesta declaração é a atitude.

Só faltou a Vossa Excelência ter culpado igualmente a colonização portuguesa por toda a corrupção que mina o sistema partidário brasileiro.

Quase duzentos anos depois da descolonização (1822), convenhamos que insistir nesta ladainha é mais do que ridículo.

Será por acaso esta a estratégia de defesa da cúpula do Partido de Vossa Excelência perante todas as acusações de corrupção?! Se for, começarei a acreditar que o PT – Partido dos Trabalhadores é mesmo o Partido da corrupção e não – como (ainda) considero – que a corrupção é algo que mina todo o sistema partidário brasileiro, por diversas razões – desde logo, devido um sistema eleitoral que promove uma excessiva fragmentação parlamentar.

Mas adiante. Numa próxima conferência em Madrid, espero que Vossa Excelência tenha a oportunidade de dissertar sobre a seguinte questão:

Por que será que todo o espaço colonizado por Espanha na América Latina se fragmentou em mais de uma dezena de países e que todo o espaço colonizado por Portugal – equiparável em termos geográficos – se manteve unido até hoje?

Será que Vossa Excelência alguma vez pensou nesta questão? Se nunca pensou nisso, sugiro-lhe que pense. Decerto, vai descobrir, para sua surpresa, alguns méritos na colonização portuguesa. E concluir que, tivesse sido a colonização espanhola, o Brasil já não existiria há muito. O que (não apenas) para o seu currículo teria sido lamentável.

Por último, uma adivinha. Numa entrevista publicada no jornal Diário de Notícias (20 de Julho de 1986), Agostinho da Silva faz uma muito sugestiva referência a um Presidente brasileiro – nos seguintes termos:

«O Presidente […], numa entrevista que deu, quando lhe perguntaram se ele censurava alguma coisa na colonização portuguesa (esta palavra colonização é perigosa, quando se trata do Brasil; eu acho que não houve colonização!), mas quando lhe perguntaram o que é que ele censurava na colonização portuguesa, […] disse: “Censuro que eles não tenham subido os Andes, descido do outro lado e tomado conta do Pacífico!”. E eu estou inteiramente de acordo!».

Sabe Vossa Excelência o nome desse Presidente do Brasil? Uma ajuda: não se chamava Luiz Inácio Lula da Silva.

II CONFERÊNCIA CABO-VERDIANA DE FILOSOFIA, LITERATURA E EDUCAÇÃO: com a parceria do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · Universidade de Cabo-Verde · 8 de Abril de 2016.

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A Universidade de Cabo Verde sedia, no dia 8 de Abril de 2016, no Campus de Palmarejo, a II Conferência Cabo-Verdiana de Filosofia, Literatura e Educação, subordinada ao tema «Diálogos com Pensadores de Língua Portuguesa», realizada em parceria com o MIL – Movimento Internacional Lusófono.

Enquadramento

A relação entre a Filosofia, a Literatura e a Educação, sendo uma relação triádica e formadora do espírito humano, acaba-se por desvendar num sustentáculo comum que as une: a leitura.

“Processo de pura interioridade” – diz-nos Gadamer – a leitura é uma das mais belas experiências de formação humana. Pois, a única condição sob a qual se encontra a literatura é a sua transmissão linguística e seu cumprimento na leitura.

Não deixa de ser fundamental insistirmos nessa relação entre estas três áreas. Na verdade, nota-se, contemporaneamente, um certo desfasamento, ainda que psicológico, devido a uma postura epistemológica unidimensional, na conceção dessa relação íntima. A academia não pode alimentar esta ausência de diálogo entre instâncias que, mesmo muitas vezes não propiciando um fácil diálogo, não deixaram, no entanto, de cruzar os seus olhares.

De facto, se a filosofia começou-se por assumir uma forma literária e poética, não é menos verdade que toda a grande poesia e literatura trazem sempre uma visão do mundo e da vida, uma postura filosófica, acabando-se quer a filosofia, quer a literatura por serem educativas: ambas visam a formação do ser humano na sua plenitude, contribuindo para a perfectibilidade do humano sobre a Terra.

