DAQUI VISO EU – UM OLHAR INTERIOR SOBRE A REALIDADE NACIONAL: intervenção de Fernando Sebastião, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, na Sessão de Abertura do XVI Encontro Público PASC · Instituto Politécnico de Viseu · 18 de Janeiro de 2014.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, com Fernando Ruas, José Luís Nogueira, João Salgueiro e Adriano Moreira, deslocou-se a Viseu no âmbito do seu XVI Encontro Público, para lançar “Um olhar interior sobre a realidade nacional”. Foi no dia 18 de Janeiro de 2014, pelas 16h, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu. Fica aqui a segunda intervenção, pelo Engenheiro Fernando Sebastião, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu.
DAQUI VISO EU – UM OLHAR INTERIOR SOBRE A REALIDADE NACIONAL: intervenção de Jorge Marques na Sessão de Abertura do XVI Encontro Público PASC · Instituto Politécnico de Viseu · 18 de Janeiro de 2014.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, com Fernando Ruas, José Luís Nogueira, João Salgueiro e Adriano Moreira, deslocou-se a Viseu no âmbito do seu XVI Encontro Público, para lançar “Um olhar interior sobre a realidade nacional”. Foi no dia 18 de Janeiro de 2014, pelas 16h, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu. Fica aqui a primeira intervenção, por Jorge Marques.
Daqui Viso Eu – Um olhar interior sobre a realidade nacional.
- Por um lado os governos, o poder, qualquer que ele seja, gosta de um povo silencioso, obediente, sem alternativa, resignado;
- Pelo outro as oposições gostam de fomentar e de manter altos os níveis de insatisfação, de indignação e a qualquer preço.
DAQUI VISO EU – UM OLHAR INTERIOR SOBRE A REALIDADE NACIONAL: XVI Encontro Público PASC · Notícia no Diário de Leiria de 17 de Janeiro de 2014.
AINDA SOBRE EUSÉBIO: um artigo de Renato Epifânio.
por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
ALGO A MUDAR EM 2014: um artigo de Renato Epifânio.
por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
OLHAR EM FRENTE: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- A violência verbal dos políticos, sobretudo dos deputados, governantes e respectivas oposições;
- A incapacidade de perceberem os problemas e encontrarem soluções comuns relativos às reais circunstâncias do país;
- A irresponsabilidade, individual e colectiva, da gestão do bem comum;
- A mentira pré-eleitoral, espelhada no comportamento depois das eleições;
- A falta de rigor na gestão dos dinheiros públicos, que nos arrastou para a falência;
- A permissividade e indulgência face ao roubo;
- A demagogia populista;
- O desprezo pelas leis;
- A falsa vitimização;
- O narcisismo tosco;
- A omnipresença dos políticos e dos seus porta-vozes em todos os media, gerando uma falsa realidade do país e discriminando a livre opinião dos cidadãos com mais mérito;
- A total perda de confiança nas instituições em que deveríamos confiar.
II CONGRESSO DE CIDADANIA LUSÓFONA: Sociedade de Geografia de Lisboa · 16 de Abril de 2014.
O II Congresso da Cidadania Lusófona será no dia 16 de Abril, de novo na Sociedade de Geografia de Lisboa. Uma vez mais coordenado pelo MIL – Movimento Internacional Lusófono e pela Sphaera Mundi – Museu do Mundo, no âmbito da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil. Pretendemos com este Congresso sedimentar, desde logo, um novo conceito, o de Cidadania Lusófona, ampliar a PALUS – Plataforma de Associações Lusófonas, entretanto criada – que congrega já cerca de uma centena de Associações da Sociedade Civil de todo o espaço da Lusofonia –, dando em particular resposta à seguinte questão: “Que prioridades na cooperação lusófona?”.
Para participar, preencha a Ficha de Inscrição e envie-a, até 31 de Janeiro, para cidadanialusofona@gmail.com .
Mais informações em http://cidadanialusofona.webnode.com .
Coordenação
Comissão Coordenadora
DAQUI VISO EU – UM OLHAR INTERIOR SOBRE A REALIDADE NACIONAL: Programa do XVI Encontro Público PASC · Instituto Politécnico de Viseu · 18 de Janeiro de 2014.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, com Fernando Ruas, José Luís Nogueira, João Salgueiro e Adriano Moreira, desloca-se a Viseu no âmbito do seu XVI Encontro Público, para lançar “Um olhar interior sobre a realidade nacional”. É no dia 18 de Janeiro de 2014, pelas 16h, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu. Aceite, desde já, o nosso convite. A entrada é livre.
Programa
18 de Janeiro de 2014, Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu
Fernando Sebastião – Presidente do Instituto Politécnico de Viseu
Jorge Marques
Maria Perpétua Rocha – Coordenadora da PASC
António Figueiredo Lopes
Fernando Ruas
José Luís Nogueira
João Salgueiro
Adriano Moreira
António Figueiredo Lopes
DAQUI VISO EU – UM OLHAR INTERIOR SOBRE A REALIDADE NACIONAL: XVI Encontro Público PASC · Instituto Politécnico de Viseu · 18 de Janeiro de 2014.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, com Fernando Ruas, José Luís Nogueira, João Salgueiro e Adriano Moreira, desloca-se a Viseu no âmbito do seu XVI Encontro Público, para lançar “Um olhar interior sobre a realidade nacional”. É no dia 18 de Janeiro de 2014, pelas 16h, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu. Aceite, desde já, o nosso convite. A entrada é livre.
Pela primeira vez, a PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, uma organização que reúne 38 associações da sociedade civil, vai fazer um dos seus encontros públicos fora de Lisboa. Um encontro e um acto de cidadania, porque Portugal precisa da participação e acção de todos e não apenas dos partidos políticos e dos governantes. Só assim teremos uma verdadeira democracia.
- Fernando Ruas: o ex-presidente da Câmara de Viseu, foi ele que fez desta cidade a melhor para se viver; o ex-presidente da Associação de Municípios. Vai falar-nos da sustentabilidade das cidades, do poder local e de como o país pode começar a ser construído a partir daí, de baixo para cima e não ao contrário. Não deixa de ser uma construção natural;
- José Luís Nogueira: da Visabeira, grande Grupo Empresarial Português que se transformou em multinacional e tem a sua raiz e sede em Viseu. Como é isso da interioridade, que vantagens ou desvantagens competitivas? O interior pesa mesmo? O que nos falta?
- João Salgueiro: ex-presidente de Banco, da Associação de Bancos, ex-Ministro das Finanças, deixou de ser há muito tempo um economista comum. Dizem dele, alunos e quem o conhece bem, e dizemos nós, que ele é uma verdadeira escola por si mesmo. Gosta mais de falar das causas do que das consequências, porque é aí que estão as soluções de fundo para os problemas de hoje e do futuro.
- Adriano Moreira: um homem que foi quase tudo, nas mais diferentes situações. O seu curriculum não cabe no papel. O que sabemos é que carrega consigo muitos anos e muitas vivências que fizeram dele sábio. Recordamos dele esta frase: “Contra a voz do poder, só o poder da palavra”. É um amigo de Viseu.
MAIS E MELHOR EMPREGO NA EUROPA – SINERGIAS ENTRE PARCEIROS SOCIAIS: um artigo de Maria Perpétua Rocha, Coordenadora da PASC.
O CIFOTIE – Centro Internacional de Formação dos Trabalhadores da Indústria e Energia, uma das Associações membro da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, organizou entre os dias 3 e 5 de Outubro de 2013, em Lisboa, uma Conferência Internacional acerca de como “Os Novos Desafios Estruturais No Mercado de Trabalho Devem Gerar Mais e Melhor Emprego na União Europeia”. A Coordenadora da PASC, Maria Perpétua Rocha, marcou presença numa mesa redonda, realizada no dia 4, cujo tema de discussão foi “Parceiros Sociais e Sociedade – Sinergias para Mais e Melhor Emprego na Europa” . Fica aqui o registo da sua intervenção.
por Maria Perpétua Rocha (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- Que desafios estruturais para o mercado de trabalho da EU?
- Que vantagens justificam a possibilidade da criação de mais emprego na EU, tendo em conta esses desafios? Se sim, que segmentos influenciarão a sustentabilidade da economia europeia?
- Que condições e que competências levarão a melhores empregos?
- Estão os cidadãos europeus felizes com a actual percepção de que consumo e progresso estão associados?
- Uma forma de ultrapassar as dificuldades identificadas;
- A capacidade de desenvolver instrumentos que convertam oportunidades em realidades.
- O envelhecimento população, que será de longa duração dada a involução demográfica;
- O desemprego crescente, particularmente entre os jovens;
- A fuga dos melhores entre os mais jovens em busca de emprego;
- A perda de competitividade em alguns dos segmentos tradicionais da produção, que tenderá a agravar-se afectando o nível de exportações;
- A deslocalização do emprego pelo outsourcing;
- A redução do trabalho em áreas convencionais, devido aos níveis crescentes de automatização e o subsequente agravamento do desemprego;
- A transferência progressiva do proveito do trabalho para accionista e gestores em detrimento da compensação laboral;
- O nível de insatisfação dos cidadãos, a baixa de poder de compra e o seu reflexo no mercado interno europeu;
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014: QUE VISÃO PARA O FUTURO?: intervenção de João Salgueiro, no XIV Encontro Público PASC · Instituto Superior de Economia e Gestão · Lisboa · 11 de Novembro de 2013.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, o The Lisbon MBA Alumni Club e a Alumni Económicas – Associação dos antigos Alunos do ISEG, organizaram o XIV Encontro Público PASC, subordinado ao tema “Orçamento de Estado 2014: que Visão para o Futuro?”, que se realizou no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, no dia 11 de Novembro de 2013. Partilhamos aqui a intervenção de João Salgueiro.
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014: QUE VISÃO PARA O FUTURO?: intervenção de António Saraiva, no XIV Encontro Público PASC · Instituto Superior de Economia e Gestão · Lisboa · 11 de Novembro de 2013.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, o The Lisbon MBA Alumni Club e a Alumni Económicas – Associação dos antigos Alunos do ISEG, organizaram o XIV Encontro Público PASC, subordinado ao tema “Orçamento de Estado 2014: que Visão para o Futuro?”, que se realizou no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, no dia 11 de Novembro de 2013. Partilhamos aqui a intervenção de António Saraiva. O texto desta intervenção pode também ser consultado aqui.
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014: QUE VISÃO PARA O FUTURO?: intervenção de Manuela Ferreira Leite, no XIV Encontro Público PASC · Instituto Superior de Economia e Gestão · Lisboa · 11 de Novembro de 2013.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, o The Lisbon MBA Alumni Club e a Alumni Económicas – Associação dos antigos Alunos do ISEG, organizaram o XIV Encontro Público PASC, subordinado ao tema “Orçamento de Estado 2014: que Visão para o Futuro?”, que se realizou no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, no dia 11 de Novembro de 2013. Partilhamos aqui a intervenção de Manuela Ferreira Leite.
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014: QUE VISÃO PARA O FUTURO?: Emanuel dos Santos, no XIV Encontro Público PASC · Instituto Superior de Economia e Gestão · Lisboa · 11 de Novembro de 2013.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, o The Lisbon MBA Alumni Club e a Alumni Económicas – Associação dos antigos Alunos do ISEG, organizaram o XIV Encontro Público PASC, subordinado ao tema “Orçamento de Estado 2014: que Visão para o Futuro?”, que se realizou no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, no dia 11 de Novembro de 2013. Devido a problemas técnicos, não nos é possível apresentar o vídeo da intervenção de Emanuel dos Santos. No entanto, partilhamos alguns slides significativos que foram mostrados durante a mesma.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: reportagem fotográfica do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
O XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República, foi fotografado pela equipa da Assembleia da República, que gentilmente nos cedeu os registos. Gratos, fazemos aqui a partilha.
A PASC – PLATAFORMA ACTIVA DA SOCIEDADE CIVIL: um artigo de Antónia Perdigão.
O presente artigo, da autoria de Antónia Perdigão, do IDP – Instituto da Democracia Portuguesa, foi redigido tendo por base o conteúdo de uma entrevista concedida por Maria Perpétua Rocha, na sua qualidade de Coordenadora da PASC; contou igualmente com a presença e o contributo de Jorge Marques e teve lugar no dia 28 de Outubro de 2013.