“Os grandes poetas – diz-nos Abranches de Soveral – não colocam problemas pedagógicos. Resolvem-nos. Têm a nítida consciência que a beleza é o alimento superior do espírito”*. A palavra literária – e falamos aqui em literatura no sentido de Arte Literária – deve ser estimulada no contexto pedagógico e educativo cabo-verdiano, tendo a Universidade de Cabo Verde um papel irrecusável em prol de um estímulo à leitura e de dar a ler os autores que, com suas ideias, construiram a nossa Cultura. Cultura Rica. Verdadeira cultura do logos. E assim acontece com todas as culturas de língua portuguesa, valorizando a sua diversidade linguística e criadora de mundos possíveis.

Na verdade, se uma das melhores formas de conhecer um povo é através da sua literatura, isto é, se através da literatura se pode colocar a pergunta sobre Quem foi, Quem é e Quem será determinado povo, isto implica, necessariamente, (re)visitar a riqueza textual das páginas das nossas literaturas lusófonas, mediante um movimento de identidade-alteridade-diferença, onde a educação deve desempenhar um papel fundamental. E esse papel fundacional da educação encontra na literatura um pilar irrecusável, tanto do ponto vista da criação como do ponto de vista da receção da obra literária no momento da sua leitura. E é assim que, nesta II Conferência Cabo-Verdiana de Filosofia, Literatura e Educação, pretendemos pôr em diálogo a filosofia e a literatura, trazendo ao debate filósofos e escritores, sem desmerecer o lugar da configuração literária da própria formação humana: Baltasar Lopes da Silva, Agostinho da Silva, Xanana Gusmão, Corsino Fortes, Paulino de Jesus da Conceição, Raul Brandão, Delfim Santos, Pedro Monteiro Cardoso ou Eugénio Tavares, são alguns dos pensadores a serem trabalhados nesta jornada de reflexão.

Objetivos

Esta II Conferência Cabo-Verdiana de Filosofia, Literatura e Educação tem como alvo dar continuidade ao propósito desenvolvido na I Conferencia Cabo-Verdiana de Filosofia, Literatura e Educação, embora desta vez sob o lema do diálogo com pensadores de culturas de língua portuguesa.

Uma das formas de alimentar o diálogo entre filosofia e literatura nas culturas lusófonas é a partir do estímulo que poderá nascer em debates, conferências, mesas redondas, convidando estudantes do ensino secundário e superior, com vista a proporcionar a esses educandos e aos investigadores e docentes, um momento de debate com a finalidade de – a partir da filosofia, da literatura e da educação (e das relações entre elas) –, procurar subsídios para uma consciente procura de aportes epistemológicos para a compreensão de questionamentos que nos interpelam a todos.

Ademais, espera-se com esta conferência poder:

  • Debater a relação entre filosofia, literatura e educação em Cabo Verde e no espaço lusófono;
  • Verificar em que medida a tradição literária e cultural cabo-verdiana pode propiciar novos paradigmas de pensamento, contrastantes com o paradigma tecnológico e científico que reina na contemporaneidade.
  • Proporcionar aos estudantes de filosofia, literatura e educação, bem como a estudantes do ensino secundário (convidados especiais, pois estão na idade nobre para tal) um momento de interação com autores cabo-verdianos, de modo a poderem compreender e deleitar-se sobre o valor estético e ético da poesia, e da literatura de um modo geral, dando passos para a compreensão de uma filosofia que está presente no espaço poético-literário cabo-verdiano.
  • Estabelecer pontes entre a Universidade e a Comunidade, fomentando laços com as escolas secundárias, fornecendo ambiente propício para futuros projetos comuns no que tange a formação de leitores.
  • Promover a língua portuguesa e a língua crioula, bem como outras línguas maternas no seu sentido ontológico e estético de expressão literária e poética.
  • Fortalecer as relações protocolares existentes entre o MIL – Movimento Internacional Lusófono e o Departamento de Ciências Sociais e Humanas (Coordenação de Filosofia) da Universidade de Cabo Verde, no âmbito cientifico e cultural, isto é, na partilha, produção e comunicação de conhecimentos nas áreas afins.

Resultados Esperados

Espera-se, com a realização desta actividade da Universidade de Cabo Verde e do MIL – Movimento Internacional Lusófono (como manda o dinamismo do Protocolo assinado já na I Conferencia Cabo-Verdiana de Filosofia, Literatura e Educação), os propósitos seguintes:

  • Estimular a criação paulatina de um espaço permanente de debate entre investigadores, docentes, discentes e escritores, de modo a sermos mais sensíveis sobre a necessidade de estudar, ler e investigar temas e obras literárias que representam o pensamento cabo-verdiano, bem como vislumbrar a(s) filosofia(s) que estão subjacentes a esse modo de pensar cabo-verdiano;
  • Promover a Universidade de Cabo Verde como Academia promotora de debate e reflexão, construtora de novos paradigmas de pensamento;
  • Publicar, no futuro próximo, na Universidade de Cabo Verde, os resultados deste encontro cientifico-cultural, de modo a ser mais visível os resultados desta atividade;
    • Materializar, na prática, novos desafios ao dinamismo do Protocolo assinado no dia 18 de outubro de 2013 entre a Universidade de Cabo Verde e o MIL – Movimento Internacional Lusófono.

Público Alvo

Comissão Organizadora

  • Coordenação de Filosofia / MIL – Cabo Verde.
  • Docentes de Filosofia da Universidade de Cabo Verde.
  • Professora Arminda Brito.
  • Professora Elvira Reis.

MIL VOTOS PARA 2016: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Tal como para o mundo em geral, não foi um bom ano para a Lusofonia, o de 2015.

Quase sem excepção, dir-se-ia que todos os países de língua portuguesa estiveram demasiado reféns dos seus problemas endógenos para terem conseguido aprofundar o caminho de convergência entre si: o Brasil, depois de um período de euforia económica, parece agora paralisado por uma crise política de contornos indefinidos; Angola continua sem parecer conseguir dar o salto qualitativo para se tornar num verdadeiro Estado de Direito; Moçambique ameaça regressar à sua guerra civil e Portugal retornou, pelo menos ao nível da retórica política, aos tempos do PREC (Processo Revolucionário em Curso, pós 25 de Abril de 1974).

Só dos pequenos países (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste; da Guiné-Bissau nem vale a pena falar) vieram, de vez em quando, (pequenas) boas notícias. Mas insuficientes, por si só, para mudar o horizonte.

Como corolário de tudo isto, o ano de 2015 findou com o incêndio do Museu de Língua Portuguesa, em São Paulo – decerto, um das instituições que melhor simbolizava o espírito lusófono –, onde estivemos, há cerca de um ano, para apresentar o projecto do MIL – Movimento Internacional Lusófono e da Nova Águia – Revista de Cultura para o Século XXI.

Tendo sido um ano negativo para a Lusofonia, acabou por ser um ano relativamente positivo para este nosso projecto: cinco anos após a sua formalização jurídica, o MIL – Movimento Internacional Lusófono consolidou ainda mais o seu caminho de coerência e (por isso) de credibilização; a Nova Águia – Revista de Cultura para o Século XXI ultrapassou a fasquia da dezena e meia de números, o que é inédito no universo deste tipo de publicações culturais.

Não que isso nos console, de todo. Um ano mau para a Lusofonia nunca poderá ser um ano bom para nós.

Daí que, em 2016, esperemos muito mais do que a reconstrução, já prometida, do Museu de Língua Portuguesa. Esperamos passos coerentes e consequentes para uma real convergência entre todos os países e regiões do espaço lusófono – nos planos cultural, social, económico e político. Como não nos cansamos de defender, a Lusofonia cumprir-se-á em todos esses planos ou não se cumprirá de todo.

Pela nossa parte, continuaremos a pugnar por esse horizonte. Daí, desde logo, o IV Congresso da Cidadania Lusófona, a realizar-se em Março, onde iremos alargar ainda mais a PALUS – Plataforma de Associações Lusófonas da Sociedade Civil que, de ano a ano, se têm reunido nestes Congressos, fazendo o balanço que falta fazer da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Vinte anos após a sua criação, é (mais do que) tempo de a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ter um papel (muito) mais forte em prol da convergência lusófona. Assim haja Vontade e Visão para tanto.1


  1. Artigo originalmente publicado aqui. ↩

DOIS AFONSOS, MAIS DO QUE UMA VISÃO, VÁRIAS VISÕES: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Não sou, de todo, dado a subjectivismos pós-modernos. Acredito mesmo que existe uma coisa que dá pelo nome de “realidade”. Ainda assim, sei bem, por experiência própria, o quanto, perante a mesma realidade – e mesmo não havendo divergência quanto aos factos –, as interpretações podem ser divergentes, até mesmo antitéticas.