No âmbito da democracia representativa que pauta o seu funcionamento [UE 2008; Art. 10º, 1º], e movida pelo propósito de «assegurar a coerência e a transparência das suas ações» [UE 2008; Art. 11º, 3º], a União Europeia conta com as instituições para estabelecer «um diálogo aberto, transparente e regular com as associações representativas e com a sociedade civil» [UE 2008; Art. 11º, 2º].
- Enquanto Plataforma: a PASC é uma organização de Associações que compartilham a condição de Associação da Sociedade Civil, autónomas, apartidárias e sem carácter confessional e afirma-se na qualidade de «um local de partilha, de encontro e participação» [PASC 2010a] sem interferir na individualidade e na independência de cada uma delas;
- Assume-se como Activa: porque tanto a sua constituição como o seu perfil específico se pautam pelo espírito de iniciativa, dinamização, mobilização e intervenção em torno e em prol de questões relevantes e/ou prementes, sejam elas de âmbito nacional, regional ou local;
- Da e na Sociedade Civil: a sua razão de ser e a razão de ser da sua ação. O móbil central, tanto ao nível dos seus princípios como dos seus fins, é o de uma cidadania portuguesa activa e responsável.
- Em primeiro lugar, uma identidade social: um fator distintivo capital da PASC é a supra-mencionada exigência que recai sobre cada um dos seus “membros”, a saber, ser uma Associação. Não se trata, portanto, de agregar pessoas individuais, mas Associações que, no seio da sociedade portuguesa, partilham as dificuldades e os obstáculos que resultam de uma carência de organização, diálogo e reconhecimento político. Em conformidade, ou seja, pautando-se pela ausência de protagonismos individuais, a PASC é liderada por uma Coordenação e não por uma Presidência. Afirma-se a partir do seu carácter apartidário (mas não apolítico), e da sua independência financeira. O facto de não ter uma estrutura logística e orçamental própria confere maior relevância ao esforço de voluntariado mediante o qual tem assegurado uma necessária diversidade de Bens que vai desde a cedência da sala para as reuniões mensais regulares, ou à cedência de auditórios para a realização de Encontros Públicos de maior envergadura como o são Congressos e Colóquios. Mobilizada para respostas ao interesse de todo/as, i.e., ao interesse Comum (leia-se, Bem Comum), afirma um posicionamento equidistante em relação às várias Associações que a integram, com a valorização das características e competências de cada uma para a prossecução dos objetivos comuns.
- Em segundo lugar, um papel político-sociológico: na medida em que a PASC se revê no papel primordial de ser um “lugar” de Cidadania Activa, um «parceiro da mudança necessária» [PASC 2010b], na procura de contributos efetivos para a dinamização da Sociedade Portuguesa em torno de um desígnio comum e da afirmação de Portugal no contexto Europeu e Mundial no século XXI, a PASC posiciona-se através de um papel de cariz eminentemente político-sociológico direcionado para a estruturação de um pilar da Cidadania, fundamental para o equilíbrio entre a Política, a Economia e a Sociedade Civil.
- Em terceiro lugar, uma base de sustentabilidade: não obstante os seus quatro anos de vida, a PASC evidencia um percurso gradual e consistente que, num balanço geral entre desafios e conquistas, lhe permite considerar-se atualmente uma representação significativa do que é a Sociedade Civil portuguesa e dos problemas que a atravessam transversalmente.
Referências
[CE 2013] Ano Europeu dos Cidadãos 2013 – Diálogo com os Cidadãos.
[PASC 2010a] Carta de Intenções.
[PASC 2010b] PASC: Plataforma Activa da Sociedade Civil.
[UE 2008] Versão Consolidada do Tratado da União Europeia, JOUE, 2008/C 115/01.
[UE 2013] Sociedade Civil Organizada, Sínteses da legislação da UE, Glossário.
NÃO SOMOS O QUE APRENDEMOS: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: gravação do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
O XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República, foi filmado pela equipa do ARTV – Canal Parlamento, para integrar a sua programação. Fazemos aqui a partilha.
INDÍCE:
· 0:00 · Maria Perpétua Rocha – Coordenadora da PASC
· 9:23 · José Mendes Bota – Deputado e Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação
· 26:45 · João Titta Maurício
· 52:04 · Paulo Teixeira de Morais
· 1:07:20 · Cristina Homem Morais
· 1:26:21 ·
MAIS INFORMAÇÕES…
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: conclusões preliminares por Eduardo Mateus da Silva, Representante da PASC, no Encerramento do XV Encontro Público PASC.
Intervenção de Eduardo Mateus da Silva, General, em representação da PASC, no Encerramento do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
A PASC visa contribuir, pelo exercício da cidadania, para uma melhoria no relacionamento e na confiança entre os cidadãos e o poder que os governa, num quadro ético e moral.
INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS – BOAS PRÁTICAS NA UNIÃO EUROPEIA: intervenção de Cristina Morais no XV Encontro Público PASC – Regime de Incompatibilidades dos Deputados da Assembleia da República.
Intervenção de Cristina Homem Ferreira Morais, Advogada, na Sessão de Abertura do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
I – Questão Prévia
II – A Necessidade de Definição de Padrões Éticos e Profissionais dos Parlamentares nos Países da União Europeia
III – No que respeita à União Europeia e ao Parlamento Europeu
- conflitos de interesses – em que consiste e que obrigações determina para o deputado;
- obrigatoriedade de declarar interesses financeiro, o conteúdo dessa informação, a disponibilização ao público da declaração de interesses do deputado, as inibições que resultam do incumprimento da obrigação de declaração de interesses;
- regras referentes a presentes ou benefícios similares, com a proibição da aceitação de presentes de valor superior a €150,00;
- actividades dos antigos deputados – prevendo a exclusão de facilidades concedidas no caso de representarem profissionalmente interesses relacionados com o processo decisório da União Europeia;
- criação de um comité consultivo sobre a conduta dos deputados, que é um orgão de consulta dos deputados em matéria deontológica e que tem também como atribuição examinar as alegadas infracções ao Código de Conduta e formular recomendações ao presidente do PE quanto a uma eventual decisão deste de aplicação de sanção ao deputado. O comité consultivo deverá publicar anualmente um relatório das suas actividades.
INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS – O ESTADO ATUAL: intervenção de Paulo Morais no XV Encontro Público PASC – Regime de Incompatibilidades dos Deputados da Assembleia da República.
Intervenção de Paulo Teixeira de Morais, Professor Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto, Director do Instituto de Estudos Eleitorais da mesma Universidade e Vice-Presidente da TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica, no XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO DAS INCOMPATIBILIDADES NO EXERCÍCIO DE MANDATOS POLÍTICOS ELECTIVOS: intervenção de João Titta Maurício no XV Encontro Público PASC – Regime de Incompatibilidades dos Deputados da Assembleia da República.
Intervenção de João Titta Maurício, Professor Auxiliar Convidado na Faculdade de Direito da Universidade Lusófona, na Sessão de Abertura do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
I – Três pontos prévios:
- Informar que a oportunidade para usar do privilégio de aqui estar se deve a alguém a quem muito admiro e devo e que, por uma muito generosa decisão, sugeriu o meu nome como uma possível alternativa à sua indisponibilidade. Por isso, agradeço a gentileza do convite/desafio que me foi feito e que me permite aqui tornar públicas as minhas reflexões sobre a questão do regime de incompatibilidade dos Deputados e, agradecendo a sugestão, não deixar de lamentar a indisponibilidade do Senhor Professor António Braz Teixeira, cuja experiência e sapiência teriam, com toda a certeza, produzido ideias e palavras que seriam, para todos nós, bem mais relevantes e proveitosas;
- a título de declaração de interesses (e, pelo sentido e conteúdo da minha comunicação, perceber-se-á a sua necessidade), informar que, desde 1994, estou como militante do CDS-PP, que nele desempenho (ou já desempenhei) funções, desde o nível concelhio ao de membro da Comissão Política Nacional, e em cujas listas concorri e/ou fui eleito, quer como Deputado Municipal na Moita (no pretérito mandato) quer como Deputado nesta AR (em 2005 e durante uns “imensos” 3 dias… em que 1 correspondeu à sessão de instalação e os outros 2 se limitaram a ser de espera pela tomada de posse do novo Governo). No entanto, tal “estado” de militância partidária – acreditem! – jamais me embargou a Liberdade ou tolheu as ideias… e muito menos alguma vez me “convocou” para ser “portador” ou “porta-voz” de uma mensagem de um “colectivo” partidário ao qual, se assim fosse, sempre recusaria pertencer. É por isso, para realçar o carácter voluntário e a transitório e destacar a minha liberdade, que gosto sempre deixar claro que não “sou” militante mas “estou” militante;
- finalmente, ainda num registo “antes-da-ordem-do-dia”, uma referência para, antecipadamente, justificar o estilo e a perspectiva em que tratei a questão que me foi proposta. Sou licenciado em Direito e tenho a convicção que, por esse facto – e não sabendo se isso é bom ou mau –, acabo por olhar o Real, o mundo e os factos que nele ocorrem, através dessas “lentes” jurídicas que adquiri. As quais, aliás, são muito úteis (se não mesmo indispensáveis) para se produzir uma menos desajustada reflexão sobre tudo o que tenha a ver com essa pura ficção jurídica que indistintamente chamamos Estado e à qual, não poucos e não poucas vezes, se atribuem características antropomórficas, paternais e, cada vez mais, “para-divinas”. Porém, se a minha formação académica de base é o Direito, acabei por lhe “ajuntar” especializações e outras perspectivas do Conhecimento, em virtude dos meus “apetites” intelectuais e dos desafios com que, pelas circunstâncias da minha vida profissional, fui sendo confrontado: o Direito Constitucional, a Ciência Política e a Filosofia Jurídica (em especial na dimensão Filosofia Política e do Estado). E bastante dessas “deformações” resultam em muito de que esta comunicação é feita.
II – «Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir». George Orwell
- no condenar, por exemplo, todos os advogados a terem que deixar de o ser como condição imperativa para o serviço público;
- no condenar a Política a só ter como “actores” os políticos “de carreira” ou trabalhadores por conta de outrem [Claro que os “ricos” há muito que estariam excluídos].
III – «Não alcançamos a Liberdade buscando a Liberdade, mas sim a Verdade. A Liberdade não é um fim, mas uma consequência». Leon Tolstoi
IV – «Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela». George Bernard Shaw
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: intervenção de José Mendes Bota, Deputado e Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, na Sessão de Abertura do XV Encontro Público PASC.
Intervenção de José Mendes Bota, Deputado e Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, na Sessão de Abertura do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
- O Estatuto dos Deputados;
- O Regime de Incompatibilidades e Impedimentos dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos;
- O Controle Público da Riqueza dos Titulares de Cargos Políticos;
- O Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos.
- Será que o modelo actual da Comissão para a Ética, com uma composição que reflecte a proporcionalidade eleitoral dos grupos parlamentares, e onde se privilegia a acção reactiva, em detrimento da acção preventiva ou proactiva, é o modelo mais adequado, para exercer o papel fiscalizador sobre os deputados?
- Será que a Comissão para a Ética, entulhada com 20 outras competências para lá daquela que lhe dá nome, e dispondo de apenas duas funcionárias ao seu serviço, tem condições para exercer em toda a sua extensão esse papel fiscalizador, para lá de conferidor de incompatibilidades e arquivista das declarações que lhe são entregues pelos deputados?
- Será que se justifica a dispersão de obrigações declaratórias por parte dos titulares de cargos políticos, por vários órgãos do Estado, em vez de uma consolidação declarativa?
- Será possível fiscalizar na sua plenitude a eventual existência de conflito de interesses de um Deputado que, por força legal do seu código deontológico, está impedido de revelar a carteira de clientes a quem presta serviços profissionais?
- Será suficiente exercer o controle apenas no início e no final de um mandato, esquecendo o que acontece com os interesses ou o património de um titular de cargo político, durante o mandato, ou vários anos após o seu términus?
- Será suficientemente investigada a dissimulação do património de um titular de cargo político através de familiares ou de sociedades off-shore?
- Será irrelevante, em nome da transparência, a obrigatoriedade de declaração de pertença de um titular de cargo político a associações ou organizações de interesses privados, que fazem do secretismo um dogma, alargando-se a declaração dos interesses objectivos à declaração dos interesses subjectivos, derivados de motivações individuais, morais ou éticas?
- O que se espera em Portugal, para regulamentar a actividade do Lóbi, a qual, devidamente enquadrada, registada, pode tentar influenciar com transparência os poderes legislativos e executivo, transportando uma mais-valia argumentativa para os debates e reflexões que precedem as decisões, valorizando o direito ao contraditório pelos vários interesses em presença, à semelhança do que já se pratica na União Europeia e em diversos Estados europeus.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: intervenção de Maria Perpétua Rocha, Coordenadora da PASC, na Sessão de Abertura do XV Encontro Público PASC.
Intervenção de Maria Perpétua Rocha, Coordenadora da PASC, na Sessão de Abertura do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.
I – Preâmbulo
II – A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil
III – O XV Encontro Público
INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS – O ESTADO ATUAL: intervenção de Paulo Morais no XV Encontro Público PASC – Regime de Incompatibilidades dos Deputados da Assembleia da República.
A intervenção de Paulo Morais no XV ENCONTRO PÚBLICO PASC – REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República, foi filmada por Mário Sá Pereira, associado da TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica, e generosamente partilhado nas redes sociais. Fazemos também aqui a partilha.
UMA SOCIEDADE CIVIL OU A SEGUNDA DIVISÃO DA POLÍTICA?: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- Movimentos que se unem para disputar o poder do sistema político, seja autárquico, como já aconteceu, seja para se transformarem em partidos nas eleições europeias, legislativas e certamente também nas presidenciais;
- Movimentos que se unem à volta de causas concretas, como são exemplo a reforma do sistema político, do sistema eleitoral, da revisão da Constituição e outros… mas até para disputar um canal televisivo na RTP 2 e a que chamariam Canal da Sociedade Civil;
- Movimentos que se unem para reconstruir uma ideia de Sociedade Civil, para que seja ela mesma mais forte, mais organizada, mais esclarecida, mais participativa… no fundo, que seja parceira em igualdade com os restantes sistemas…que esteja apta a influenciar o poder, mais do que a tê-lo diretamente;
- Com o aparecimento em eleições e na conquista do poder político, qualquer que ele seja, é um tempo curto e previsível;
- Com a mudança de sistemas estamos perante um tempo mais longo e mais contingente que o eleitoral;
- Na organização e reconstrução de uma sociedade civil forte, parceira, vocacionada para participar e influenciar o poder político, estamos perante um tempo de mudança cultural lento e longo.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: Alteração ao Programa do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
No Programa do XV ENCONTRO PÚBLICO, anteriormente divulgado pela PASC, estava previsto um painel de intervenção para que os Deputados dos diferentes Partidos com assento na Assembleia da República apresentassem as respectivas posições em relação ao tema em debate. No entanto, e após nova reunião da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, foi decidido que não se deveria manter um painel específico dedicado aos grupos parlamentares, uma vez que os Deputados da Assembleia da República poderiam participar a título individual no período do Debate aberto ao Público.
Assim, o Programa do XV ENCONTRO PÚBLICO foi ajustado para refletir esta posição da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação .
Programa Final
29 de Novembro 2013 – Sala do Senado da Assembleia da República.
Maria Perpétua Rocha – Coordenadora da PASC
Deputado Mendes Bota – Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação
Dr. João Titta Maurício
15.45 – 16.15 – “Incompatibilidades dos Deputados – o Estado Actual”
Dr. Paulo Teixeira de Morais
16.15 – 16.45 – “Incompatibilidades dos Deputados – Boas Práticas na União Europeia”
Dr.ª Cristina Morais
16.45 – 17.30 – Debate aberto ao Público
17.30 – 17.45 – Conclusões Preliminares do XV ENCONTRO PÚBLICO PASC
Ten. Gen. Eduardo Mateus da Silva – Representante da PASC
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: Programa Final do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
Programa
29 de Novembro 2013 – Sala do Senado da Assembleia da República.
14.30 – 15.00 – Sessão de Abertura
Maria Perpétua Rocha – Coordenadora da PASC
Deputado Mendes Bota – Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação
Dr. João Titta Maurício
15.20 – 15.40 – “Incompatibilidades dos Deputados – o Estado Actual”
Dr. Paulo Teixeira de Morais
15.40 – 16.00 – “Incompatibilidades dos Deputados – Boas Práticas na União Europeia”
Dr.ª Cristina Morais
16.00 – 16.40 – “A Posição dos Partidos Políticos representados na Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação”
Deputado(a) ……. (PSD)
Deputado(a) ……. (PS)
Deputado(a) ……. (CDS-PP)
Deputado(a) ……. (PCP)
Deputado(a) ……. (BE)
16.40 – 17.40 – Debate aberto ao Público
Ten. Gen. Eduardo Mateus da Silva – Representante da PASC
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: Anúncio do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: Programa do XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA: XV Encontro Público PASC – 29 de Novembro de 2013.
A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, com Paulo Teixeira de Morais, Cristina Morais e João Titta Maurício, debate com a Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República o regime de incompatibilidades dos Deputados. É no dia 29 de Novembro de 2013, pelas 14h30m, na Sala do Senado da Assembleia da República.
A credibilidade política é essencial para uma Governação Democrática.
2ª CONFERÊNCIA INTERNET, NEGÓCIOS E REDES SOCIAIS – FINANCIAR, INOVAR E EMPREENDER: um evento da APDSI.
A apdSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, uma das Associações da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil – que actualmente integra 38 Associações – vai levar a cabo o seguinte evento, para o qual apelamos às participação e divulgação.
INTEROPERABILIDADE NA SAÚDE – ONDE ESTAMOS?: Apresentação Pública do Estudo, um evento da APDSI.
A apdSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, uma das Associações da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil – que actualmente integra 38 Associações – vai levar a cabo o seguinte evento, para o qual apelamos às participação e divulgação.
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014: QUE VISÃO PARA O FUTURO?: Intervenção de António Saraiva, Presidente da CIP, no XIV Encontro PASC.
por António Saraiva (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- o regime de eliminação da dupla tributação económica de cariz universal;
- o alargamento do período de reporte dos prejuízos fiscais;
- a dedução fiscal dos custos com a aquisição de intangíveis não amortizáveis;
- a possibilidade de reembolso da parte do pagamento especial por conta que não possa ser deduzida no período de tributação a que respeita, eliminando-se os atuais requisitos muito limitativos.
[[*] Dados Eurostat de 14 de Outubro de 2013; infelizmente, em dados de novo relatório de 13 de Novembro de 2013, posterior a esta intervenção, os dados inverteram-se.]
UM PAÍS DO C: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
ORÇAMENTO DE ESTADO 2014 – QUE VISÃO PARA O FUTURO?: XIV Encontro Público PASC.
ACABAR COM A INCERTEZA: tomada de posição da SEDES – Outubro de 2013.
A SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, uma das Associações fundadoras da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil – que actualmente integra 37 Associações – tornou pública uma tomada de posição sobre o estado actual do país, que reproduzimos abaixo.
Introdução
Uma situação dramática
A incerteza
Segurança social
Consolidação orçamental e austeridade
O sistema político e a reforma do Estado
Conclusão
O Conselho Coordenador da SEDES
O SISTEMA POLÍTICO E A CRISE ECONÓMICO-FINANCEIRA PORTUGUESA: um debate organizado pela SEDES e pelo MDR.
A SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, uma das Associações fundadoras da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil – que actualmente integra 36 Associações – e o MDR – Movimento pela Democratização do Regime, organizam no próximo dia 22 de Outubro, pelas 21h00, nas instalações da SEDES, um debate subordinado ao tema “O Sistema Político e a Crise Económico-Financeira Portuguesa”.
O debate terá como moderador José Almeida Serra, e como oradores João Salgueiro e Joaquim Ventura Leite.
Após as intervenções da mesa, o debate será aberto aos presentes. O encerramento da sessão será às 23h30.
Convidamos à participação e divulgação deste importante evento a todos os nossos Associados e interessados.
SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social
Rua Duque de Palmela, Nº. 2 – 4º. Dtº.
1250-098 Lisboa
Tel/Fax 213543830 – e-mail: sedes@sedes.pt
CARTA ABERTA AO MINISTRO DA DEFESA NACIONAL: sobre os Estabelecimentos Militares de Ensino.

Senhor Ministro da Defesa,
São muitos os Cidadãos Portugueses que se têm manifestado discordando das decisões tomadas por V. Ex.ª relativamente aos centenários Estabelecimentos Militares de Ensino.
A eles nos juntamos enquanto Plataforma que hoje congrega 36 Associações da Sociedade Civil.
Num momento em que é importante reforçar a coesão nacional; em que é fundamental que os Valores e a Ética sejam pilares da formação do carácter de alunos, cidadãos do futuro de Portugal; em que é fundamental que os Portugueses reforcem a relação e se revejam nas suas Forças Armadas; em que um número crescente de famílias portuguesas se vê privada de condições que lhes permitam formar e educar os seus filhos; parecer-nos-ia sensato que a lógica da Governação fosse no sentido de reforçar o Colégio Militar, o Instituto de Odivelas e o Instituto dos Pupilos do Exército tanto do ponto de vista operacional, criando condições que promovam a sua sustentabilidade, como conceptual, mas nunca na sua descaracterização e extinção.
As decisões de V. Ex.ª afectam Escolas que fazem parte do Património Histórico Nacional. Por isso deveriam ter sido precedidas de uma apreciação ampla com base em fundamentação pedagógica ou mesmo económica e não apenas como opção política.
Mais sabemos que essas decisões não tiveram em consideração a posição de Pais e Encarregados de Educação.
Igualmente sabemos que o trabalho desenvolvido pelas Associações de Antigos Alunos, Associações centenárias da Sociedade Civil, que reflectem o sentido de pertença, continuidade e solidariedade incutidos nestas Escolas, não foi tomado em consideração.
Pelas razões expostas, a PASC – Plataforma de Associações da Sociedade Civil:
- Não encontrando qualquer justificação que não uma decisão meramente política que, ainda assim, não poderá ser subtraída a discussão alargada;
- Conhecendo as ponderações dos mais directos interessados;
- Tendo em vista que das Associações de Antigos Alunos fizeram e fazem parte cidadãos que, pela sua ética e formação, são ouvidos e respeitados em Portugal e que muitos e relevantes serviços prestaram dignamente ao País;
Para que um erro político de consequências irreparáveis não venha a ser cometido apelamos a que V. Ex.ª para que:
- Revogue as decisões já tomadas;
- Retome o diálogo com as Associações de Antigos Alunos e igualmente com Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Estabelecimentos Militares de Ensino no sentido de serem exaustivamente ponderadas todas as opções que visem conservar esse património nacional e permitam que se continuem a afirmar como Escolas de Excelência e de referência na preparação de Cidadãos das futuras gerações de Portugal.
Pelas Associações que integram a PASC*,
Maria Perpétua Rocha.
(Coordenadora da PASC)
10 de Outubro de 2013.
[*] A PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil integra, actualmente (3 de Outubro de 2013), 36 Associações. São elas:
A PARTIDOCRACIA RESISTE: um artigo de Renato Epifânio.
por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
XII CONGRESSO NACIONAL DA AACDN – A SEGURANÇA NAS RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS.
A AACDN – Associação dos Auditores dos Cursos de Defesa Nacional, uma das Associações Fundadoras da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, e uma das suas actuais 36 Associações Integrantes, organiza no próximos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2013, nas instalações do IASFA – Instituto de Acção Social das Forças Armadas, em Oeiras, o seu XII Congresso Nacional, subordinado ao tema “A Segurança nas Relações Transatlânticas”.
Convidamos à participação e divulgação deste importante evento a todos os nossos Associados e interessados.
As inscrições fazem-se pelo e-mail:
aacdn.sede@mail.telepac.pt.
- 16h00 – Recepção dos Participantes e Credenciação; Café e Acolhimento.
- 18h00 – Sessão de Abertura no Anfiteatro do CAS-Oeiras/IASFA presidida por S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional; Conferência “A Segurança nas Relações Transatlânticas” pelo Prof. Dr. Luís Amado.