A mais recente prova viva disso decorreu no Colóquio “Afonso de Albuquerque: 500 anos depois”, promovido, em meados de Dezembro de 2015, pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono, em parceria com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Perante os mesmos factos relativos à vida de Afonso de Albuquerque, as interpretações foram, com efeito, nalguns casos, bastante divergentes. O que não me surpreendeu. Para quem, desde logo, tem, no plano geral, orgulho da nossa expansão marítima, Afonso de Albuquerque tende a ser visto de forma positiva e mesmo algumas das suas acções mais questionáveis tendem a ser relativizadas: se estas não seriam aceitáveis nos tempos de hoje (o que ninguém contesta), à luz do seu tempo o mesmo não se poderá dizer.

Mas nem todos, obviamente, têm essa posição de partida, esse orgulho no plano geral da nossa expansão marítima. Para quem, desde logo, assume uma posição de partida diversa desta, Afonso de Albuquerque tenderá a ser visto sobretudo como um “agressor”. Nada menos do que isso. Ou até mesmo – conforme alguém sugeriu durante o Colóquio – como um “terrorista”.

Desdramatizando esse “conflito de interpretações”, dei, durante o Colóquio, um outro exemplo, ainda mais eloquente, sobre um outro Afonso da nossa história: o próprio Afonso Henriques. Enquanto fundador da nossa nacionalidade, só os portugueses que lamentam a existência de Portugal tenderão a ter dele uma visão negativa. O que não é, de todo, o meu caso. Acredito até que se Afonso Henriques renascesse, morreria de espanto – e de orgulho – por tudo aquilo que Portugal fez, sobretudo nos primeiros cinco séculos da sua história, para mais tendo em conta que tudo começou com um pequeno Condado…

Nas minhas regulares idas à Galiza, enquanto Presidente do MIL – Movimento Internacional Lusófono e Director da Revista Nova Águia, tenho, porém, verificado que muitos galegos olham para Afonso Henriques de outra forma. E falo dos (muitos) galegos pró-portugueses, mais do que isso, pró-lusófonos. Para estes, com efeito, Afonso Henriques foi o principal responsável pela cisão histórica entre a Galiza e Portugal. Enquanto português que também lamenta essa cisão, não deixo de ser sensível a essa visão mais negativa de Afonso Henriques. Mesmo sabendo que, sem essa cisão, muito provavelmente Portugal não teria sido tão grande quanto foi.1

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  1. Artigo originalmente publicado aqui e aqui. ↩

A LUSOFONIA: ALGO DE “ELITISTA”?: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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No final do mês de Novembro de 2015, fui convidado, enquanto Presidente do MIL – Movimento Internacional Lusófono e Director da Nova Águia – Revista de Cultura para o Século XXI, para participar no Congresso *“Ensino Superior e Lusofonia”, promovido pelo Instituto Universitário da Maia, em que participaram, igualmente, representantes das mais diversas Universidades do Espaço Lusófono.

Para além dessa reflexão conjunta sobre o assaz diverso panorama do Ensino Superior em cada um dos países do Espaço Lusófono, houve ainda lugar para outras intervenções, desde logo ao nível da cooperação humanitária. Uma delas foi particularmente impressiva: deu conta do muito meritório trabalho de uma Organização Não Governamental portuguesa no interior da Guiné-Bissau, em zonas de grande penúria, onde, como se salientou, não se fala, de todo, a língua portuguesa.

No debate que se seguiu à sessão, houve quem quisesse concluir que, face a essas realidades, a Lusofonia era algo de “elitista”, ou seja, algo de confinado às grandes cidades, ou nem sequer isso: algo apenas confinado a algumas classes sociais mais urbanas. Essa é, de resto, falamos pela nossa experiência, uma das estratégias mais recorrentes de desqualificação da Lusofonia e que, dado o seu cariz demagógico (como se matar a fome fosse uma função da língua…), consegue sempre ter algum efeito. Nestes nossos tempos, nada como usar o epíteto “elitista” como arma de arremesso para conseguir a concordância da(s) assistência(s).