- 20h00 – Jantar do Congresso na Sala Multiusos do CAS-Oeiras/IASFA.
Sábado, 26 de Outubro de 2013
- 09h00 – Painel A – A nova perspectiva geopolítica. Prioridades estratégicas dos EUA e da Europa no segundo decénio do Século XXI.
- 10h45 – Pausa para café.
- 11h00 – Painel B – A Política Comum de Segurança e Defesa como contributo efectivo da União Europeia para o reforço das relações transatlânticas.
- 12h45 – Almoço.
- 14h00 – Painel C – Visões e dimensões contemporâneas da Segurança. Consequências para Portugal no âmbito das relações transatlânticas.
- 15h45 – Pausa para café.
- 16h00 – Painel D – Geoeconomia e (Novos) Factores de Poder dos Estados.
- 17h45 – Apresentação das Conclusões.
- 18h00 – Sessão de Encerramento.
- 20h00 – Jantar Comemorativo do 32º Aniversário da AACDN na Cisterna do Forte de S. Julião da Barra.
Domingo, 27 de Outubro de 2013
- 09h00 – Concentração em Oeiras junto ao CAS; Actividade Cultural: visita ao Museu do Ar (B.A. 1 – Sintra).
- 13h00 – Almoço na região de Sintra.
OS PARTIDOS SERVEM OU SERVEM-SE?: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- Os eleitores têm sido arrebanhados para o voto com falsas promessas, mentiras e desonestidades de todo o tipo;
- O voto do povo português tem-se repartido entre a sua credibilidade quase infantil, uma paixão clubística emocional, o voto num mal menor, um voto de protesto em quem governa e na abstenção como resposta silenciosa;
- 55% dos eleitores nas últimas eleições já não tinham em quem votar, já não sinalizaram qualquer partido como representante e eram eleições locais, de proximidade, onde a cara do candidato era ou devia ser conhecida;
- Se somarmos aos 55%, os votos nos candidatos independentes, que juntos se transformaram na terceira votação, apesar da desigualdade com que foram tratados, percebemos que alguma coisa precisa mesmo mudar, que os partidos vão estar contra e que não são organizações inclusivas, abertas, mas sistemas completamente fechados.
A PARTIDOCRACIA CONTRA-ATACA: um artigo de Renato Epifânio.
por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
Não me vou pronunciar aqui sobre a pessoa de Basílio Horta – apenas refiro que ainda me lembro bem da sua candidatura presidencial contra Mário Soares em 1991. Parafraseando uma conhecida canção: “o que ele [Basílio Horta] andou para aqui [ao PS] chegar…”.
O que quero aqui salientar é a sua atitude de expressa hostilidade face às candidaturas independentes. O que, de resto, não surpreende. Com a hipocrisia que lhe é característica, a partidocracia gosta muito, em período eleitoral, de enaltecer as candidaturas independentes. Desde que, obviamente, estas não ponham em causa a hegemonia partidocrática. Quando isso ameaça acontecer, a partidocracia une-se e contra-ataca. Com toda a artilharia.
OS REFORMADOS NA EUROPA – QUE POLÍTICAS DE INVESTIMENTO SOCIAL?: Colóquio internacional organizado pela APRe!.
A APRe! – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, uma das 36 Associações integrantes da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, organiza no próximo dia 26 de Outubro de 2013, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, o Colóquio Internacional subordinado ao tema “Os Reformados na Europa – Que Políticas de Investimento Social?“. O evento terá a participação de especialistas de Portugal, Grécia, Espanha, França e Grã-Bretanha.
Convidamos à participação e divulgação deste importante evento a todos os nossos Associados e interessados.
As inscrições decorrem até 19 de Outubro.
Com este colóquio pretende-se fundamentalmente debater os problemas gerais que afectam os reformados e aposentados numa perspectiva comparada, e contribuir para a formação de uma opinião pública europeia favorável ao debate institucional e generalizado sobre os desafios emergentes nas sociedades modernas.
Pretende-se também analisar a situação dos reformados em diversos países europeus, bem como o futuro previsível dos sistemas e políticas de segurança social.
Importa sublinhar que, ao nível europeu, o envelhecimento das populações é um fenómeno natural que coloca às sociedades desafios e problemas novos, os quais têm de ser equacionados através de respostas de índole económica e financeira, mas também social, sociológica e até cultural. É necessário encontrar soluções que contribuam para manter a coesão e a solidariedade entre gerações, e não para condenar ao ostracismo aqueles que dão a maior e melhor parte das suas vidas à construção dos seus países e que, quando já não podem trabalhar, passam a ser considerados um peso social insuportável.
O colóquio pretende também abordar estas questões de âmbito mais alargado e criar condições para uma acção da APRe! junto das instâncias europeias, às quais serão enviadas as conclusões deste debate.
AUTÁRQUICAS 2013: UNIR ESFORÇOS!: um artigo de Renato Epifânio, Presidente da Direcção do MIL.
por Renato Epifânio (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
QUEM GANHOU E QUEM PERDEU NAS ELEIÇÕES: um artigo de Jorge Marques.
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por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
- A centralização dos discursos nos líderes partidários nacionais e com os problemas do costume, ignorando completamente de que eleição estávamos a tratar;
- O aparecimento das candidaturas independentes em ruptura com as tradicionais formas de representatividade, os partidos políticos;
- O eco de alguns discursos que tentavam chamar a atenção de que era o tempo das pessoas, depois das obras, das rotundas, do betão e da corrupção.
Na noite eleitoral e infelizmente, não houve no geral grandes surpresas nos discursos dos que ganharam e dos que perderam. Chega a ser doentia esta forma de ver a expressão da vontade popular. A desonestidade intelectual atinge aqui a sua expressão máxima.
Mas se pretendemos falar de ganhadores e de perdedores, a quem temos que nos referir? Os resultados que substituem as palavras são claros!
Quem foram os ganhadores?
- Ganhou o absentismo, ou seja, aqueles que por todas as razões não quiseram votar, são a maioria dos nossos eleitores. Ganhou por isso a expressão do silêncio, o reconhecimento do vazio das grandes opções, da recusa em participar num tipo de eleições que são cada vez mais uma farsa, da recusa de votar num tipo de representantes que deixaram de nos representar e se tornaram funcionários dos partidos políticos;
- Ganharam as finanças públicas, que com esta abstenção e com um custo de três euros por voto nos partidos, pouparam alguns milhões de euros;
- Ganharam os movimentos dos cidadãos independentes, que contra tudo e contra todos os poderes instituídos, nomeadamente dos media, conquistaram posições e votações relevantes. De repente, tornaram-se uma espécie de esperança no futuro e o único parceiro capaz de pôr na ordem o sistema político-partidário, um sistema que já não nos representa e está completamente viciado;
E quem foram os perdedores?
- O Presidente da República, a quem os movimentos da Sociedade Civil, nomeadamente a PASC, chamaram a atenção nas últimas eleições legislativas, para a falta de qualidade do discurso político, para a mentira que estava a ser produzida e para a necessidade da sua intervenção em futuros actos eleitorais. Recebeu a carta, colocou nela o carimbo de recepção e nada fez. Vem agora dizer que é preciso mudar a lei eleitoral, agora e como sempre atrasado relativamente ao que vai acontecendo;
- Os partidos políticos, pelo manifesto desprezo para com as autarquias que são o nosso poder democrático de base e aquele que está mais próximo dos cidadãos. Incapazes de perceber a diversidade do país, continuaram no seu repetido discurso nacional. Os partidos políticos fizeram uma tentativa séria de matar o poder local e de o infestar com a pobreza do discurso nacional, que é vazio, egoísta, distante da realidade e inseguro no seu centralismo;
- A Comunicação Social, sobretudo as televisões, porque querem continuar a fazer da política um espectáculo, porque continuam a ignorar e desprezar tudo o que sai da Sociedade Civil, porque continuam a querer fabricar falsas figuras e potenciais candidatos a tudo, quase sempre com fortes ligações partidárias. O que aconteceu é que, com raras excepções, essas figuras foram todas rejeitadas, até mesmo aqueles que se disfarçam de comentadores nos programas desportivos;
- Perdemos todos, porque ainda assim, continuamos a alimentar estruturas partidárias que recrutam os seus representantes na mediania e naqueles que não fazem sombra aos líderes;
- Perdemos todos, porque a imagem dos supostos ganhadores é ainda sexista/machista, discriminatória não só no género, mas sobretudo na inteligência e capacidade de liderança das mulheres, para além da poluição estética que produz na imagem televisiva;
- Perdemos todos, porque ganhadores, perdedores e media, parecem não ter percebido o que se passou, ou seja, quando não se reconhecem os erros não há forma nem esperança de os ver corrigidos;
QUEREMOS QUALIDADE NA DEMOCRACIA: a actualidade da Carta Aberta enviada pela PASC ao Presidente da República em Maio de 2011.
O Senhor Presidente da República não poderá dizer que a Sociedade Civil não o alertou para os Riscos que ameaçam a Democracia Portuguesa.
A 5 de Maio de 2011 enviámos a Carta que abaixo se transcreve.
Nela se elencam as preocupações e questões que resultaram da falta de qualidade do debate político subjacente à campanha eleitoral para as Eleições Legislativas de 2011.
A Casa Civil do Presidente da República acusou formalmente a recepção dessa carta.
É importante, no momento actual, lembrar o que a Sociedade Civil apelou ao Presidente da República, através das Associações que à data integravam a PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil. Transcrevo:
“Mais do que o apelo para a promoção de um entendimento circunstancial entre os partidos políticos, a Plataforma Activa da Sociedade Civil – PASC faz um apelo para que o Presidente da República, enquanto garante último da Democracia e dos Supremos Interesses da Nação, crie as condições para que os Valores, a Ética, a Capacidade Técnica e o Sentido de Interesse Nacional sejam os esteios na renovação da democracia portuguesa.”
Mas nada aconteceu. E as preocupações expressas nessa carta agudizam-se e ganham cada vez mais actualidade.
Estamos em 2013 e vivenciamos diariamente situações que põem em causa regras fundamentais de um Estado de Direito, que atropelam os direitos e a dignidade dos cidadãos, semeando o medo e a insegurança, que minam a credibilidade interna e externa do País.
A campanha para as Eleições Autárquicas e os seus resultados são o reflexo do enorme divórcio que existe entre Governados e Governantes. Assistimos a uma secundarização dos interesses locais e a um desprezo latente pelos cidadãos.
Grave foi também a forma desigual como foram tratados os Candidatos Independentes, verificando-se que a actual lei que deveria garantir a igualdade de tratamento é apenas uma “lei de fachada”.
Tal situação não é sustentável em Democracia.
O resultado obtido pelos Candidatos Independentes, mesmo em condições adversas, é expressão, conjuntamente com o nível crescente da abstenção, do descontentamento dos cidadãos, mas também e sobretudo, a evidência de que uma maior participação da Sociedade Civil é possível e desejada.
Continuar a exercer o Poder ignorando os Direitos dos Cidadãos, ignorando as Questões para as quais os Portugueses querem Respostas claras por parte dos responsáveis políticos, são o Risco maior para a Democracia.
Maria Perpétua Rocha,
Coordenadora da PASC.

QUEREMOS QUALIDADE NA DEMOCRACIA
CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Plataforma Activa da Sociedade Civil – PASC
5 de Maio de 2011
Passados trinta e sete anos sobre o 25 de Abril constatamos que a democracia se tem desenvolvido de forma imperfeita, mostrando-se incapaz de integrar o que de melhor existe em Portugal, a sua Sociedade Civil.
Esperava-se dos partidos políticos:
- Que soubessem gerir a diversidade de opiniões;
- Que fossem capazes de mobilizar a inteligência e a capacidade de todos os portugueses;
- Que tivessem tido a ambição anímica de criar e projectar uma Visão Estratégica para o País;
- Que tivessem a capacidade técnica de antecipar os expectáveis problemas;
- Que procurassem, mais do que consensos de ocasião, as melhores soluções para os ultrapassar.
Esperava-se dos partidos políticos a ética e a verdade, mesmo que difícil de ouvir, que partilhassem com o país os sucessos e os insucessos, que criassem formas de cooperação e não de antagonismo ou protagonismo.
Esperava-se dos partidos políticos o rigor e a transparência, que permitiriam aos portugueses manter e desenvolver a confiança que Portugal neles depositou.
Infelizmente isto não está a acontecer!
O País encontra-se numa encruzilhada que não tem só a ver com as questões económicas que, embora muito enfatizadas, são em grande medida apenas consequências; as raízes mergulham bem mais fundo e afectam o funcionamento da democracia.
Urge por isso denunciar as causas para que as soluções se equacionem, mesmo tendo em conta as limitações que criámos. E, sobretudo, é necessário que as mesmas considerem as evoluções previsíveis dos vários contextos em que nos integramos.
De eleição para eleição, constatamos que pouco ou nada se tem progredido na resolução das dificuldades que se nos colocam.
Não será portanto de estranhar que os cidadãos se motivem cada vez mais para votar nos contra-poderes, ou não votar, do que escolher alguma das soluções propostas pelos vários partidos. Esta tem sido a realidade ignorada e que, face à qualidade da actual intervenção partidária pode vir a ser muito agudizada nas eleições que se avizinham.
Continuar a ignorar será um sério risco para o sistema democrático.
A recente crise estava há muito anunciada, os sintomas e os sinais eram por demais conhecidos. Foram várias as vozes de Associações da Sociedade Civil e de Cidadãos que diagnosticaram atempadamente a realidade nacional e a sua crescente fragilidade face à envolvente internacional. No entanto foram considerados, pelos que deveriam estar atentos, como alarmistas ou negativistas!
Agora que a crise social, o desemprego e a dívida pública de Portugal atingiram proporções já não possíveis de ocultar, agora que as entidades internacionais, nossas credoras, iniciaram a sua intervenção, seria fundamental que as forças políticas se consciencializassem do seu grau de responsabilidade na génese da crise profunda que afectará irremediavelmente o destino de todos os portugueses, e se concentrassem nos problemas do país e não nos pequenos conflitos de poder.
A PASC, enquanto plataforma de 18 Associações da Sociedade Civil, representando milhares de associados, conscientes dos seus deveres, mas também dos seus direitos, continuará a questionar a qualidade da nossa vida política nas seguintes dimensões:
- Como vão os Partidos Políticos ter em conta a Sociedade Civil para que esta participe activamente e contribua para a melhoria da vida política do país;
- Quais as funções a assegurar, a dimensão dos serviços a prestar e os custos a suportar pelo Estado e, consequentemente, qual o papel reservado à Sociedade Civil e à iniciativa privada;
- Qual a visão, a estratégia, os objectivos tácticos e as acções concretas que os actores políticos, sem faltarem à verdade, se propõem implementar ou atingir para que Portugal seja cada vez melhor para se viver e trabalhar;
- O que precisa o país para crescer materialmente e desenvolver-se socialmente e quais são as responsabilidades do Estado, do Sistema Político, das Empresas e dos Cidadãos nesse processo;
- O que se vai fazer, em concreto, para valorizar aquilo que são os nossas principais recursos estratégicos, as nossas principais riquezas e as nossas vantagens competitivas, como sejam, a nossa posição geoestratégica, as nossas relações culturais no mundo, a riqueza do mar sob a nossa soberania ou jurisdição e o nosso capital humano;
- Quais os critérios de selecção dos detentores de todos os cargos políticos e a sua responsabilidade pública face ao cargo que vão ocupar;
- Como não iludir o sentido das eleições legislativas, que elegem uma Assembleia da República, é certo, mas também um Governo. Não basta aos eleitores conhecerem o futuro Chefe do Governo. Os portugueses querem saber as políticas, as acções e sobretudo acreditar na qualidade da equipa ministerial. A liderança centrada num indivíduo não é suficiente em qualquer organização, pois o valor reside nas equipas dirigentes, esta realidade tem que ser transposta para as lideranças políticas;
- Como ultrapassar a fragilidade e a pouca qualidade das equipas governamentais, que em boa parte são responsáveis pela situação em que nos encontramos;
- Como melhorar a qualidade da democracia através da linguagem utilizada pelos agentes político-partidários, sobretudo nas suas intervenções públicas. O País não pode tolerar os maus exemplos de vazio de ideias, de agressividade e de omissão da verdade, muito menos que eles possam servir de pedagogia e de exemplo para o País;
- Como mostrar que Portugal não está interessado em alimentar os “egos” das lideranças partidárias e dos políticos em geral; queremos acções concretas e resultados; queremos que sejam os melhores e mais qualificados a desenvolvê-las;
Mais do que o apelo para a promoção de um entendimento circunstancial entre os partidos políticos, a Plataforma Activa da Sociedade Civil – PASC faz um apelo para que o Presidente da República, enquanto garante último da Democracia e dos Supremos Interesses da Nação, crie as condições para que os Valores, a Ética, a capacidade técnica e o Sentido de Interesse Nacional sejam os esteios na renovação da democracia portuguesa.
Associações que promovem a PASC
Um conjunto de 18 Associações da Sociedade Civil[*] decidiu organizar-se numa Plataforma Activa da Sociedade Civil (PASC) e fomentar um relacionamento em rede, para se assumir, independentemente de partidos políticos e de políticas estabelecidas, como parceiro da mudança necessária do País e dar contributos efectivos à sociedade portuguesa.
Com a sua actividade, a Plataforma pretende mobilizar a Sociedade Civil, seja a nível nacional, regional ou local. É nossa intenção que essa mobilização se faça em torno de questões e acções concretas para que a Sociedade Civil possa contribuir com soluções de qualidade e encontrar oportunidades que revigorem o país em que vivemos.
Maria Perpétua Rocha (Dr.ª)
Coordenadora da PASC.
[*] Actualmente, em Outubro de 2013, a PASC integra 36 Associações da Sociedade Civil.
RISCOS REAIS DE PERDA DA INDEPENDÊNCIA – A SUJEIÇÃO À TROICA: um artigo do Tenente-General da Força Aérea Portuguesa José Armando Vizela Cardoso, Presidente da AFAP.
por José Armando Vizela Cardoso (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
Conceitos Básicos de Doutrina Política
No domínio da Política, o conceito de Independência de um País ou de um território assenta na obtenção e na manutenção da sua Soberania Política e Económica que, ainda no domínio conceptual, poderá ser considerada Absoluta ou Relativa.
Neste contexto, considera-se que a Independência é Absoluta sempre que o Estado, no plano interno, dispõe de controlo total na governação das suas acções, quer sejam regidas ou não pelo Estado de Direito.
A Independência diz-se Relativa quando o Estado apenas detém controlo sobre determinados sectores das suas tradicionais actividades e competências, havendo outros que estarão sujeitos a directrizes emanadas de organismos internacionais ou, no limite, por outro Estado (ou uma Aliança de Estados), necessariamente com mais peso político e poder económico.
A ideia de Soberania assume acepções um tanto diferentes nos vários ramos da doutrina política.
(Doutrina política, e não ciência como defendido por alguns sob ridículo pretensiosismo, uma vez que na política não se observa nenhum método científico. Na política não há ciência, mas apenas a arte de pôr as diversas facetas da ciência ao seu serviço. Quem dominar esta arte poderá vir a tornar-se num carismático líder político, capaz de servir abnegadamente o seu país, como Sir Winston Churchill, Margaret Thatcher, etc, etc..)
Em Direito Internacional, a Soberania é geralmente considerada como uma qualificação essencial a uma comunidade para ser um membro de pleno direito no conjunto das Nações. Os sujeitos a que são inerentes os direitos e obrigações definidas pelo Direito Internacional são os Estados, e uma comunidade não é um Estado se não for Independente de qualquer superintendência legal por parte de qualquer outra comunidade e se não for legalmente livre para determinar a natureza das suas relações com outras comunidades.
Na perspectiva do Direito Constitucional, a Soberania é um atributo do Estado considerado internamente. Esta perspectiva evoluiu à medida que a estrutura da sociedade sofreu as alterações descritas na história da humanidade, desde a Antiguidade, passando pela Idade Média, até aos nossos dias.
Sinteticamente, e no âmbito deste trabalho, podemos dar a noção de Soberania como o direito que tem o povo de eleger os seus governantes, de criar as suas Leis e de ver respeitados os seus valores pátrios, nomeadamente o seu território.
A doutrina política também nos transmite a noção de que um Estado perde Soberania sempre que se integra num determinado espaço político. É paradigma desta noção a submissão dos países satélites da URSS, que compunham a designada “cortina de ferro” e, mais recentemente, a entrada de Portugal no espaço político-económico e demagógico, conhecido como União Europeia. Esta adesão de Portugal à União Europeia nunca teve uma consulta popular; foi exclusivamente cozinhada no campo político que, com toda a desfaçatez, aceitou que neste espaço politico-social-económico da Europa possa haver cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, em conformidade com a “categoria” dos países nele integrados, estabelecida no famoso Tratado de Lisboa!
Portugal com Soberania
Da síntese de conceitos acima abordados, poder-se-á deduzir que a Independência Absoluta só é conseguida quando um Estado dispõe duma capacidade total, expressa na auto-suficiência em sectores essenciais da economia. Ainda no caso de neste tipo de Estado, com Independência Absoluta, se verificar a existência de excedentes nalguns desses sectores da economia, poder-se-á assistir ao fenómeno de Estados carenciados em determinados recursos se verem rotulados de Estados de Independência Relativa, na dependência dos que são excedentários em tais recursos.
A rica História de Portugal proporciona-nos uma descrição de momentos em que, sendo ainda Condado Portucalense, o país consegue a sua débil Independência, pelo Tratado de Zamora em 1147, sob a égide do Papa Inocêncio II. Nela se descrevem as constantes ameaças a essa Independência, que se transformam numa crise profunda em 1383. Superada essa crise com a implantação da Dinastia de Avis em 1385, outra mais grave surge em 1578, com o desaparecimento de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. No rescaldo da crise sucessória em 1580, Filipe II de Espanha torna-se Rei de Portugal, reconhecido pelas Cortes de Tomar em 1581, e o país perde a sua Independência por um período de 60 anos. Em 1640, Portugal recupera a sua identidade de país livre, soberano e Independente.
As invasões napoleónicas, no início do Século XIX, e as lutas liberais (de 1828 a 1834) também se incluem no grupo das ameaças à Independência de Portugal, enumeradas na sua história.
Ora, a situação a que Portugal chegou, entre os anos 1960 a 25 de Abril de 1974, na prática, foi a de um Estado de Independência Absoluta.
Apesar de estar submetido a um esforço de guerra, em três frentes, nos Teatros de Operações dos seus territórios ultramarinos da Guiné, de Angola e de Moçambique, separados entre si por milhares de quilómetros, em 1973 Portugal via a sua economia crescer a um ritmo superior a 7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) e a Dívida Pública era apenas 14% do PIB.
A moeda “Escudo”, sob a cobertura das suas reservas de ouro a rondar as mil toneladas, era aceite no câmbio internacional, com um valor (em 1973) a rondar 7,5 Escudos para um Marco alemão e de cerca de 20 Escudos em relação a um Dólar americano. Para além de ter um Escudo forte e por isso com credibilidade e boa aceitação nos mercados internacionais, Portugal, como Estado soberano, detinha sobre a sua moeda o mecanismo da valorização/desvalorização (que a demagogia da União Europeia/Alemanha ainda não percebeu ser essencial para se sair desta crise em que a Europa mergulhou!), o que lhe permitia, por recurso à desvalorização, incentivar as exportações, mesmo nos cíclicos períodos de recessão das economias dos restantes países da comunidade internacional.
Além de recursos minerais de ferro, de alumínio, de cobre, de carvão, de diamantes, etc., tanto no subsolo continental como no dos territórios do seu Ultramar, Portugal tinha ainda um potencial em produtos de produção agrícola, como o café de Angola, o cacau de S. Tomé, o algodão de Moçambique, que alimentavam os diversos sectores da industria, asseguravam quase o pleno emprego e ajudavam a equilibrar a balança do comércio externo, assegurando o rácio entre as exportações e as importações.
Portugal era praticamente auto-suficiente em bens primários de consumo.