Tal arma é porém, como já se disse, particularmente demagógica. É verdade que na Guiné-Bissau, como noutros países de língua portuguesa – não só em África: refira-se o exemplo de Timor-Leste –, a língua portuguesa é ainda apenas falada realmente por uma minoria da população. Isso deve-se a várias razões: no caso de Timor-Leste, houve uma tentativa de genocídio linguístico e cultural por parte da Indonésia; no caso de alguns Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, isso é desde logo explicável pelas várias guerras civis, que atrasaram a criação de redes de ensino.

Mais do que para as realidades – que todos conhecemos –, deveremos porém olhar para as tendências. E, quanto a estas, é insofismável que o ensino da língua portuguesa se está a alargar em todos esses países. E não, saliente-se, por vontade de Portugal, que pouco, de resto, tem feito por isso. São os próprios Governos de todos esses países que têm feito essa aposta estratégica. Por razões internas e externas. Internamente, por compreenderem que a língua portuguesa será, cada vez mais, um dos maiores factores de coesão nacional. Externamente, por entenderem que a Lusofonia é a melhor forma de inserção de todos esses países numa plataforma global. Eis o que, a este respeito, mais importa salientar.1

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  1. Artigo originalmente publicado aqui. ↩

PORQUÊ ALBUQUERQUE: sobre um colóquio realizado pelo MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

Conseguimos entender (entender, não aceitar) alguns argumentos que levam o nosso Governo a não se envolver nalgumas efemérides – neste ano, por exemplo, falamos dos 600 anos da tomada de Ceuta e do 500º Aniversário da morte de Afonso de Albuquerque.

A Sociedade Civil, porém, pode e deve suprir esses “esquecimentos” oficiais. Este Colóquio1, promovido pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono, em colaboração com a Biblioteca Nacional de Portugal, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal, é pois um bom exemplo do papel que a nossa sociedade civil pode e deve desempenhar.

Perguntar-se-á por que o MIL tomou esta iniciativa. Se fosse sensível aos argumentos mais politicamente correctos, não o deveria ter feito. Amiúde, o MIL é acusado de ser “neo-colonialista”. Ao promover um Colóquio sobre uma das figuras maiores da nossa expansão marítima, até parece que estamos a dar razão a esse tipo de acusações.

Em geral, como Presidente do MIL, nem sequer me dou ao trabalho de rebatê-las. Talvez de forma ingénua, acredito que qualquer pessoa minimamente lúcida concluirá que uma acusação como essa é ridícula, não merecendo por isso qualquer esforço de contra-argumentação. É que a questão não se põe sobretudo no plano das intenções. Mesmo que, por absurdo, quiséssemos ser “neo-colonialistas”, haveria um abissal óbice a tal desiderato: nada menos do que a própria realidade.

E este é o ponto. Alguém acredita que, em pleno século XXI, um país como Portugal poderia recolonizar qualquer outro país? Só por delírio. Se defendemos a convergência entre todos os países e regiões do espaço lusófono – nos planos cultural, social, económico e político – não é pois, de todo, por imposição de Portugal (ou de qualquer outro país), mas porque tal desígnio corresponde aos interesses estratégicos de cada um desses países e regiões. Tal convergência não pode senão cumprir-se numa base de liberdade e fraternidade.

Dirão alguns que tal convergência deriva de uma posição completamente idealista, senão mesmo utópica. Diremos, ao invés, que esta é uma posição maximamente realista: a melhor forma de, realisticamente, garantir o futuro da língua portuguesa e da(s) cultura(s) lusófona(s) é promover essa convergência. E isso passa, desde logo, por não fazermos tábua rasa da nossa história. Não há futuro que se possa erguer sobre o esquecimento ou escamoteamento do passado, por mais violento que tenha sido. Ao evocarmos, quinhentos anos depois da sua morte, a figura de Afonso de Albuquerque, fazemo-lo, pois, nessa perspectiva de futuro. Sem complexos ou recalcamentos.


  1. Colóquio “Afonso de Albuquerque, 500 anos depois: Memória e Materialidade”, Biblioteca Nacional de Portugal/ Palácio da Independência: 16 e 17 de Dezembro de 2015. ↩

14º ANIVERSÁRIO DA APDSI, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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A APDSI assinalou, a 12 de Dezembro de 2015, o seu 14.º aniversário.