A riqueza da floresta nacional, especialmente pela excelente qualidade da madeira de pinho português, alimentou durante muitos anos os países do Magreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), do Médio Oriente (Líbano, Egipto e Israel), que por razões naturais não têm madeira para dar resposta às necessidades dos respectivos sectores de construção civil e aos sectores de embalagem e empacotamento dos produtos que exportam. Também países como a Itália, a Espanha e a Inglaterra, durante décadas, foram destinos da madeira de pinho de Portugal, que por esta razão reforçava a fatia das exportações nacionais.
Apesar do ambiente internacional ser hostil a Portugal, por na época ser visto como o último país que, cioso dos seus territórios ultramarinos, resistia ao jogo geoestratégico do domínio da África Austral, do Atlântico Sul e do Índico, no Canal de Moçambique, jogado pelas duas superpotências, Estados Unidos da América e União Soviética, muitas multinacionais (como a Opel, a Grundig, a Philips, a Bombardier, etc, etc.) vieram abrir no nosso país linhas de fabrico de componentes e de montagem dos produtos que comercializavam para todo o Mundo.
O ponto mais fraco desta sólida estrutura económica, que Portugal via crescer nesta época, assentava na dependência energética, com realce para a aquisição de petróleo/crude. Todavia, a estratégia de obter mais valias com os produtos obtidos da refinação do crude nas duas refinarias de que Portugal dispunha (Sines e Cabo Ruivo), assegurava um equilíbrio na despesa controlada com este recurso. A descoberta de petróleo em Angola, já no decurso da guerra ultramarina em Angola, poderia ter resolvido esta natural dependência do petróleo, que sempre caracterizou Portugal, se tivesse havido um maior empenho do governo português em colocar mais celeridade no início da exploração das jazidas de crude, entretanto localizadas.
A complementar a capacidade instalada nas suas duas refinarias, Portugal detinha ainda uma notável capacidade no sector da industria química, no vasto parque industrial, da então vila do Barreiro.
Com a capacidade de intervir em praticamente todos os sectores da actividade económica, Portugal, apesar da hostilidade internacional criada pelo facto do governo português não abdicar dos seus territórios ultramarinos porque, constitucionalmente, eram parte integrante do seu território, sempre desenvolveu as suas actividades diplomáticas no domínio das relações internacionais. Mesmo nessas condições, a Soberania de Portugal sobre o seu vasto território era reconhecida pelos outros Estados, incluindo aqueles que, por essa postura, apoiavam os movimentos de libertação e a guerra desenvolvida nas possessões portuguesas da Guiné, de Angola e de Moçambique.
A estrutura da sociedade tinha os seus alicerces bem consolidados em valores éticos e de amor à Pátria, levados à prática, dum modo geral, com respeito e devoção, pelo pouco letrado povo português.
Portugal e o estágio de Independência Relativa
O fim do império português conseguido de modo repentino, na sequência do objectivo primário da revolução de 25 de Abril de 1974, veio reduzir Portugal à sua expressão mais simples.
Portugal é hoje um país de território descontínuo, cuja maior parcela assenta na plataforma continental europeia e a restante nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Por isso, Portugal é um país semi-arquipelágico que, pela sua localização geográfica e pelo valor geoestratégico e geopolítico do seu território e das zonas circundantes sob jurisdição portuguesa, se pode caracterizar, deste modo, como país fronteira e charneira da UE – União Europeia. País fronteira da União Europeia, por imperativos geográficos. Charneira da UE porque, por razões históricas, Portugal está naturalmente vocacionado para ser veículo das relações internacionais que esta possa ter com os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com os Estados Unidos da América (em alternância com a Inglaterra) e com Marrocos (pela abertura privilegiada que se tem recebido deste país).
Todavia há quem, certamente por limitado discernimento, venha apontando como desdita a vantagem de que Portugal dispõe, quando a sua caracterização geoestratégica e geopolítica assenta nestas duas facetas que o tornam país fronteira e charneira dum espaço político, social e económico de cariz continental e com cerca de 500 milhões de habitantes! A desdita é Portugal ter políticos deste quilate, que não têm sabido valorizar, nem explorar, as vantagens que o país poderia conseguir, só pelo facto de ser uma das portas da fronteira da Europa dos 500 milhões de habitantes.
Que outro país tem a sorte de ter uma parte do seu território, designadamente os Açores, numa posição geográfica tão estratégica, que o tornam no pilar natural da “ponte” das ligações entre a Europa e a América do Norte?
Que outro país tem a vantagem de ter sob sua jurisdição uma região oceânica que representa mais de ¼ da superfície do Atlântico Norte?
Quantos empregos iriam surgir se os Governos tivessem criado as condições para que Portugal fosse uma das portas de entrada da Europa, para matérias primas e mercadorias que passam todos os anos ao largo da nossa costa, em mais de 3.000 navios, e demandam outros portos marítimos no Mar do Norte, mais saturados (em termos de tráfego naval) e em zonas de piores condições meteorológicas, mais agrestes, porque os portos nacionais não são competitivos, nem em preço, nem em qualidade, e não há vias capazes de os escoar para o centro do continente europeu?
Tudo isto é o reflexo dos sucessivos governos não terem conseguido definir e seguir uma Estratégia Global para Portugal, que deveria ser definida com total isenção e sob o signo do interesse nacional.
Quando D. Afonso Henriques, que além de hábil guerreiro mostrou ser dotado duma invulgar sagacidade estratégica, estabeleceu um Estratégia Global, formou Portugal.
A segunda vez que Portugal estabeleceu uma Estratégia Global, quase que teve o Mundo a seus pés. De facto, depois da batalha de Aljubarrota, D. João I apercebeu-se que, naquele tempo em que a velocidade máxima que o homem podia atingir era a do cavalo à carga no campo de batalha, Portugal não dispunha de suficiente profundidade estratégica para resistir a invasões vindas de Leste. Por isso, era preciso ir para Além-Mar para se conseguir essa profundidade estratégica, uma vez que não seria possível ir arranjá-la no território da forte Espanha. D. João I foi então a Ceuta, do outro lado do mar, conquistá-la e armar ali os filhos mais velhos da Ínclita Geração, para que essa Estratégia Global de se ir para Além-Mar ficasse bem vinculada na mente dos quase dois milhões de pessoas que compunham a população de Portugal. E essa estratégia foi seguida pelas gerações subsequentes que, com os necessários ajustamentos de adaptação a imprevistos contextos mas tendo por referência a mesma base, conseguiram o feito único dos Descobrimentos.
A partir daí, e muito particularmente nos últimos anos, pós 25 de Abril de 1974, Portugal tem sido governado como quem gere uma mercearia, sem nenhuma Estratégia Global, o que justifica, por exemplo, as condições de total irresponsabilidade com que decorreu a entrada do país no “clube” União Europeia. Recorrendo uma vez mais ao exemplo do vergonhoso Tratado de Lisboa, veja-se como foi possível a nossa casta política (sem ter tido a deferência de esclarecer e consultar os portugueses) ter levado Portugal a ser membro do “clube” União Europeia, onde há sócios de primeira e de segunda categoria e onde se corre o risco das Zonas Económicas e outros espaços, até hoje reconhecidos internacionalmente como estando sob jurisdição portuguesa, passarem a ser “geridos” pela direcção deste famoso “clube” da demagogia.
E tão grave como o facto de Portugal não ter nenhuma Estratégia Global, que lhe perspective um futuro com sustentabilidade nos diferentes sectores de actividade do Estado, é o facto de não haver complementaridade, nem encadeamento, nas políticas dos sucessivos governos que nos últimos 39 anos têm desgovernado o país.
No início da década de 1990, uma fatia dos impostos pagos pelos portugueses foi para pagar ao Professor Michael Porter, contratado pelo governo português, para avaliar e determinar quais os recursos que poderiam assegurar a sustentabilidade da economia do país. Depois de percorrer Portugal de lés-a-lés, Michael Porter preparou um relatório (1994), cujas conclusões, sinteticamente, referiam que:
A economia portuguesa será sempre débil, mas terá sustentabilidade, assegurada nos seguintes recursos :
- Floresta
- Pescas
- Turismo
[ver Monitor Company, under the direction of M. Porter. “Construir as Vantagens Competitivas de Portugal.” Lisboa: Forum para a Competitividade, 1994; Forum para a Competitividade. A Competitividade da Economia Portuguesa. Lisboa: Forum para a Competitividade, 1995; Ministério da Indústria e Energia. O Projecto Porter: A Aplicação a Portugal 1993/1994. Lisboa: Ministério da Indústria e Energia, 1995]
Claro que, com a mudança de governo, este oneroso documento ficou no fundo da gaveta do novo Primeiro-Ministro.
[ver aqui uma apresentação de 2002 onde se retomam alguns resultados desse estudo]
Em relação às recomendações deste Professor de Harvard (já esquecidas por este povo de memória curta!), desde fins da década de noventa até hoje, pudemos observar que, em relação:
- à Floresta, deixamo-la arder na sequência duma política de protecção a diversos interesses económicos e financeiros, e por total ausência de sentido de estado e de salvaguarda do interesse nacional por parte dos responsáveis pelos recursos florestais.
- às Pescas, afundamos as traineiras e destruímos os artefactos para pescar, optando pela pesca do subsídio que, por princípio, é sempre limitado no tempo.
- ao Turismo, é a confusão que se sente, em especial no âmbito do turismo cultural e religioso.
Sem objectivos isentos e que por isso tenham em conta o exclusivo interesse do país (e não o de grupos com interesses pessoais e partidários), que deveriam ter sido estabelecidos numa Estratégia Global, Portugal tem andado à deriva deste Abril de 1974, e o desenlace de ter estado por três vezes, em 37 anos, à beira da bancarrota, com total impunidade para os responsáveis por essa acção dolosa (por ser extremamente penalizante para o martirizado povo português), não podia ser outro, tendo em conta o carisma dos dirigentes políticos, incapazes de falar verdade aos portugueses e de responsabilizar quem, ainda que por complacência, não tenha travado os escândalos de corrupção a que todos pudemos assistir nos últimos anos.
Daí que, no âmbito geopolítico e sócio-económico, Portugal tenha hoje a seguinte caracterização:
- País de território descontínuo, semi-arquipelágico, com uma parte assente na plataforma continental da Europa e dois arquipélagos (Madeira e Açores);
- País fronteira e charneira da União Europeia (embora a casta política nacional não consiga aperceber-se destas vantagens, e muito menos explorá-las);
- País que subscreveu o Tratado de Lisboa, que o classifica como de “2ª categoria”;
- País de regime político assente numa democracia parlamentar, conforme estabelece uma Lei Fundamental que tem sido causa de entrave ao desenvolvimento e à implantação de muitos direitos, mas também de muita irresponsabilidade e de poucos deveres, em relação aos interesses do país;
- País onde a acção governativa não define e, obviamente, não segue uma Estratégia Global do Estado;
- País com um sistema de ensino básico/secundário de eficácia abaixo da média da União Europeia;
- País que (dentro da classificação dos Estados, desde Superpotências até Estados Exíguos, como ensina o ilustre Prof. Dr. Adriano Moreira), em pouco mais de uma década deixou de ser um Pequeno Estado (onde ainda é possível observar alguma capacidade de auto-sustentabilidade!), para ser hoje um Estado Exíguo (onde não há já capacidade para se auto-sustentar!) com:
- um índice de pobreza da sua população a atingir os 25%; uma Dívida Externa a atingir o limiar dos 120% do PIB;
- um Índice de Competitividade (de acordo com o Relatório do Fórum de Davos) dos mais baixos da Europa;
- um endividamento das famílias a exceder os 120% ;
- uma dependência do estrangeiro em bens de consumo na ordem dos 70%;
- um Índice de corrupção e de burocracia (a tia da corrupção!) dos mais elevados da Europa;
- uma Justiça extremamente lenta (três vezes mais lenta que a média europeia), onde a toda a hora se constata o arquivamento de processos por prescrição, onde a culpa morre solteira porque se excedem os prazos processuais;
- uma dependência total em combustíveis e hidrocarbonetos;
- um peso da estrutura do Estado (definida por uma Constituição anacrónica!), que pela despesa para a sustentar, a Nação já não consegue suportar;
- um tecido produtivo, a partir do qual se deveria criar riqueza para se poder pagar a enorme Divida Externa, completamente destruído, com o encerramento de mais de 60.000 empresas (PME) nos últimos cinco anos;
- um nível de desemprego acima dos 18% (não contando com os cerca de 300.000 portugueses que deixaram o país desde 2010!);
- uma população envelhecida e com uma preocupante redução na taxa de natalidade;
O facto de, por recurso a esta caracterização geopolítica e sócio-económica, se poder concluir que Portugal se tornou já num Estado Exíguo, dá-nos uma séria indicação de que a sua Independência corre graves riscos, uma vez que presentemente o governo do país não dispõe de controlo total da sua Soberania política e económica. Ora, em conformidade com o que se referiu acima nos «Conceitos Básicos de Doutrina Política», a perda de Soberania política e económica põe em risco a Independência do país.