A comemoração dos 14 anos da Associação foram motivo para reforçarmos a nossa missão e o que nos motiva:

  • Proporcionar um fórum de debate sobre a Sociedade da Informação;
  • Afirmar-se como força de pressão sobre os poderes públicos, instituições e sector privado no sentido de maximização dos benefícios da Sociedade da Informação;
  • Promover a sensibilização e qualificação no domínio da Sociedade da Informação;
  • Estimular a adequação do mercado às necessidades de desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento.

SEGURANÇA E PRIVACIDADE DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO – LIÇÕES APRENDIDAS 2015: uma conferência da APDSI, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · 16 de Dezembro de 2015.

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ANTÓNIO COSTA – DO INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Nunca se deve subestimar o instinto de sobrevivência: o mais sereno gato, quando encurralado, pode tornar-se no mais feroz dos felinos.

António Costa, na noite de 4 de Outubro, era seguramente um político encurralado. Tendo destronado António José Seguro, anterior Secretário-Geral do Partido Socialista, por ter tido, nas Eleições Europeus, uma vitória curta, como poderia ele defender-se após nem isso sequer ter conseguido?

Perante um emergente sussurro que reclamava já a sua demissão, António Costa deu o passo mais arriscado de toda a história política do Partido Socialista, aceitando assumir um Governo refém do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.

Este Governo, empossado no final de Novembro, é decerto um Governo formalmente legítimo, mas, não menos certamente, é um Governo condenado a cair à primeira contrariedade. A ilusão do fim da austeridade é apenas isso: uma ilusão. Quando a União Europeia a desfizer, como o fez na Grécia, logo a nossa extrema-esquerda, refém da sua própria retórica maximalista, deixará de sustentar o Governo de António Costa.

Entretanto, continua a fazer falta um Novo Centro para a política portuguesa. Nenhum dos novos partidos emergentes conseguiu, por razões diversas, ocupar esse lugar essencial. Talvez já nas próximas eleições, que, decerto, não demorarão quatro anos, alguns desses novos partidos emergentes se possam juntar de modo a ocupar esse lugar cada vez mais vazio no nosso espectro político.

1º FESTIVAL LITERÁRIO TABULA RASA, UM BALANÇO: com a co-organização do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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Decorreu na segunda quinzena de Novembro de 2015, entre os dias 18 e 22, a Primeira Edição do Festival Literário Tabula Rasa, uma co-organização do

e da

em parceria com as autoridades locais –

e em associação com uma vasta série de entidades:

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Os Festivais Literários tendem a impressionar pela “espuma”. Este, porém, privilegiou a “espessura”, a “profundidade”.

Mais do que um Festival Literário, este foi sobretudo um Festival de Ideias – por isso, não por acaso, o tema foi a “Relação entre a Literatura e a Filosofia”.

Para tanto, convidámos um amplo leque de personalidades que fizeram essa ponte – não apenas entre Literatura e Filosofia, como entre as diversas culturas de língua portuguesa.

Daí a estrutura do Festival, que alternou nove painéis “Entre Literatura e Filosofia” com quatro mesas-redondas que se debruçaram sobre o panorama cultural de cada um dos países e regiões do amplo e plural espaço lusófono, série iniciada logo no primeiro dia, em que destacamos a participação de Carlos Ximenes Belo e a extensa assistência que se foi alargando ainda mais ao longo do Festival, nomeadamente com a presença de muitos jovens, do Centro de Estudos de Fátima e do Colégio de São Miguel.

No segundo dia, tivemos mais alguns convidados internacionais – nomeadamente, Maria Amélia Barros Dalomba, da Liga Africana (Angola), Elter Manuel Carlos, um dos mais promissores investigadores de Cabo Verde, e Constança Marcondes César, uma das mais consagradas filósofas brasileiras.

Estes dois autores, de resto, apresentaram no terceiro dia as suas mais recentes obras: “Filosofia, Arte e Literatura” e “Olhares Luso-Brasileiros”, respectivamente.

No quarto dia, foi a vez de ser apresentado o décimo sexto número da Revista Nova Águia, que destaca a figura de Sampaio Bruno, um dos autores maiores da Filosofia Lusófona, por ocasião dos cem anos do seu falecimento.

No último dia, finalmente, realizou-se a entrega dos prémios “Obras Tabula Rasa 2014-2015”, nas seguintes quatro categorias:

  • Literatura infanto-juvenil – Maria da Conceição Vicente e Catarina Pinto,
  • Poesia – Nuno Júdice,
  • Ficção – Gonçalo M. Tavares e
  • Filosofia – Joaquim Cerqueira Gonçalves.

O Festival encerrou-se com a entrega do Grande Prémio “Tabula Rasa – Vida e Obra” a Eduardo Lourenço. Uma vez mais, perante uma muito extensa assistência.

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DECLARAÇÃO (PESSOAL) DE APOIO A PAULO MORAIS: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Defendem os clássicos (a começar por Aristóteles) que os regimes políticos não se distinguem por serem monárquicos, aristocráticos ou democráticos, mas pela forma como conciliam, melhor ou pior, esses três princípios estruturantes de todos os regimes políticos.

No nosso regime, o princípio monárquico está, evidentemente, consubstanciado na figura presidencial, ainda que de forma cada vez menos visível, dado que os Presidentes da República que temos tido têm sido sobretudo representantes dos seus partidos e da partidocracia em geral – não, como deveriam ser, os representantes maiores da Nação. A esse respeito, Aníbal Cavaco Silva não foi melhor nem pior do que os seus mais próximos antecessores.

Por regra, mas não sempre, a degradação do princípio monárquico deriva da degradação do princípio aristocrático. Consubstanciando-se este na nossa classe política, é igualmente óbvia a sua degradação. A classe política que nos tem representado nestas últimas quatro décadas tem sido, de eleição para eleição, cada vez pior.

Se não fosse esse o caso, poderíamos até aceitar um outro modelo de eleição presidencial. Se na nossa classe política estivessem de facto os melhores, o mais adequado, no plano dos princípios, seria que fossem os melhores a escolher “o melhor dos melhores”. Continuando neste registo mais onírico, imaginamos até a situação em que, por exemplo, Adriano Moreira fosse acolhido (mais do que escolhido) e aclamado como “o melhor dos melhores”, como, realmente, o Presidente(-Rei) de todos nós.

Como, infelizmente, a realidade está muito distante desse sonho, importa, ao invés, defender um outro paradigma: o da ruptura democrática com a nossa partidocracia. Por isso, olhando para os vários candidatos – decerto, em número excessivo, o que é igualmente sintoma da degradação da nossa situação política, em que os egos, cada vez mais, prevalecem sobre os ideais (escusado será aqui dar exemplos…) –, a nossa opção é por Paulo Morais1, aquele que nos dá mais garantias de independência em relação à nossa degradada partidocracia.

O percurso de Paulo Morais é, ele próprio, uma garantia: de não pactuar com a corrupção nem de ficar refém da nossa classe política. Pessoalmente, gostaria que o seu discurso fosse mais amplo – como o foi, nos seus melhores momentos, o discurso de Fernando Nobre nas eleições anteriores, em que, por exemplo, o horizonte da lusofonia era muito (e bem) valorizado. Admito, porém, que hoje as prioridades tenham que ser mais imediatistas. Por isso, reitero-o, apoiarei Paulo Morais nas próximas Eleições Presidenciais, salientando que esta é uma posição inteiramente pessoal – nem o MIL – Movimento Internacional Lusófono, a que presido, nem o Nós, Cidadãos!, de que sou um dos Vice-Presidentes, apoiarão qualquer candidato.


  1. Paulo Morais é Vice-Presidente da TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica, uma Associação aderente da PASC – Casa da Cidadania. ↩

ENSINO SUPERIOR E LUSOFONIA: Congresso com a participação do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania · Instituto Universitário da Maia · 26 e 27 de Novembro de 2015.

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SAMPAIO BRUNO, ESQUECIDO?: um artigo de Renato Epifânio, Presidente do MIL, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC – Casa da Cidadania, nem das Associações que a compõem).

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Apenas uma breve nota sobre o texto “Sampaio Bruno, o portuense universal”, de António Valdemar (PÚBLICO, 02/11/2015), onde se lamenta que o centenário do seu falecimento não esteja a ser devidamente assinalado.

Tal não corresponde à verdade.