Sujeição à Troica
Em fins de 2010, declarações do Primeiro-Ministro procuraram serenar os portugueses de que, perante a crise financeira que ia varrendo o Mundo, a economia de Portugal estava de boa saúde e preparada para acelerar de TGV e de descolar da cidade aeroportuária de Alcochete!
(Felizmente, nenhuma destas antevistas tragédias financeiras, que se iriam somar à divida externa que o país já tinha, foi levada ao esperado fim triste.)
Em Abril de 2011, sem proporcionar qualquer satisfação à Assembleia da República e aos portugueses, o Primeiro-Ministro subscreveu um Memorando onde vincula Portugal a uma série compromissos com organismos internacionais no domínio financeiro e político, para poder ter acesso a um resgate de 78 biliões de euros para poder fazer face às despesas de funcionamento e de encargos com a “Dívida Soberana” do Estado.
A necessidade dessa ajuda financeira deveu-se à enorme desvalorização dos títulos públicos portugueses, considerada pelas agências internacionais de rating, por causa do desempenho da economia nacional em ciclo recessivo e do nível de endividamento, a atingir o limiar dos 100% do PIB. Portugal tornou-se, por isso, incapaz de se refinanciar a taxas de juros compatíveis com uma sustentabilidade orçamental a longo prazo.
Simultaneamente, o próprio sector da Banca Portuguesa, também dependente do financiamento externo, encontrou idênticas dificuldades em financiar-se no mercado internacional e viu-se, por isso, também mais dependente dos sistemas financeiros da União Europeia para conseguir os seus financiamentos.
Como nos recordamos, o governo do PS – Partido Socialista, alegando “falta de condições”, abdicou da governação do país e provocou eleições antecipadas, vencidas sem maioria pelo PSD – Partido Social Democrata. No habitual arranjo político, conseguiu-se arranjar uma coligação do PSD com o CDS-PP – Centro Democrático Social – Partido Popular, para assegurar uma maioria parlamentar que desse garantia da essencial estabilidade política, que permitisse concretizar as medidas que, para “arrumar a casa” e as contas públicas, tinham sido assumidas, em Abril de 2011 pelo ex-Primeiro-Ministro, para poder receber a Ajuda Externa, que ele havia solicitado a organismos da Finança Internacional para evitar, pela 3ª vez em trinta e sete anos, a bancarrota do Estado Português!
O programa de Ajuda Financeira da Troica, negociado pelo ex-Primeiro-Ministro, destina-se a apoiar um conjunto de políticas por ela determinadas, com o objectivo de se vir a restaurar a confiança dos credores da “Dívida Soberana”, contraída pelo Governo de Portugal, e permitir o regresso da economia nacional a um crescimento sustentável, preservando a estabilidade financeira do país, na Zona Euro e na União Europeia.
Este programa foi aprovado e assinado pelo Conselho Europeu a 17 de Maio de 2011, pelo Fundo Monetário Internacional a 20 de Maio de 2011, e se cumprido pelo Estado Português libertará a astronómica verba de 78 biliões de euros, a ser suportada em partes iguais (26 biliões de euros cada) pelo triunvirato que constitui a troica, designadamente os:
A vinda da troica evitou o descalabro social que a falta de dinheiro, por parte do Estado, para pagar salários, iria inevitavelmente trazer.
Portugal é hoje um Estado sob protecção! É um Protectorado !!
A acção governativa está condicionada pela directrizes emanadas deste “mal necessário” que é a troica.
Ora, funcionando Portugal num regime de Protectorado, o país não tem o mesmo Poder, nem a mesma Soberania, nem tão pouco os parcos direitos previstos no Tratado Europeu.
Por muito que nos custe admitir, a Independência de Portugal, mesmo que Relativa, corre sérios riscos, e quem colocou dez milhões de portugueses no limiar do estatuto de apátrida continua imune graças a uma Constituição tão avançada que, logo que aprovada, se tornou anacrónica.
Esperança e Soluções
A proximidade temporal não permite avaliar o nível de gravidade desta crise económica e financeira, que se abateu sobre Portugal desde 2010, relativamente a outras crises pelas quais o país passou, ao longo dos seus mais de 870 anos de história.
O guru das organizações Peter Drucker referiu num dos seus princípios que
Ora, o Estado sendo a Nação organizada, na sua essência é uma empresa para servir a Nação!
Acontece que a estrutura do Estado, concebida em 1976 na “avançada” Constituição, poderia nesse tempo ser sustentada pela capacidade da Nação (ou do país) em criar riqueza, com base numa economia com crescimento, ainda que com as conhecidas debilidades. Nos tempos últimos, em que a economia entrou numa espiral recessiva e se tem afastado cada vez mais dos padrões de crescimento do PIB europeu, o país não tem possibilidade de aguentar esta pesada estrutura do Estado, e muito menos “aventureirismos” de governantes irresponsáveis!
Não é possível desenvolver o país, com a elevada carga fiscal que pesa sobre os portugueses, só para suportar o pesado encargo deste “super” Estado.
Infelizmente, teve de vir a troica para pôr alguma ordem na estrutura do Estado, impondo reformas que a classe política, vivendo longe da realidade do país, não teve coragem de fazer.
Na execução dessas reformas assenta a esperança e a possibilidade de Portugal reconquistar a sua Independência Relativa e, como português, tenho a convicção de que elas deveriam incidir nos seguintes sectores e políticas do Estado:
- Revisão urgente da Constituição, expurgando-a de toda a referência em relação à orgânica dos diferentes sectores dos Estado (Por exemplo: “A Assembleia da República, tem 230 deputados”!! Porque é que isto não está numa Lei orgânica, em vez de estar na Lei Fundamental?), libertando-a dos entraves à competitividade e ao crescimento económico, assegurando o Estado Social a quem trabalha e criando mecanismos de responsabilização dos governantes que levem o país para níveis de endividamento acima dos 25% do PIB.
- Redução do número de deputados, de 230 para 75.
- Despolitização do cargo de Director-Geral nas estruturas do Estado, passando o lugar a ser ocupado mediante concurso público isento.
- Liberalização dos Mercados de Produtos e Serviços, acabando com as grandes empresas que servem de pousio à classe política quando não tem funções no Governo, na Assembleia da República ou noutro Órgão do Estado.
- Reformulação das Tabelas Salariais, sendo proibido a quem tenha funções no Estado ter um vencimento superior ao do Primeiro-Ministro, que deverá estar a um nível inferior, em termos salariais, ao do Presidente da República.
- Acabar com as “Entidades Reguladoras” (criadas em 2006/2007, para alojar a classe política) onde, dum modo geral, se verificam duplicação de funções atribuídas a Institutos, e se fomenta o desenvolvimento da burocracia.
- Reduzir o número de Institutos, que excede o milhar, para o número máximo de 100, o que será mais que suficiente para um país da dimensão de Portugal.
- Acabar com os Observatórios na dependência do Estado.
- Libertar de subvenções e apoios suportados pelo Orçamento do Estado as Fundações particulares.
- Reformular o Sistema Judicial, assegurando-lhe a independência enquanto Órgão de Poder do Estado, mas dotado de uma estrutura de supervisão idónea, multidisciplinar, com capacidade para avaliar a celeridade dos processos e a aplicação justa das sentenças.
- Reduzir as despesas de funcionamento, apostando no aproveitamento de sinergias.
- Reformular os danosos contratos (tipo “PPP” ou “Swaps”) aplicando taxas de impostos de 99% aos lucros das empresas/organismos que não queiram reformular as “cláusulas especulativas” que foram incluídas nesses documentos, com dúbia intenção.
- Reformular a política fiscal, libertando uma margem financeira para que as empresas e pessoas possam investir e dinamizar a economia.
- Preparar um “Plano Marshall” para revitalizar o tecido empresarial, que viu serem destruídas, desde 2008, mais de 60.000 PMEs, sem o qual não será possível gerar riqueza para se poder pagar a “Crise da Dívida Soberana”, para que Portugal foi arrastado.
- Assegurar políticas que incrementem a competitividade nos diversos sectores da actividade económica.
- Acabar com a protecção aos grandes grupos económicos, particularmente no que respeita à intermediação da distribuição, evitando que se cultive e se fique com os produtos na terra porque não é possível levá-los para os mercados ou para as grandes superfícies (Exemplo: Portugal importa laranjas da África do Sul, de Espanha, etc., quando todo os anos ficam toneladas de laranjas por apanhar nos laranjais portugueses).
- Revitalização da floresta, seguindo uma estratégia do interesse do povo de Portugal e não a de grandes grupos económicos, onde também costumam estar, sob avença, alguns políticos.
- Reduzir e, quando possível, extinguir o numero de empresas na dependência do Estado (incluindo, claro, as das autarquias).
- Liberalizar, no verdadeiro sentido do termo, os preços dos produtos e serviços energéticos.
- Tomar as medidas urgentes para o combate à corrupção, com “retroactividade” à clarificação dos casos, que estão a ser pagos pelo povo de Portugal.
Se estas medidas puderem ser concretizadas, estou em crer que Portugal, à semelhança do que acontece com outros Pequenos Estados (designadamente Dinamarca, Holanda, Bélgica, Malta, Islândia, etc.), irá criar condições para poder retomar o estatuto de Estado Independente, ainda que com Independência Relativa.
A adesão à União Europeia não mais nos deixa sonhar com uma Independência Absoluta!
CIRCO DAS VAIDADES: um artigo de Jorge Robalo, membro da AORN.
por Jorge Robalo (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
E para os que pensam que pior não há, desafio-os a lerem as diversas propostas que alguns dos candidatos apelidam de programa eleitoral. Algumas são tão pobres que nem conseguem chegar ao nível dos programas produzidos pelas listas académicas do meu tempo.
Só nos resta gritar bem alto:
E mais uma vez levanta-se a questão: Quem nos pode ajudar a livrar-nos deste circo que em nada contribui para o desenvolvimento do país?
A resposta é simples: somos nós, o cidadãos comuns. Temos que deixar de estar refastelados no sofá à espera que “eles”, partidos e cidadãos responsáveis por esta situação, mudem. Convém não esquecer que eles não mudam, não porque não o sabem fazer, mas porque este é o sistema que mais lhes convêm a nível pessoal e partidário.
Então como o devemos fazer? Esta sim, é a principal questão com que nos temos de debater. Infelizmente não existem fórmulas, existe sim a necessidade de todos os cidadãos participarem nesta mudança. Cada um com o seu contributo, por mais pequeno que possa parecer, não deixa de ser importante.
Alguns já começaram este percurso de forma mais activa. Uns, através de candidaturas independentes às autarquias e outros colaborando em organizações não-governamentais para a criação de alternativas aos inúmeros erros de gestão com que os nossos políticos nos têm presenteado ao longo dos anos.
E os outros, a grande maioria dos cidadãos indignados e preocupados com o futuro do seu país e dos seus filhos? Qual deverá ser o seu papel? Continuarem resignados a assistir, como meros espectadores?
Não. Todos temos de participar se quisermos mudar este sistema degradado, cada vez mais caracterizado por assimetrias, onde os principais acionistas deste sistema são filhos e a grande maioria dos cidadãos são enteados.
Pois é, se somos maioria como é que não conseguimos mudar? Talvez porque tenhamos desistido de lutar?
Se é assim, também é verdade que ninguém se pode contentar com esta situação e como tal é hora de arregaçar as mangas e voltar a lutar pelos nossos direitos. Para tal, não conheço melhor forma de começo que não seja pelo exercício dos nossos deveres de cidadãos.
Comecemos já, nas próximas eleições autárquicas, a exercer o nosso dever de cidadania, interessando-nos pelos destinos das nossas autarquias e votando em consciência, não em amizades ocas ou referências “clubísticas”.