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Entre os dias 4 e 6 de Novembro de 2015, decorreu um grande Congresso, no Porto e em Lisboa, co-organizado pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Universidade Católica Portuguesa e Biblioteca Pública Municipal do Porto. A Revista Nova Águia, por seu lado, também dedica o seu décimo sexto número, entretanto lançado, a este insigne filósofo lusófono.

Quanto ao cariz do seu pensamento, deixo igualmente esta breve reflexão:

«No entender de José Marinho, um dos seus mais insignes hermeneutas, o que essencialmente caracteriza o pensamento de Sampaio Bruno é a sua heterodoxia. Marinho chegou, aliás, a qualificar a concepção brunina como a “concepção mais heterodoxa da filosofia portuguesa”.


Ainda segundo Marinho, consubstancia-se essa heterodoxia num duplo sentido: “O pensamento de Sampaio Bruno é, como se sabe, essencialmente heterodoxo. Tal deve entender-se em dois sentidos. Heterodoxo é o pensamento de Bruno em relação à ortodoxia católica. Heterodoxa é também a sua teurgia profética em relação à ortodoxia humanista, ou humanitária, que se formou, como irmã inimiga, na sequela da primeira.”


Não se consubstanciou, porém, essa dupla heterodoxia numa mera “carnificina de sistemas”, para retomarmos a já consagrada expressão de Eduardo Lourenço. Segundo o próprio José Marinho, “na sua oposição ao moderno evolucionismo progressista e ao humanismo satisfeito, ele [Bruno] descerrou o segredo profundo daquilo mesmo a que teve de opor-se”, da mesma forma que, na sua oposição à ortodoxia católica, “assegurou melhor o caminho do autêntico, profundo e velado cristianismo do que muitos cristãos de satisfeito saber e formal observância”.


Daí, em suma, para José Marinho e para muitos outros estudiosos da nossa tradição filosófica, toda a importância de Sampaio Bruno para o pensamento português contemporâneo – fazendo jus ao seu apelido, que José Pereira de Sampaio adoptou em homenagem a “um dos filósofos mais revolucionários do Ocidente”, Bruno “antecipa com seu pensar ao mesmo tempo difuso e concentrado algumas das formas mais autênticas da filosofia e dos caminhos da nossa época”.


E por isso o considerou como “o mais profundo dos nossos filósofos críticos e o mais excessivo”, “difícil será encontrar em qualquer parte pensamento mais audacioso e mais original do que o deste homem tímido e embaraçado”, e por isso nos disse ainda, a respeito da sua obra, que ela se constitui como “a mais significativa expressão do drama espiritual do homem moderno no trânsito do século XIX para o presente”, tendo inclusivamente afirmado que “a sua obra só por si vale todo o século XIX, perante ela empalidece tudo quanto a grande geração de Antero ou Oliveira Martins fez”, assumindo-se, nessa medida, como “o ‘juízo final’ do nosso século XIX” e, nessa medida ainda, como uma das pontes para o nosso futuro.».

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SEMANA EUROPEIA DO TESTE VIH-HEPATITES: com a participação da Médicos do Mundo, uma Associação PASC – Casa da Cidadania.

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Aproveite os dias 20 a 27 de Novembro de 2015 para fazer o teste gratuito na Médicos do Mundo, em Lisboa ou no Porto. O diagnóstico precoce garante maior qualidade de vida às pessoas seropositivas e que sofrem de hepatites.

Mais uma vez, a Médicos do Mundo associa-se à “Semana do Teste”, uma iniciativa do “VIH na Europa”, que teve início em 2013. No ano passado, participaram nesta iniciativa 709 organizações de 49 países. Este ano, além do VIH, a semana inclui as hepatites, passando a designar-se Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites.

O objectivo é aumentar o número de pessoas com conhecimento sobre o seu estado serológico para o VIH e hepatites. O diagnóstico precoce ajuda a prevenir complicações de saúde e/ou relacionadas com o tratamento e torna os cuidados menos dispendiosos para o Sistema Nacional de Saúde.

Calendário de Lisboa

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Calendário do Porto

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Mais informações:

Projectos de Lisboa
Telefone: 96 44 44 261
E-mail: carla.fernandes@medicosdomundo.pt


Projectos do Porto
Telefone: 939509680
E-mail: raquel.rebelo@medicosdomundo.pt