É urgente dar credibilidade às instituições centrais, locais e aos seus representantes. Claro que os últimos têm que merecê-lo, mas cabe-nos também a nós exigir que eles sejam competentes e para isso temos que:
- Recompensar quando prestam um bom serviço, quer com o reconhecimento verbal ou escrito mas principalmente com a nossa confiança através do voto;
- Penalizar quando nos mentem e/ou causam danos ao património e interesse públicos, nem que seja através do voto em branco. Mas nunca votando no menos mau.
Comecemos também a reivindicar os nossos direitos de cidadãos, exigindo que os candidatos nos apresentem programas eleitorais caracterizados por acções concretas, objectivas e credíveis.
Questionem os candidatos ao vosso círculo eleitoral, todos por igual, independentemente dos rótulos, partidários ou independentes. Façam-no directamente, quando se depararem com eles na rua, pois o contacto porta à porta só é feito por poucos dos “colunáveis” que compõem esta caravana e só quando têm cobertura das nossas estações televisivas. Escrevam-lhes e, se tiverem a oportunidade, apareçam em sessões de esclarecimento. Participem. Juntos conseguiremos mudar para melhor esta triste realidade.
REUTILIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO DO SETOR PÚBLICO – EXPETATIVAS E REALIDADES: uma conferência organizada pela APDSI, membro fundador da PASC.
Em nome da APDSI – Associação Para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação, Associação Fundadora e uma das 36 Associações que integram a PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil, vimos divulgar e convidar todos os interessados para este evento. O convite é extensivo a todas as Associações que integram a PASC, que se fôr oportuno poderão contribuir para a divulgação do evento.
Reproduzimos a partir da página da APDSI:
Em Agosto de 2007, foi publicada a Lei 46/2007, que regula o acesso aos documentos administrativos e a sua reutilização, transpondo finalmente para a ordem jurídica nacional a Diretiva n.º 2003/98/CE, relativa à reutilização de informações do setor público.
Finalmente, o Governo começa agora a dar os primeiros passos na disponibilização de alguns dados públicos,através da iniciativa Dados.gov, à semelhança do que já acontece em vários países. Assim, torna-se oportuno que a APDSI revisite este tema, através de um estudo, coordenado pelo Eng.º Júlio Rafael António, sobre o ponto de situação e perspetivas da reutilização de informações do setor público como instrumento de cidadania e como fator de desenvolvimento económico do país.
A inscrição é gratuita mas obrigatória através do e-mail: secretariado@apdsi.pt. Consulte o programa […]»
AGARREM A DEMOCRACIA PORQUE ELA FOGE…: um artigo de Jorge Marques.
por Jorge Marques (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).

Assistimos nos últimos tempos a fenómenos curiosos na vida pública. Uma espécie de guerrilha entre os vários poderes dos Órgãos de Soberania e digo guerrilha, porque por um lado não há coragem para uma guerra de frente e por outro não há bases para a alimentar.
Um dia tinha que acontecer e tenderá a agravar-se se cada um cumprir bem o seu papel e não se subalternizar ao outro. Quero dizer, estes conflitos são saudáveis, porque nos dão a ideia de que alguém ainda cumpre o seu papel. Será de esperar, na melhor das hipóteses, que no fim dessa guerrilha possa surgir uma nova clarificação dos vários poderes, que se reconheça que a deficiência está na construção do sistema e que houve uma espécie de uns “patos bravos” que nos enganaram na qualidade dos materiais necessários à construção da nossa casa democrática.
Todos sabemos que a Constituição prevê uma separação de poderes entre os vários órgãos de soberania, mas se o prevê, logo se confunde e permite que um governo com maioria e um presidente eleito por essa maioria, façam do país uma espécie de território medieval, tal como está a acontecer. Um território onde a lei é determinada pelo mais forte e sem qualquer respeito pelo direito e pelos contratos existentes.
A Constituição, mãe de todas as leis, foi feita, discutida e aprovada pelos partidos políticos com assento parlamentar. As leis que nos regem são discutidas e aprovadas pelos mesmos partidos e a partir daqui o controlo e a gestão dos conflitos passa para os tribunais, no caso da Constituição para o Tribunal Constitucional e noutros casos para entidades criadas pelo Estado para o exercício desse controlo, como é o caso da Comissão Nacional de Eleições para as eleições.
Assistimos nos últimos tempos a um debate estranho entre o Governo e o Tribunal Constitucional, afinal o garante do cumprimento da Constituição, que existe e foi criado para isso mesmo e não para órgão consultivo do governo.
O Poder Executivo, diga-se o Governo, acusa o Poder Judicial de erros de interpretação da nossa Lei Fundamental, num Tribunal que ainda por cima é eleito em boa parte pelos partidos que agora reclamam. Quer dizer que, o cumprimento dos deveres independentes de um órgão de soberania, são atacados publicamente e da mesma forma que se assobia a um árbitro num estádio de futebol!
E tudo em nome desta democracia …!
O Governo pretende assim, depois de acumular o poder executivo e o legislativo, controlar também o poder judicial e sobretudo a mãe de todas as leis, porque em todas as outras o Parlamento já não representa mais do que a maioria governamental.
Não deixa de ser curioso que sendo o Presidente da República o primeiro a julgar e a defender-se destes atropelos, as críticas e os assobios vão todos para o Tribunal Constitucional.
Assistimos, ainda mal refeitos do absurdo desta situação, a uma contestação semelhante por parte de alguns órgãos de comunicação social, sobretudo as televisões.
Insurgiam-se eles contra uma decisão da CNE, órgão responsável pelo cumprimento das leis eleitorais, que chamava a atenção para o direito à igualdade de todos os candidatos autárquicos. Embora de outro tipo, os argumentos que se utilizavam aqui não eram, no essencial, muito diferentes dos que o governo usou relativamente ao TC.
Em resposta a esta igualdade dos candidatos, garantida pelas tais leis que são aprovadas pelos partidos, alguns jornalistas clamavam que havia uns candidatos mais iguais que os outros e que o direito ao espectáculo se deveria sobrepor ao direito desses cidadãos.
Quer isto dizer também que esses media apenas defendem interesses próprios, defendem a manutenção desta oligarquia partidária, dos agentes que eles construíram e mediatizaram e, mais grave, impedem a renovação de toda a classe política, o que deveria constituir um objectivo nacional prioritário.
O que parece continuar a defender-se é a manutenção dos velhos e vazios discursos, das desgastadas querelas partidárias e pessoais, com contornos de opereta, impedindo um discurso novo de gente diferente que aparece pela primeira vez.
Este objectivo dos media traduz-se numa espécie de sucessão mediática.
Vejamos: Começam por cobrir de forma exagerada as Universidades de Verão promovidas pelos partidos; subentendem que aqui uma nova geração se prepara para governar; que aqui se renovam as juventudes partidárias, destas escolhem alguns que começam a aparecer nos comentários televisivos e finalmente aí estão a governar-nos da forma que conhecemos e com a qualidade que os nossos indicadores nacionais revelam.
Reconheçam o mau investimento que fizeram nesta gente e tentem diversificar!
Reconheçam o que acontece com os Movimentos da Sociedade Civil que sem meios fazem o que os partidos desprezam, ou seja, acordar as pessoas para a participação, para a intervenção cívica, para uma auditoria construtiva á execução pelo poder político.
Valorizem que o melhor que temos, e por onde passa o futuro de Portugal, são mesmo os portugueses, cujo potencial os Políticos mais do que ignorar, esmagam!
A actividade voluntária e voluntarista de uma Cidadania Activa não passa nos media e cria-se até a ideia de que a Sociedade Civil em Portugal não existe ou é amorfa.
É essa Sociedade e dela, esses Candidatos verdadeiramente independentes e que nos querem acordar do sono partidário que vivemos, que os media querem considerar cidadãos de segunda!
Nisto os objectivos dos media estão em sintonia com os dos grandes partidos.
O debate sobre as eleições autárquicas decorre do que os dois líderes dos maiores partidos estabeleceram, ou seja, uma câmara a mais ou um voto a mais, na contagem nacional.
A eleição autárquica, aquela que deveria ser a mais importante pela proximidade aos cidadãos, transforma-se num “faz de conta”.
Nesta farsa de democracia, melhor é mesmo o silêncio, talvez ele nos possa dizer mais do que a pobreza da campanha que se preparava.
Talvez o silêncio nos obrigue a pensar na incoerência do momento que vivemos.
Não tenhamos ilusões, um outro silêncio tem crescido, estendendo-se às legislativas e às presidenciais, isto é, o silêncio da abstenção!
O peso desse silêncio, que não tem sido reconhecido, é o sintoma mais grave do divórcio entre governados e governantes.
CONSIDERAÇÕES SOBRE AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS E O PODER LOCAL: um artigo de Pedro Sousa Ribeiro, membro da AORN.
por Pedro Sousa Ribeiro (Este texto representa apenas o ponto de vista do autor, não da PASC, nem das associações que a compõem).
O país assistiu nos últimos tempos à polémica sobre a limitação de mandatos. Decisões diversas de várias instâncias judiciais causaram perplexidade. O processo culminou com a decisão final do Tribunal Constitucional que, no seu acórdão, registou dúvidas sobre a interpretação da lei, mas decidiu pelo princípio da não limitação de direitos individuais.Mas esta polémica abona pouco sobre a capacidade do nosso órgão legislativo, que deixou para o poder judicial uma decisão claramente politica. Espanto-me como nenhum deputado propôs, na Assembleia da Republica, a clarificação da lei. Deveria ter sido a AR a legislar, sem deixar dúvidas, sobre esta questão, mas os deputados não quiseram arcar com essa responsabilidade deixando a outros o que só a eles competia.
Em texto anterior escrevi :
Parece-me que o princípio de executivos homogéneos será de aplicar, sendo os seus membros escolhidos entre os eleitos do partido mais votado para as respetivas assembleias. Caso não haja maioria absoluta de um só partido, os executivos seriam constituídos por coligações que possam alcançar essa maioria. Caberia às assembleias municipais e de freguesia, dotadas de poderes reforçadas, a ação fiscalizadora.“
Indo mais além, entendo como positivo o principio da limitação de mandatos, aplicado a todo o território nacional e não apenas limitado à área do concelho ou da freguesia.
E proponho ainda mais :
- Em caso de demissão do Presidente, não deveria haver substituição automática mas sim a realização de eleição intercalar. A substituição do Presidente por um outro elemento defrauda a votação dos eleitores que se pronunciam sobre quem deverá exercer essas funções e não um qualquer outro. Apenas se deveria considerar, como exceção, a substituição, nos últimos seis meses de mandato, mas com a indicação de um presidente interino com poderes limitados.
- Considerar como princípio que os mandatos se devem exercer na sua totalidade, não havendo lugar a substituições. No caso de impossibilidade de continuar a exercer funções por razão de saúde, esse fato deveria ser considerado como suscetível de suspensão de funções mas apenas se deveria aplicar a um período temporal limitado a um máximo de seis meses. Este princípio dever-se-ia aplicar igualmente aos eleitos para a Assembleia da República. E, em caso de renúncia, não deveria ser possível ao renunciante candidatar-se a ato eleitoral seguinte para funções equivalentes.
- O alargamento da função fiscalizadora das Assembleias Municipais e de Freguesia seria importante para tornar mais transparentes muitas das decisões dos respetivos executivos.
SISTEMAS POLÍTICOS E DEMOCRACIA: um debate organizado pela SEDES e pelo MDR.

A SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, uma das Associações fundadoras da PASC – Plataforma Activa da Sociedade Civil – que actualmente integra 36 Associações – e o MDR – Movimento pela Democratização do Regime, organizam no próximo dia 12 de Setembro, pelas 21h00, nas instalações da SEDES, um debate subordinado ao tema “Sistemas Políticos e Democracia”.
Rua Duque de Palmela, Nº. 2 – 4º. Dtº.
1250-098 Lisboa
Tel/Fax 213543830 – e-mail: sedes@sedes.pt





















































































